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Abortou mais um golpe de Estado

O que se passou à volta do processo Freeport durante estes últimos seis anos é um filme perverso, com muitos protagonistas e várias cenas hardcore.

Tomás Vasques (www.expresso.pt)
11:48 Quarta feira, 28 de julho de 2010

A investigação ao licenciamento de um empreendimento comercial, em Alcochete - o caso Freeport -, em 2001, manteve um primeiro-ministro debaixo de fogo cerrado durante seis anos.

Passados estes largos anos de investigação, onde se desenvolveram múltiplas perícias urbanísticas, ambientais e financeiras, executadas por peritos da Polícia Judiciária, e "analisada exaustiva e rigorosamente a prova carreada para os autos", o Ministério Público concluiu que não existiu qualquer acto ilícito no licenciamento do Freeport, nem qualquer crime de "corrupção activa e passiva, tráfico de influência, branqueamento de capitais e financiamento ilegal de partidos políticos". 

É à luz do que agora foi concluído pelo Ministério Público que se deve fazer um exercício indispensável, a bem da saúde democrática do regime: projectar o "filme" ao contrário, de trás para a frente. Percorrer, um a um, todos os textos de opinião, em jornais, revistas e blogues; revisitar os Jornais de Sexta-feira, de Manuela Moura Guedes; desenterrar o defunto "Independente" durante a campanha eleitoral de 2005; até chegarmos à origem do processo: a denúncia "anónima" feita por gente ligada a partidos políticos. 

O que se passou à volta do processo Freeport durante estes últimos seis anos é um filme perverso, com muitos protagonistas e várias cenas hardcore, tendo o enredo um chão comum: a incúria, a perfídia, a maledicência e, sobretudo, uma visão policial de fazer política. Não pode, por isso, ser varrido para debaixo do tapete.

Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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O palanque -o que resta dele-está a inclinar
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:28 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
As pessoas do Ministério Público são de carne e osso.
Com tanto fumo, não é possivel não ter havido fogo.
O sangue ainda está quente, o azeite não passou pela centifugadora.
E o palanque -ou o que resta dele-já começa a inclinar.
 
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Abortou mais um golpe de Estado
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:20 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
O que ficou do FreePort, para além das suspeitas sobre o comportamento ético do Primeiro Ministro no processo de licenciamento, pelos vistos infundadas, pela mão da Procuradora Candida Almeida, foi uma monumental e aberrante área comercial construída em zona "pouco recomendavel", afogando-se na agonia dos pequenos "outlets", na qual que dentro de poucos anos nascerá uma mais que provável China Town!
Nessa altura, muitos dos comentadores deste fórum, já reformados das suas prosas, terão o prazer de ler os comentários dos seus próprios filhos e netos, criticando a as opções dos governantes da época e chamando-nos de parolos!
 
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Tudo isso...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 18:14 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
... porque não satisfizeram os seus desejos?

Contente-se com a verdade e deixe as tramoias para os profissionais dos vários quadrantes, incluindo aquilo que de mais reles existe no "jornalismo" português.
 
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JS
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:15 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Fica na história de Portugal por ser o primeiro ministro com mais casos mediáticos.
Mas sinto-me violado por esta justiça, objectiva em escamotear o impossível.
Pinto Monteiro não dignifica nem defende os princípios desta republica.
 
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hard quê?
DrainBamage (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
core! hardcore! xissa?
 
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Falta de justiça é a tragédia da democracia
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
A justiça talvez seja a maior debilidade estrutural do nosso país e a causa de grande parte dos seus problemas sociais, económicos e políticos. A justiça enquanto sistema, mas também os seus intervenientes.

O simples facto de um processo destes demorar 6 anos (!) fala por si, dispensa melhores análises, e demonstra sem hesitações que um processo jurídico tão simples só pode demorar 6 anos se tiver sido muito forjado e muito manipulado por interesses sempre obscuros e ilegítimos.

E isto será verdade independentemente de qualquer veracidade que possa ter havido no seu conteúdo, aliás completamente irrelevante, tal a brutalidade e a podridão que a partidarização da justiça está a trazer à nossa democracia.

Mas neste caso do Freeport muita outra gente está muito mal na fotografia, a começar por uma boa parte dos jornalistas e dos chefes editoriais de jornais e de televisões, que sempre misturaram a sua função profissional com os interesses pessoais, comerciais e políticos de que fazem parte.

E o oportunismo dos políticos da oposição? Que dizer da sua falta de carácter, em simultâneo com o seu total desrespeito pelos princípios e pelas instituições que deveriam proteger? Que dizer desta gente reles que tudo troca pelo aproveitamento cobarde e vil de uma qualquer circunstância favorável?

Todo o mundo já sabe como funcionam os partidos políticos, e gente inocente e respeitadora dos princípios democráticos são certamente uma excepção ou uma distracção dentro deles.
 
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Qual golpe é que abortou?
almas (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Só quem não ouviu, não leu e não escutou é que pode não ter dúvidas sobre o propalado desfecho deste processo. Transformar um processo de corrupção clara e objectiva, numa tentativa de extorsão, só convence quem quiser ser convencido. A verdade é que a intromissão do poder político no poder judicial é uma realidade que não se pode negar. A justiça em Portugal e os seus protagonistas mais relevantes bateram no mais fundo possível e não tem a mínima credibilidade. Tal qual como nas ditaduras e nos países totalitários servem e servem-se do poder político sem pudor. A pergunta que fica é quem nesta farsa de democracia protege o cidadão e as causas públicas?
 
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Politica canalha
Bettencourt de Lima (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Quarta feira, 28 de julho de 2010


Assente e aceite, baseada em lugares comuns, engodo fácil para néscios e gente amoral,
está a utilização sistemática da insídia, da calúnia, do vilipêndio para atingir adversários
políticos, vender jornais, gastar horas de televisão e, enquanto dura, promover figuras
públicas, com estatuto de «justiceiros». Algumas pessoas, que, passada a «onda»,
voltam necessariamente à vulgaridade.
São conhecidos os jornalistas, comentadores e pivôs de televisão que alimentam estes
processos.
Cientes das «verdades» insofismáveis de ditados populares como «não há fumo sem
fogo», «quem anda à chuva é que se alaga» etc., e cientes do peso que estes têm
na formação do pensamento dos mais incautos, lá estão eles sempre disponíveis,
pressurosamente disponíveis, para nos dar conta da «riqueza» do seu pensamento
enquanto arrastam a barriga pela lama, numa volúpia irreprimível.
Bom, assim é, assim será. Agora, o que não se pode esquecer e perdoar é uma
campanha política para as eleições europeias e legislativas conduzida na base
destas «técnicas» e que teve como protagonistas a anterior direcção do PSD, presidida
por Manuela Ferreira Leite e assessorada por Pacheco Pereira.

Politica canalha.

Para memória futura.
 
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"E AGORA"
MIKITO (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
EU DIREI QUE SÓ NÃO HÁ REMÉDIO PARA A MORTE, SE O SENHOR P.G. DA REPUBLICA ESTÁ TÃO INTERESADO NUM INQUERITO PORQUE NÃO MANDAR (ELE TEM PODERES PARA ISSO) REABRIR O PROCESSO E PÔR DE NOVO O ASSUNTO DAS PERGUNTAS SÃO SÓ 27 QUE DIABO NÃO SÃO ASSIM TANTAS. EM DEMOCRACIA DEVERIA SER ASSIM! SENHOR PRIMEIRO MINISTRO, PORQUE NÃO SE SUJEITA V.EXª. AO QUESTIONÁRIO QUE FICOU POR FAZER? OU TEM MEDO QUE SE DESCUBRA A VERDADE? SEJA UM HOMEM,QUEM NÃO DEVE NÃO TEME!
MAS ESTA PERGUNTA FAÇO EU: COMO FOI POSSIVEL O SEU MINISTÉRIO LICENCIAR UM ESPAÇO QUE NUNCA PODERIA SER LICENCIADO PARA AQUELA ZONA? O SENHOR QUE ERA O RESPONSÁVEL MAXIMO AUTORIZOU.
AS DUVIDAS SÃO MUITAS, HOUVE PESSOAS DA SUA FAMILIA LIGADAS AO NEGOCIO. V.EXª. DEVIA MOSTRAR AOS PORTUGUESES SE É OU NÃO UMA PESSOA HONESTA, MENTIROSO JÁ EU SEI QUE V.EXª É. QUANDO EU E MUITOS PORTUGUESES VOTARAM NO SR. NUNCA PENSAMOS QUE MAL TOMASSE POSSE AUMENTA-SE OS IMPOSTOS OU TAMBEM É MENTIRA O SR. TER DITO NA CAMPANHA ELEITORAL QUE NÃO AUMENTARIA OS IMPOSTOS? CHAMAM-LHE MENTIROSO POR MUITAS OUTRAS COISAS! EU ACREDITO BEM QUE SIM! PELO MENOS DA FAMA NÃO SE LIVRA.
BOM E AGORA? SENHOR PGR EM VEZ DO INQUERITO QUE PRETENDE FAZER, ORDENE A ABERTURA DO PROCESSO, V.EXª TEM PODERES PARA ISSO. ESCLAREÇA A VERDADE AOS PORTUGUESES. MUITO OBRIGADO.
 
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