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AAC, uma votação ou uma devoção?

Catarina Alexandra Neves Proença (Estudante do 2.º ano do 1.º Ciclo de Economia da Faculdade de Economia -UC)
14:54 Sexta feira, 11 de dezembro de 2009

O púlpito do associativismo da Universidade de Coimbra tem andado agitado. Recorde-se que no passado mês de Novembro aconteceram as eleições para a Direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC). É curioso que havendo discórdias nas Assembleias Magnas, uma lista ganhou com maioria. Dá a crer que os alunos da UC, outrora apelidados de "revolucionários", andam todos muito acordados entre si no que diz respeito a escolhas.

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Da observação dos passos estudantis assistiu-se (ou assiste-se) à formação de uma massa maioritária que não tem olhado a meios para atingir fins e que muito tem corrido, andado, falado, ouvido, chorado, sorrido, até ganhar os ansiosos (de)votos para a dita "mudança" na AAC e, quiçá, na vida universitária de Coimbra.

Pergunto: Terão (ter-se-ão) todos os alunos votado (devotado) com consciência do que é melhor? Ou porque é bonito pertencer a algo e também é bonito aparecer uma foto nossa num flyer distribuído em todas as faculdades?

O que é curioso é que estes alunos que respondem afirmativamente à minha segunda pergunta podem ter perdido os seus cinco minutos de fama. Esqueceram-se, com certeza, que o anonimato que afugentam poderá voltar a existir. Com o que, sublinho, não afirmo que não seja importante incorporar o associativismo da academia, porque, de facto, o é muitíssimo; o que afirmo é que urge esta incorporação ter um propósito humano e digno de fazer história e não ser apenas mais uma direcção em que alguns ou muitos membros apenas aceitaram pertencer a uma dada lista para poderem colocar no Curriculum Vitae algo como "Colaborador do Pelouro X" ou "Coordenador" ou mesmo "Presidente da Associação Académica de Coimbra".

Realço que independentemente dos ideais de cada um, continuam a fazer-se coisas e continua a ser-se criativo no mundo universitário. São todos os membros que dinamizam empenhadamente as secções desportivas e culturais, os núcleos de estudantes, a tradição, que glorificam a imagem da AAC; ninguém lhes tira este mérito.

O púlpito continuará agitado... agora com as eleições para a Assembleia de Revisão dos Estatutos da AAC e, posteriormente, com a tomada de posse da nova Direcção-geral.

Para terminar, e nesta época de "Pais Natais magros", faço votos para que a minha Academia enriqueça, mais e mais, nos verdadeiros valores que a caracterizam e na missão que tem para com todos os que nela acreditam.

 

 

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black2 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
Concordo que quem concorre a cargos associativos e, nomeadamente, estudantes trazem na mente melhorar sempre claro.

Contudo, a retórica e o tempo esfumaça quase sempre uma vontade muito voluntariosa. Como esta noticia diz e como acontece actualmente no mundo e no nosso país parecer e ficar no retrato da fama por mais singela que seja é a grande satisfação dos que querem exercer cargos na função de representar um grupo.

Isso transforma esses cargos vazios como quem os representa. É uma característica que a nossa sociedade vem fomentando, do meu ponto de vista e de quem escreveu esta noticia erradamente.

Claro neste quadro nem tudo é mal e sempre algo positivo é feito. No entanto, o "graal" de entusiasmar, fazer melhor e, acima de tudo, e fundamentalmente representar com responsabilidade e bem os estudantes neste caso fica no ego que os consumiu e deixou no momento em que concretizaram a sua eleição.

Podemos dizer que a eleição é um fim da associação com mais umas festas e ressacas e finda-se 1 mandato. É pouco e nada de mérito transparece.

Para finalizar a culpa é nossa que subditamente e alegremente continuamos a parecer não gostar de intervir e tomar atitudes.

Para mim os associativismos no geral e não no particular tem má imagem. Pois como este caso evidencia tornam-se "lugares comuns" que na essência do sua ideologia e história pretendiam ser diferentes inovar, ouvir, escutar e "mudar o mundo" em último fulgor revolucionário.

Tornaram-se gatos amestra
 
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