12/02/2012 atualizado às 19:50
Página Inicial » Blogues » Blogues da Rede Expresso » A Voz de Trás-os-Montes
Pág. 1 de 12  1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
Ver 10, 20, 50 resultados por pág.

Concelho de Montalegre em busca da auto-estrada

José Manuel Cardoso
17:28 Sexta feira, 2 de dezembro de 2011

É o único concelho do distrito de Vila Real que não tem um acesso directo de qualidade a uma auto-estrada. Ainda sem a garantia de apoios comunitários para a obra, a Câmara Municipal de Montalegre vai avançar com a construção de uma nova estrada que encurtará a distância e o tempo à A24 e também ao concelho de Chaves. O projecto deverá abranger 35 km de acessos e o valor total ultrapassará os 7 milhões de euros.

A Voz de Trás-os-Montes - Concelho de Montalegre em busca da auto-estrada

A implementação de um novo acesso à A24 assente na beneficiação da EM 508 e na criação de novos troços de estrada é um processo que já tem mais de 20 anos. Uma realidade confessada, ao Nosso Jornal, pelo presidente da autarquia de Montalegre, Fernando Rodrigues. "Andamos há 20 anos com isto, mas agora tem de ser feita. A estrada está toda a concurso e não há mais obra nenhuma enquanto esta não estiver concluída. Vou avançar, independentemente de haver ou não fundos comunitários. Tenho algum fundo de maneio e no próximo ano vou reforçar esse fundo para avançar com a intervenção e arriscar, mesmo que não tenha fundos comunitários garantidos no início da obra. Mas, estou convencido que os vou ter durante a sua execução".

O autarca considerou que o concelho de Montalegre tem sido marginalizado em termos de acessibilidades. "A A24 foi a projecção técnica que contemplou uma série de sedes de concelhos, mas Montalegre ficou de fora e nunca mais tivemos uma compensação para poder ter uma acessibilidade própria. Para isto, teremos de ser nós, com o nosso trabalho e com as nossas economias, a concretizar este anseio de mais de vinte anos. É um esforço financeiro de dois anos, em que andamos a fazer muitas restrições para podermos arrancar com esta obra".

Fernando Rodrigues lembra que Montalegre é um concelho periférico que continua a estar marginal no Alto Tâmega. "Toda a gente utiliza a auto-estrada e nós temos que responder aos fluxos turísticos. Quem vem do Porto ou Lisboa chega a Chaves cansado e depois ainda apanha este troço da 103 que é uma vergonha, é um massacre. Julgo que a melhor obra que podemos fazer de apoio à economia, de apoio à criação de riqueza e ao emprego é o acesso de Montalegre à A24", sublinhou.

Mesmo sem a garantia de fundos comunitários, Fernando Rodrigues está ciente que a sua jogada de antecipação terá sucesso. "Seria vergonhoso que uma ligação entre duas sedes de concelho, uma ligação da sede do concelho à rede de auto-estradas não tivesse financiamento comunitário, depois de termos uma ponte lá no meio, financiada pelo INTERREG. Seria vergonhoso para toda a gente mas principalmente para quem gere os fundos comunitários, que uma obra desta ficasse abandonada com tanto dinheiro que se anda aí a gastar por todo o lado".

Primeira fase da obra vai custar 3,5 milhões

O projecto incide na estrada de Montalegre a Chaves, (até ao limite do concelho). A beneficiação vai da vila até aldeia de Solveira, com trabalhos de repavimentação. Depois de Solveira até á estrada antiga, onde será feita uma ponte nova já no concelho de Chaves. É uma distância total que ronda os 25 km, mais a beneficiação por parte do município de Chaves. Tudo isto na primeira fase do projecto. Depois há um outro acesso que a Câmara de Montalegre vai lançar a um concurso e cuja estrada vai desde o limite do concelho de Montalegre até Soutelinho da Raia, incluindo a variante a Soutelinho. Esta via será paga maioritariamente pela Câmara de Montalegre, embora seja toda desenvolvida no concelho de Chaves, dado que a estrada interessa predominantemente aos habitantes do concelho. "Há muita gente que trabalha em Chaves e mora em Montalegre e vice-versa, por isso esta estrada é crucial para o desencravamento do concelho. "Estamos a falar do custo da primeira fase de 3,5 milhões de euros. Logo que esta primeira fase esteja concluída, arrancaremos com a obra que chegará aos 25 km de beneficiação (Montalegre - Assureira) e depois entre Vilar e Soutelinho da Raia). Esta segunda obra terá um valor de cerca de 4 milhões de euros, e vai ter duas passagens hidráulicas", sublinhou Fernando Rodrigues.

Via importante também para o Município de Chaves

O presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Baptista, também fica satisfeito com o avanço do projecto. O autarca admitiu, ao Nosso Jornal, que o troço da nova via tem uma importância fundamental para o seu concelho, pois servirá as muitas pessoas de Chaves que trabalham em Montalegre e vice-versa."Depois de pronta, a nova estrada dá resposta a um fluxo significativo de tráfego que existe neste momento", realçou o autarca, que salientou ainda outra vantagem. "Há uma outra vertente importante nesta iniciativa que passa pela ligação de Chaves a S. Caetano. Um espaço emblemático para o concelho, muito procurado por turismo religioso e pela população do concelho. De Chaves a este local, a estrada terá um tratamento diferente, dado que tem muitas pessoas a andar a pé".

Com a nova estrada, Montalegre - A24/Chaves, o tempo médio de viagem entre as duas sedes de concelho ficará apenas em 20 minutos, encurtando-se assim o tempo em cerca de 10 minutos.

Aposta na Rede Viária Municipal

Estendido por mais de 800 km2, o concelho de Montalegre é um dos maiores do país em área territorial ilustrado em 135 aldeias. A extensa rede viária é quase toda da responsabilidade da Câmara Municipal. Um dado que obriga a autarquia a desdobrar-se em esforços em prol do bem-estar da população. Num conjunto de acessibilidades, destaque também para um conjunto de obras asseguradas já com um financiamento na ordem dos três milhões de euros, que contempla várias obras já executadas ou em curso. Um facto que Fernando Rodrigues também realçou. "A ligação ao exterior é essencial porque tem a ver com a economia", o mesmo sucede com "a rede interna que tem a ver com a mobilidade dentro do próprio concelho".

Para Fernando Rodrigues, os dois vectores contam, e muito, para a qualidade de vida dos tempos de hoje e são essenciais do ponto de vista de coesão do território". No entender do edil, "ter uma boa rede viária é mesmo decisivo para um concelho e para qualquer localidade".

FAG 2011

Gastronomia e Artesanato: Dois importantes vectores de desenvolvimento da economia local

Maria Meireles
17:22 Sexta feira, 2 de dezembro de 2011

Os sabores da região e o talento dos artesãos também são dois importantes dinamizadores da região transmontana e alto duriense. Quem o diz são responsáveis por entidades que representam os dois sectores que, apesar da crise, têm arranjado formas originais de se reinventar sem, no entanto, perder o cunho que os torna únicos, o facto de representarem a sua região, pela utilização das matérias-primas locais ou pela forma de as trabalhar

A Voz de Trás-os-Montes - Gastronomia e Artesanato: Dois importantes vectores de desenvolvimento da economia local

Segundo um estudo sobre a Avaliação do Nível de Satisfação dos Turistas, divulgado recentemente, a Gastronomia, nomeadamente "a qualidade dos pratos, dos produtos típicos e dos vinhos regionais", são um dos aspectos mais valorizados pelos turistas que visitam a região Norte.

Desde os enchidos, aos pratos típicos, passando pelos doces e pelos vinhos, a possibilidade de uma refeição tipicamente regional é o principal aspecto que os turistas têm em conta na hora de escolher o restaurante, confirma ainda o estudo.

Na Feira de Artesanato e Gastronomia da Associação Empresarial de Vila Real - NERVIR, os sabores e os aromas da região vão estar representados em vários stands, não só com a participação de um restaurante local, mas com vários embaixadores do que de melhor se produz na região, e não só.

"Apesar de a maioria ser empresas de pequena dimensão, mexem muito com a economia local", explicou António Martinho, presidente da Entidade Regional de Turismo do Douro, defendendo que estas devem ganhar consciência de que, por exemplo, "no quadro do turismo são muito importantes".

O mesmo responsável, frisou a importância da participação neste tipo de feiras, como forma de "dar visibilidade" aos produtos e serviços, mas sublinhou, sobretudo, a necessidade dos restaurantes da região, a maior parte de cariz familiar, garantirem menus regionais a preços mais convidativos.

É importante que "facilitem a vida de quem quer escolher um menu regional, quer seja de cozinha tradicional, quer seja de cozinha contemporânea", explicou António Martinho, lembrando que a inovação não tem que passar necessariamente pela adopção da cozinha gourmet por si só, mas, por exemplo, pela aceitação do repto de promover pratos "de chef" com um toque regional.

Recordando o 3ª Festival de Gastronomia do Douro, realizado este ano, o presidente da Turismo do Douro lembrou que os restaurantes aderentes aceitaram o desafio de criar menus inovadores que valorizaram os produtos da região, o que demonstrou ser uma aposta ganha.

António Martinho recorda ainda que a Gastronomia do Douro interliga-se com a de Trás-os-Montes. "Fala-se nas alheiras, nas pataniscas, no cabrito, todos eles fazem parte da Gastronomia da região, da sua identidade".

Durante os quatro dias da FAG, o Hotel Quinta do Paço/Restaurante Paulo vai 'servir' aos visitantes um menu de pratos tipicamente regionais que vão desde as entradas, com as Tripas aos Molhos e a Bôla de Carne, à sobremesa, com a Pêra Bêbada em vinho do Porto com gelado de baunilha e o Toucinho do Céu com gelado de tangerina. Para os pratos principais a proposta de peixe é o Polvo à Lagareiro e o Bacalhau com Broa de Milho, e nas carnes, os Medalhões com queijo da Serra, e como, não podia deixar de ser, a tradicional Posta à Maronesa.

Apesar da crise, "há lugar para o artesanato"

Também o artesanato faz mexer a economia local, garantiu Leandro Coutinho, presidente da Associação de Artesãos da Regional Norte (AARN), contabilizando que em toda a região haja dezenas de milhares de pessoas que se dedicam a tempo inteiro às artes e ofícios tradicionais.

Segundo o mesmo responsável, não é possível contabilizar com exactidão o número de artesãos da Região Norte, sabendo-se apenas que só cerca de 500 são portadores da Carta de Artesão.

No que diz respeito às feiras de artesanato que se realizam um pouco por toda região, e que ainda representam um das principais fontes de rendimento para o artesanato, Leandro Coutinho explica que, segundo feedback dos próprios artesãos, este ano a crise também se tem feito sentir no sector, contabilizando-se uma redução das vendas na ordem dos 20 por cento, comparativamente a outros anos.

"Não existe um número quantificado, mas são muitas as famílias que vivem exclusivamente do artesanato", sublinhou o presidente da AARN, revelando que, se nas artes e ofícios mais antigos são poucos os jovens que querem aprender, o artesanato contemporâneo tem ganho pontos entre a juventude. "Uma área que tem crescido nos últimos anos é a joalheira", explicou o mesmo responsável, referindo que mesmo no caso do filigrana, uma arte muito tradicional em Portugal, tem surgido novos talentos, com designs inovadores que têm feito renascer o interesse por este tipo de tipo jóias, que as têm posto novamente "na moda".

Apesar da crise, Leandro Coutinho acredita que "há lugar para o artesanato", uma área na qual os jovens deveriam apostar, sendo de sublinhar que a própria AARN tem programas de apoios a jovens artesãos, sendo de sublinhar, por exemplo, o projecto "Velhos Saberes, Novas Tendências", através do qual foi possível "dotar 30 artesãos de meios de comunicação, suportes de design e novas imagens de marca, que os estão a catapultar para o mercado das Artes e Ofícios".

Plataforma Proanimal

Organização dedica-se a dar 'um final feliz' aos animais de rua

Maria Meireles
17:12 Sexta feira, 2 de dezembro de 2011

Apesar de ainda estar a concluir a sua formação jurídica, a Plataforma Proanimal já ajudou dezenas de animais a encontrar um novo lar. Cães e gatos que foram abandonados pelos seus donos, ou que nunca conheceram outra realidade que não a da rua, são acolhidos, recebem tratamento e uma morada temporária de acolhimento, de onde partem para, finalmente, uma verdadeira e definitiva família. Para os que não podem dar uma casa, pede-se o apoio, se não for financeiro ao menos a dedicação de algum tempo à causa.

A Voz de Trás-os-Montes - Organização dedica-se a dar 'um final feliz' aos animais de rua

Criar uma dinâmica de adopções e apadrinhamentos, sensibilizar a população em geral para a protecção dos animais, monitorizar colónias de rua e lutar pelo bem-estar de cães e gatos que não têm o apoio de uma família, são os objectivos da Plataforma Proanimal de Vila Real que, criada há menos de um ano, já ajudou mais de 40 animais a encontrar um "final feliz".

"No último mês foram adoptados dois animais por semana", contabilizou António Brandão, fundador da Plataforma, que actualmente conta com apenas três pessoas voluntárias "completamente empenhadas" no trabalho de ajudar os animais de rua e 12 Famílias de Acolhimento Temporário.

Com o elevado número de animais recolhidos e as inúmeras intervenções cirúrgicas e tratamentos a que muitos foram sujeitos, a Plataforma tem contado com o apoio de várias pessoas, quer através de donativos monetários, bens alimentares, quer ainda no acolhimento temporário. No entanto, é preciso mais. São precisas pessoas empenhadas que dêem um pouco do seu tempo àqueles que, se tratados com dedicação, são companheiros para vida, os animais.

"Cada um dá o que puder, nem que seja apenas a sua experiência profissional", sublinhou António Brandão, referindo que, por exemplo, um dos 'amigos' da Plataforma, designer de profissão, colabora fazendo os cartazes a título gratuito e ainda doando uma percentagem do valor cobrado em alguns dos seus trabalhos.

Ideias para a angariação de fundos, participação activa em campanhas de recolha de alimentos e donativos realizadas em áreas comerciais (como a que foi realizada recentemente no Centro Comercial Dolce Vita) ou até a monitorização de colónias existentes em vários bairros da cidade, estão entre os vários tipos de apoio que se podem dar à Plataforma.

Voluntários dedicados precisam-se

Goreti Ramos, de 28 anos, terapeuta da Fala, é uma das voluntárias da organização vila-realense que está empenhada em todo o processo de recolha dos animais. "Recolho-os na rua, levo-os ao hospital sempre que necessário e entrego às famílias de acolhimento temporário", explica a voluntária, sublinhando ainda que colabora activamente no trabalho de angariação de fundos e até acolhe alguns animais em pós-operatório.

"Sempre tive cães e gatos, mas desde que vim viver para Vila Real que não tenho condições para os ter", explicou Goreti Ramos, que optou assim, "por amor aos animais", apoiar a Plataforma. "Se todos arranjassem um bocadinho de disponibilidade para ajudar, iam ver como faz toda a diferença no nosso dia-a-dia", sublinhou.

António Brandão explicou que todos temos um papel para desempenhar com os animais, "temos a responsabilidade, a obrigação lógica, de os ajudar, porque foi o homem que os domesticou".

Organização promove esterilização de animais de rua para controlo de colónia e matilhas

Além do tratamento veterinário, que em alguns casos envolve despesas de centenas de euros, a Plataforma Proanimal também investe em campanhas de esterilização (CED) em "colónias/matilhas de rua onde a superpopulação, entre outros factores, resultam na diminuição da qualidade de vida dos animais".

"O CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal ao seu território de origem".

"Muitos gatos não podem ser adoptados porque simplesmente não seriam felizes numa casa. Com o CED controlamos a população e evitamos que se matem as crias e se envenenem os adultos", explicou António Brandão.

Quem quiser ajudar, identificando animais abandonados ou denunciando casos de maus tratos, apoiando com ajuda monetária ou logística, constituindo-se como família de acolhimento ou mesmo adoptando um gato ou um cão, poderá saber mais informações sobre a Plataforma através do número de telemóvel 910600404, do mail pproanimal@gmail.com ou do Facebook.

Já dizia Mahatma Gandhi que "a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados".

Contra a introdução de portagens

Marcha lenta entre Régua e Vila Real realiza-se amanhã

Maria Meireles
17:00 Quinta feira, 27 de outubro de 2011

Apesar de já ter sido dada a garantia que as portagens na A24 vão ser uma realidade, e a provar está a instalação dos 13 pórticos e dos painéis indicativos dos valores a cobrar, continua como uma incógnita a data de concretização de um processo que agora volta a estar estagnado. Até que as portagens passem do papel à prática, a luta continua estando previsto a realização de uma marcha lenta para amanhã e a continuidade da recolha de assinaturas.

A Voz de Trás-os-Montes - Marcha lenta entre Régua e Vila Real realiza-se amanhã

A Comissão de Utentes Contra Portagens nas auto-estradas A25, A23 e A24, vai realizar amanhã uma marcha lenta que comerá na Régua, pelas 18h00, e irá "até onde as forças de segurança deixarem".

O anúncio da marcha lenta surgiu depois do cancelamento, por falta de condições, do "passeio" pela Estrada Nacional (EN) 2, que estava marcado para o último sábado, dia 22, com o objectivo de comprovar a falta de condições daquela via que deverá ser considerada a única alternativa à auto-estrada.

"A adesão tem sido muito boa por parte de várias organizações como, por exemplo, associações comerciais e empresarias e juntas de freguesia, por isso estamos a contar com a participação de vários veículos pesados e dezenas de ligeiros e motas", explicou António Serafim, representante de Comissão de Utentes em Vila Real.

Segundo o mesmo responsável, a marcha lenta partirá da Avenida Diocese de Vila Real (variante da Régua), no concelho duriense e seguirá, pelo menos até Vila Real, podendo-se estender mais, desde que as forças de segurança o permitam.

Entretanto, continuam em curso outras acções de luta contra as portagens, nomeadamente a recolha de assinaturas nos postais que serão entregues ao Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, uma campanha que só em Vila Real já recolheu mais de três mil assinaturas e que hoje voltará à rua, marcando presença na feira de Montalegre.

"Não acredito que o início da cobrança aconteça no dia um de Novembro, como tem sido falado", sublinhou António Serafim.

De recordar que, o processo de introdução de portagens em toda a extensão da A24, que liga Viseu a Chaves, chegou a ser esperado para o último dia 15, no entanto ainda não saiu do papel, alegadamente, devido à falta de entendimento nas negociações entre o Governo e a concessionária da A24, também chamada SCUT Interior Norte.

Segundo relatório final da comissão de negociação para alteração dos contratos de concessão celebrados com as concessionárias das SCUT do Interior Norte, das Beiras Litoral e Alta, da Beira Interior e do Algarve, citado em vários órgãos de comunicação social nacionais, "apesar dos múltiplos esforços efectuados, não foi possível chegar a acordo com a concessionária" da A24.

Até a hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível saber mais informações junto do Governo sobre a data prevista para o início da cobrança das portagens, no entanto, tudo indica que, tendo em conta que não houve um entendimento em relação às compensações financeiras decorrentes da alteração do contrato, o Governo já admitiu publicamente que está a ponderar "levar para tribunal arbitral o diferendo que opõe a Estradas de Portugal à concessionária da SCUT do Interior Norte, a Norscut, e que é controlada pela Sonae Capital, de Belmiro de Azevedo, e pelos franceses da Eiffage".

No entanto, uma fonte oficial da Secretaria de Estado das Obras Públicas já adiantou ao Diário Económico que "avançará unilateralmente com as portagens". "Vamos discutir [a questão] para outro fórum. Ou continuamos a negociar ou vamos para tribunal arbitral e o tribunal decidirá", relatam as declarações publicadas no jornal nacional.

Em causa estará o valor que Governo pretende pagar pela "substituição do actual modelo de pagamento da taxa de disponibilidade", já que, "com a introdução de portagens, os privados querem ser compensados, uma vez que, à partida, o tráfego será menor ao longo do tempo da concessão, que ronda os 30 anos".

Ao longo dos seus 155 quilómetros de extensão, a A24, que abriu ao tráfego automóvel em toda a sua extensão há cerca de quatro anos e meio, já tem instalados um total de 13 pórticos de pagamento electrónico (Zona Industrial de Chaves (quilómetro 8,4), Chaves-EN103 (12,1), EN103 - Vidago (18,3), Vidago-Pedras Salgadas (18,3), Pedras Salgadas-IP3/IC5 (35,1), Vila Pouca de Aguiar-Fortunho (53,9), Vila Real-IP4/A24 (69,2), Portela-Peso da Régua (81,3), Peso da Régua-Valdigem (91,1), Lamego-Bigorne (111,5), Bigorne-Castro Daire Norte (117,5), Castro Daire Leste-Carvalhal (131,9) e Arcas-EN2 (145,3)).

1
Orçamento de Estado 2012

Distrito vai contar com menos cinco milhões de euros

Maria Meireles
16:55 Quinta feira, 27 de outubro de 2011

Num Orçamento marcado pelo desaparecimento do PIDDAC, o Governo prevê transferir para as 14 autarquias do distrito de Vila Real menos cinco milhões de euros. O documento, que oficializa as várias medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, está a gerar a mobilização das centrais sindicais, que já agendaram uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro

Pouco mais de 94 milhões de euros é o valor da transferência que o Governo vai fazer para as autarquias do distrito de Vila Real no próximo ano, segundo o Orçamento de Estado apresentado na semana passada e que deverá ser votado no parlamento no final de Novembro.

O valor em causa representa, para o distrito, uma redução na ordem dos cinco milhões de euros, sendo que, para a capital vila-realense, o Orçamento prevê uma quebra nas transferências do Estado que ultrapassa o meio milhão de euros.

A Câmara Municipal de Chaves contará com uma redução ainda mais significativa, contando com um corte superior próximo dos 700 mil euros, pese embora, à semelhança do ano passado, seja a autarquia que soma o maior montante envolvido, nomeadamente 12 milhões e 926 mil, contra os 10 milhões e 615 mil inscritos para a capital de distrito.

Mesão Frio continua a ser a autarquia com menor valor envolvido ao receber do Estado em 2012 um montante que não atinge os três milhões de euros, posicionando-se o município de Montalegre no terceiro lugar do ranking dos concelhos com maior bolo financeiro transferido no âmbito do Orçamento, ao receber 9,7 milhões de euros.

O documento, que foi entregue na Assembleia da República na semana passada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e que deverá ser votado no próximo dia 29 de Novembro, fica marcado pela extinção do Programa de Investimentos e Despesas da Administração Central (PIDDAC), um documento que apresentava os investimentos previstos discriminados por distritos e por áreas de intervenção.

No global, no Orçamento de Estado, o governo prevê uma recessão maior do que a estimada, com uma contracção do PIB de 2,8 por cento e o desemprego a disparar para 13,4 por cento em 2012, bem como uma quebra no investimento na ordem dos 9,5 por cento e de 4,8 por cento no consumo privado.

O documento oficializa ainda um conjunto de medidas de austeridade, já antes anunciadas pelo Governo, como por exemplo a polémica eliminação do subsídio de férias e de Natal para os trabalhadores da função pública e reformados que recebam mais de mil euros por mês.

Na sequência da apresentação do Orçamento de Estado, a UGT e a CGTP já se uniram para convocar uma greve geral que já foi agendada para o dia 24 de Novembro, quatro dias antes da aprovação do documento no Parlamento.

Alegando que se trata de uma greve "contra o empobrecimento e a exploração", a CGTP defende que é necessário encontrar um Orçamento para 2012 que "promova o emprego e a não diminuição da protecção aos desempregados".

"É tempo de pôr termo às políticas de austeridade que levam à recessão e ao agravamento da situação económica das famílias. Portugal precisa de uma outra política que exija a renegociação da dívida - dos prazos, dos juros e dos montantes a pagar -, e promova o crescimento e o emprego com direitos, aposte na dinamização do sector produtivo, garanta o aumento dos salários e das pensões, assegure a defesa e o reforço das funções sociais do Estado e dos serviços públicos, valorize o trabalho e dignifique os trabalhadores", defendeu a CGTP em comunicado de imprensa.

Incêndios Florestais

Ardeu mais em Outubro do que em todo o ano

Maria Meireles
17:25 Quinta feira, 20 de outubro de 2011

As condições climatéricas atípicas para esta altura do ano e a despreocupação das populações relativamente à proibição da utilização do fogo em actividades agrícolas são algumas questões que estarão na base do aumento drástico no número de incêndios florestais. Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, ardeu mais nos primeiros dias de Outubro que na soma total do ano, uma situação que tem sido ultrapassada graças à forte "motivação" e "empenho" do homens e mulheres envolvidos no dispositivo. Os concelhos mais fustigados pelas chamas são os do Alto Tâmega.

A Voz de Trás-os-Montes - Ardeu mais em Outubro do que em todo o ano

Nos primeiros 18 dias de Outubro, o distrito de Vila Real contou uma média superior a 30 incêndios por dia e uma área ardida maior que a registada desde o início do ano, contabilizou ao Nosso Jornal, Carlos Silva, Comandante Operacional Distrital de Vila Real.

Segundo o mesmo responsável, houve dias em que os bombeiros foram chamados a combater mais entre 50 incêndios, "o que não acontece nem no Verão".

Do total de 1988 incêndios registados no distrito, 600 foram contabilizados no mês de Outubro, o que coloca Vila Real entre os mais fustigados pelas chamas, a nível nacional, com a nova vaga de incêndios.

"É um ano completamente atípico. O que aconteceu é que houve um prolongamento das condições meteorológicas desfavoráveis para os primeiros 15 dias de Outubro, uma situação anormal", explicou comandante distrital, lembrando que, antevendo a situação, a Autoridade Nacional de Protecção Civil alargou a denominada Fase Charlie para o 15 de Outubro, e depois, novamente, até ao final do mês.

Carlos Silva referiu ainda que, segundo informações da Guarda Nacional Republicana (GNR), a vaga de incêndios também se deveu à falta de cuidado das pessoas no que se refere à utilização do fogo em actividades agrícolas. "As pessoas achavam que a partir deste mês já podiam fazer queimadas. Não houve a percepção ainda por parte das pessoas de que a proibição da realização destas actividades se mantém até ao final do mês porque as condições meteorológicas assim o exigem.

No distrito de Vila Real, o problema dos incêndios florestais tem-se centrado mais a Norte, nomeadamente nos concelhos do Alta Tâmega "Montalegre, Valpaços, Chaves, Boticas e Vila Pouca de Aguiar", onde se localiza "mais de 90 por cento das ocorrências e da área ardida".

Incêndios espanhóis invadiram zona protegida

O distrito também assistiu a "uma situação anormal" no Parque Nacional da Peneda Gerês, cujo território (que inclui várias freguesias de Montalegre) foi afectado por incêndios vindos de Espanha e "onde o combate é de extrema dificuldade".

Apesar do dispositivo ter sido reduzido relativamente à fase Charlie, Carlos Silva explica que este foi reforçado no que diz respeito a todos os agentes envolvidos no combate. "O dispositivo está ajustado para as condições normais. Nas condições normais, na fase Delta há uma diminuição do esforço do dispositivo aéreo e terrestre, desde os bombeiros aos sapadores florestais, aos GIPS e à GNR... Face a este problema foi conseguido um reajuste", sublinhou o comandante, referindo mesmo o apoio concedido por outros concelhos, nomeadamente por equipas de bombeiros de Bragança, Porto e Lisboa.

"Temos conseguido solucionar os problemas que têm surgido", garantiu Carlos Silva, deixando a certeza que muito se deve à "motivação" e "empenho" de todos.

De sublinhar ainda que, desde Janeiro foram identificados a provocar o fogo por negligência ou intencionalmente no distrito 47 suspeitos, dos quais oito foram interceptados já este mês. Na maior dos casos, os incêndios resultaram de queimadas para renovação de pastagens.

À hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não havia incêndios em curso no distrito.

Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro

Número de casos detectados e tratados de cancro da mama duplicou

Maria Meireles
17:21 Quinta feira, 20 de outubro de 2011

O avanço na tecnologia hospitalar de detecção da doença e o desenvolvimento de rastreios organizados, aliados a uma maior preocupação das mulheres em geral, são alguns dos factores que justificam o aumento no número de casos registados e tratados no Hospital de Vila Real, onde foi já criada uma equipa disciplinar que garante a redução do tempo de espera entre o diagnóstico e o início do tratamento, uma abordagem para já pioneira no interior Norte do país.

A Voz de Trás-os-Montes - Número de casos detectados e tratados de cancro da mama duplicou

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) está a desenvolver um projecto que visa reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início dos tratamentos do cancro da mama, cujo número de casos detectados na região duplicou relativamente ao ano passado.

Segundo Francisco Sousa Pimentel, médico responsável pelo serviço de imagiologia da patologia mamária, explicou ao Nosso Jornal que a nova abordagem envolve o trabalho em conjunto dos vários de profissionais no tratamento da doença, desde o médico responsável pela detecção até ao cirurgião, passando pelas áreas da oncologia, radiologia, anatomia patológica e apoio psicológico.

"Antes as pessoas eram obrigadas a vir três ou quatro vezes ao hospital desde a detecção até ao tratamento. Hoje não é assim, quando há suspeita a doente faz a consulta, a nomografia e a biopsia no mesmo dia", explicou o mesmo responsável.

No que diz respeito ao procedimento mais indicado para cada doente, as decisões são tomadas em conjunto de forma a garantir não só que seja tomada a terapêutica mais adequada mas também que todos os utentes tenham equidade de tratamento, segundo um protocolo de tratamento que se baseia em linhas orientadoras internacionais. "Agilizamos isso de tal forma que, actualmente, no hospital de Vila Real não se ultrapassa três semanas entre o diagnóstico e o início do tratamento, o que antes podia demorar meses", sublinhou.

O novo grupo multidisciplinar veio assim complementar a aposta do CHTMAD em equipamentos com tecnologia de ponta que permitem uma detecção mais eficaz dos tumores da mama, garantindo assim um intervenção precoce e, consequente, uma maior margem de sucesso no tratamento.

Considerado já como um hospital de referência em Trás-os-Montes, o Hospital de Vila Real garante todo o processo de tratamento do cancro, desde o diagnóstico até aos vários tipos de tratamentos possíveis. "Ao adquirir os equipamentos mais recentes de imagiologia, como o mamógrafo digital equipado com estereotaxia digital, foi possível fechar um circuito completo desde a detecção da doença até ao tratamento do cancro da mama. O que quer dizer que as doentes já não têm qualquer necessidade de se deslocar ao Porto", sublinhou o médico.

No que diz respeito ao grande aumento no número de casos, Francisco Sousa Pimentel explica que se deve a vários factores, sendo o primeiro dos quais a qualidade dos equipamentos, que garantem "métodos de observação de maior sensibilidade que detectam cada vez tumores mais pequenos".

Outros factores que influenciam o número de novos casos são o desenvolvimento de mais rastreios organizados pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e uma maior consciencialização por parte das mulheres para a prevenção.

"Um tumor da mama detectado numa fase precoce tem uma cura", isto é, em mais de metade dos casos em que o tumor é detectado numa fase muito inicial, com uma dimensão à volta de um centímetro, ou menos, as pessoas não voltam a ter a doença.

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o cancro da mama "é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele)", registando em Portugal, por ano, cerca de 4500 novos casos e mais de 1500 mortes.

Caminhar para sensibilizar no próximo sábado

"Se for detectado precocemente o cancro da mama tem tratamento rápido e eficaz, e na grande parte dos casos a cura é definitiva", sublinhou Carlos Vaz, presidente do Conselho de Administração do CHTMAD, para justificar a importância do evento que, organizado pela Unidade de Patologia Mamária, vai pôr Vila Real a caminhar pela prevenção do cancro da mama no próximo sábado, dia 22.

Além de garantir equipamentos com tecnologia de ponta, profissionais de referência e um centro oncológico que serve toda a região, o Centro Hospitalar está também empenhado em alertar a população para a prevenção deste tipo de cancro.

A caminhada, que terá um percurso total de cinco quilómetros, e adequa-se a qualquer idade, passará por várias ruas de Vila Real, partindo da Câmara Municipal pelas 9h00.

No fim da caminhada, os participantes vão criar "um cordão humano para dar força a todas as mulheres que passaram ou estão a passar por esta doença", explica a organização.

A inscrição é gratuita e pode ser feita através de mail (geral@chtmad.min-saude.pt e gci@chtmad.min-saude.pt) ou por telefone (259 300 500, extensões: 4314 ou 4831)

Chaves e Vidago

7 milhões de euros para termalismo público

José Manuel Cardoso
17:15 Quinta feira, 20 de outubro de 2011

O termalismo público está de regresso a Vidago. A Câmara Municipal de Chaves e a UNICER estabeleceram uma parceria de colaboração que irá permitir a construção de um balneário termal em Vidago. Mas, os investimentos nesta área não ficam por aqui. Pela primeira vez, a nível nacional, será criado em Chaves um Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-Estar, ao mesmo tempo que o processo da construção de uma nova unidade hoteleira em Pedras Salgadas, inserida no projecto termal da Unicer, também teve novos avanços.

A Voz de Trás-os-Montes - 7 milhões de euros para termalismo público

É um dos maiores investimentos feitos no distrito de Vila Real, no âmbito do termalismo público, que tem como protagonistas a Câmara Municipal de Chaves e a empresa Unicer. Depois de alguns anos de serviço público de termalismo interrompido, a vila de Vidago vai recuperar o seu estatuto e voltar a ser procurada por aquistas e doentes que precisam de tratamentos termais. Esta aposta na qualificação e modernização dos equipamentos termais do concelho, nomeadamente em Chaves e Vidago, foi assumida pelo presidente do Município, João Baptista.

No que concerne a Vidago, apesar da oferta privada da Unicer, a concretização do projecto está a ser aguardada com muita expectativa, sabendo-se do reflexo económico que o termalismo público pode trazer à vila. A interrupção desta oferta, durante alguns anos, provocou no sector do alojamento e restauração muitos prejuízos e obrigou ao encerramento de pensões, residenciais e hotéis.

O novo balneário, a construir, terá características inovadoras, conforme nos adiantou o autarca. "Temos um projecto para um Balneário Termal em Vidago em coordenação com a Unicer. O projecto está a ser ultimado, temos já a aprovação desse projecto no âmbito do PROVER, num montante de 3,3 milhões de euros. Será um investimento num balneário pedagógico, ou seja, um balneário que permita a aprendizagem de práticas termais aos estudantes. Pretendemos formar jovens numa área que é um recurso natural importante. Vidago nasceu com as termas e é para continuar".

A obra terá a duração de 18 a 24 meses e deverá começar em 2012, estando prevista a abertura do balneário em 2014.

Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-Estar

O complexo termal de Chaves irá acolher uma nova estrutura ligada à investigação, ensino e uso público. O projecto está confinado como um Centro de Competências cuja abrangência será de índole regional. Será também um importante instrumento pedagógico nesta área. "Será um projecto de requalificação da parte do balneário construído na década de 90. O Centro prevê ter práticas termais ligadas à Escola de Enfermagem e à UTAD, se ela cá estiver, se não outra instituição virá. É bom dizer que Chaves tem muita apetência para colocar aqui Turismo de várias instituições de Ensino Superior, só não foi feito porque a UTAD está cá".

A requalificação do espaço será para formação e observação. "Este Centro de Competências está na rede Ecocitras, que tem um projecto partilhado com algumas cidades de Trás-os-Montes, nomeadamente Valpaços, Mirandela, Bragança, Miranda do Douro e Macedo de Cavaleiros, além de Chaves. Este projecto prevê um investimento de 3,5 milhões de euros nas termas de Chaves. Isso se as termas derem uma resposta como dão actualmente. Lembro que já concluímos uma intervenção de beneficiação nos balneários construídos nos anos 70".

Chaves é uma das estâncias termais mais procuradas e continua a ser a segunda mais movimentada do país, em termos do termalismo clássico. "Temos uma média que varia entre 6000 e 7000 ano, temos mantido esse número e temos uma boa resposta dos utentes. Nos últimos dez anos, Chaves foi distinguida por cinco vezes como a melhor unidade termal, isso quer dizer que a resposta dos utentes permitiu esses resultados", concluiu João Baptista, que não notou efeitos da "crise" na procura. "Até à data não temos notado os efeitos da crise na afluência, mas admito que, no futuro, venhamos a notar. No entanto, vamos acolher as pessoas da mesma forma e poderemos criar incentivos para as pessoas utilizarem as termas".

O Termalismo é uma âncora de desenvolvimento local, não só pelas receitas directas que gera, mas também na envolvente da restauração e hotelaria, que se desenvolve na cidade.

Termalismo motiva novo hotel em Pedras Salgadas

Mais a Sul do distrito de Vila Real, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, o tão ansiado hotel de Pedras Salgadas parece que vai ser mesmo uma realidade. As potencialidades termais levaram a Unicer a dar um novo impulso ao seu projecto hoteleiro. O presidente do Município aguiarense, Domingos Dias, confirmou isso mesmo ao Nosso Jornal. "Vou ter uma reunião ainda este mês com o Conselho de Administração da Unicer, que me vai apresentar o projecto do novo hotel. Eu espero que turismo termal tenha um incremento ainda maior com o início desta construção".

Será um hotel de quatro estrelas, com cerca de 100 quartos. De salientar que, o termalismo público nunca existiu em Pedras Salgadas. "A oferta que existe é só da Unicer. A Câmara limita-se a intervir e a pressionar para que o termalismo seja prestado. A água é extraída de Pedras Salgadas, mas achamos que há a componente social que tem que ser cumprida".

Quanto à afluência de turismo termal, Domingos Dias lembrou que nos últimos anos a estância esteve fechada, mas referiu que começou a ter procura já no mês de Julho e Agosto, que foram dois meses promissores.

No âmbito das celebrações do Centenário do Turismo em Portugal, que decorreu de 13 a 15 de Outubro, no Pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o Congresso Internacional "Destinos de Saúde e bem-estar sustentáveis", o presidente da Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal, Jorge Mangorrinha, reconheceu o papel que é hoje reconhecido a cidades termais como Chaves, num tempo em que vem sendo cada vez mais valorizado em todo o mundo o turismo de saúde e bem-estar.

Esta iniciativa contou a presença de especialistas das universidades de vários países: Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda, Roménia, Islândia, Grécia, Finlândia, Irão, Austrália, Sérvia e Suécia.

Características das águas

Nas termas de Chaves, situadas junto à margem direita do Rio Tâmega, brotam águas de composição única na Península Ibérica (hipertermais - 73ºC -, bicarbonatadas, sódicas, mesomineralizadas e gasocarbónicas).

Reza a história que, na época do domínio romano, as legiões, após as suas incursões bélicas, deleitavam-se nas águas ferventes da cidade de Aquae Flaviae, recuperando forças, tratando das várias maleitas que os atingiam no corpo e na alma. As águas quentes de Chaves têm tradição milenar na cura de afecções músculo-esqueléticas, do aparelho digestivo e respiratórias, e aproveita estas propriedades medicinais para a prevenção e a cura de afecções contemporâneas (stress, cansaço, ansiedade).

Em Vidago, as águas são indicadas para o tratamento de doenças gastro-intestinais e da nutrição; doenças do aparelho respiratório, doenças alérgicas; enxaqueca; doenças da nutrição; doenças do sistema nervoso; doenças geriátricas; Pertencem ao grupo das bicarbonatadas sódicas, ricas em gás carbónico, pH ácido na nascente, hipotermal (frias), alcalino sódica.

Autarquia de Vila Real vai avançar com projecto "+ Social"

Maria Meireles
14:16 Sexta feira, 14 de outubro de 2011

O abandono escolar, o desemprego e a 'pobreza envergonhada', são alguns do problemas registados no seio das famílias que actualmente moram nos bairros sociais da capital de distrito. No esforço para dar solução às principais necessidades da população mais carenciada, o município vai avançar com o projecto "+ Social", e garante que terá uma actuação ainda mais próxima, que "vai bater mais vezes à porta das pessoas para disponibilizar a ajuda".

A Câmara Municipal, através da Vila Real Social , vai remodelar e equipar três espaços existentes nos bairros sociais de Vila Nova, Parada de Cunhos e São Vicente de Paula para garantir serviços de estudo acompanhado e de ocupação de tempos livres para os idosos e moradores em geral, num investimento superior a 150 mil euros, que deverá ficar pronto a tempo do próximo ano lectivo.

Armando Vieira, do Conselho de Administração da Vila Real Social, explicou que o projecto "+ Social" surge da necessidade de acompanhar os residentes mais jovens dos bairros sociais no seu percurso educativo com o objectivo de combater o abandono escolar, uma problemática crescente registada através da análise de um inquérito social realizado aos vários agregados familiares, e cujas conclusões foram apresentadas publicamente ontem.

Com o trabalho porta a porta realizado por uma equipa técnica especializada, a Vila Real Social, empresa responsável pela gestão do parque habitacional social do concelho, quis "ouvir cada morador tentando entender e compreender as principais problemáticas sentidas no seu Bairro".

As dificuldades das famílias em acompanhar os estudos das suas crianças e o elevado nível do abandono escolar levaram a empresa a agir, criando assim o projecto que vai disponibilizar três "espaços multiusos", onde os mais pequenos terão aulas de apoio.

Além de remodelar e equipar os espaços "com todas as condições tecnológicas que hoje são necessárias para este tipo de salas", o papel da autarquia passará ainda por estabelecer parcerias que garantam o empenho de pessoas capazes de ajudar os alunos, crianças e jovens, a terem um melhor aproveitamento na escola.

"A ideia é que cada espaço corresponda às necessidades de cada bairro", sublinhou Armando Vieira, referindo que serão ainda criadas salas de convívio, pequenos auditórios e serviços de apoio, que permitirão a realização de várias actividades, quer de ocupação do tempos para os mais idosos, quer de animação para os moradores em geral.

Perspectivando que cada bairro seja capaz de dar vida ao "+ Social", a Vila Real Social espera que, com o funcionamento e dinâmica dos próprios espaços, poderão, inclusivamente, ser alargadas as suas áreas de actuação.

Autarquia vai ser mais pró-activa no apoio às pessoas carenciadas

No que diz respeito às conclusões da análise realizada em 2010, Armando Vieira explica que se tratou de um esforço para conhecer mais à fundo a situação de cada uma das famílias residentes nos cinco bairros sociais vila-realenses, de forma a, "internamente, melhorar as ferramentas e as formas de actuação".

Realizado periodicamente, com intervalos de quatro ou cinco anos, a conclusão do inquérito social mostra o retrato dos moradores, desde a faixa etária predominante aos rendimentos, passando pela forma como passam o seu tempo livre ou pelas principais necessidades e preocupações. Trata-se de "informação útil e necessária para melhor cumprirmos a nossa missão", explicou Armando Vieira, revelando, por exemplo, que uma das conclusões a que se chegou através do estudo é que a realidade de algumas famílias é mais complicada do que se pensa...

"Apesar de toda a ajuda disponibilizada através da Loja Social, afinando internamente algumas situações percebemos que devemos ser mais pró-activos na questão do apoio às famílias, devemos ir mais vezes, porta a porta, disponibilizar ajuda", explicou o mesmo responsável, referindo que "há famílias em situações muito difíceis mas que têm vergonha de pedir ajuda".

De recordar que, através do programa "Câmara Amiga", a Câmara Municipal de Vila Real garante vários serviços de apoio aos mais desfavorecidos como por exemplo a Loja Social (entrega de bens alimentares, roupa, calçado, livros, brinquedos, mobiliário,...), o Cartão do Idoso e da Família Numerosa, a Oficina Domiciliária e a Unidade Móvel de Saúde, entre outros.

Mais de 90 por cento dos moradores estão satisfeitos

Muitas outras conclusões se podem tirar do estudo que ontem foi apresentado e que agora tem como objectivo não só o tratamento interno dentro da Vila Real Social, mas também a análise por parte da comunidade académica, estudantes e investigadores dos cursos da UTAD ligados à área social.

Segundo o documento, "90 por cento dos moradores estão satisfeitos com o trabalho feito, com a casa onde moram, com o bairro onde vivem", sublinhou Armando Vieira, revelando, entre muitos pontos positivos e alguns negativos enumerados nos inquéritos, por exemplo, a redução do consumo de produtos estupefacientes e a problemática do estacionamento no Bairro da Araucária.

"As situações mais difíceis têm a ver com a questão do desemprego", explicou Armando Vieira, relatando que muitas famílias apoiam-se na Segurança Social, no subsídio de desemprego ou no rendimento mínimo de inserção.

Actualmente, a Vila Real Social gere cinco bairros, num total de mais de 700 habitações. Em lista de espera por uma casa estão mais de duzentas famílias, no entanto, como explicou o mesmo responsável, desses pedidos muitos são de situações que entretanto se alteraram e que não foram actualizadas, sendo que os casos mais prementes são acompanhados pela autarquia.

"Os nossos objectivos centram-se nas pessoas, estaremos satisfeitos no dia em que todos os cidadãos de Vila Real sintam que tudo está feito e nada pode ser melhorado, até lá continuaremos a dar o nosso melhor na certeza de estarmos a contribuir para um concelho mais justo e solidário", reforça a Câmara Municipal.

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Semana do Caloiro 2011 já tem cartaz

Maria Meireles
14:10 Sexta feira, 14 de outubro de 2011

Com um orçamento idêntico ao do ano passado, a Associação Académica conseguiu um cartaz renovado em relação às últimas edições das festas universitárias de Vila Real.

The Gift, Amor Electro e Emanuel são alguns dos nomes que fazem parte do cartaz de mais uma Semana do Caloiro da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) , que se realiza entre os dias 3 e 8 de Novembro.

Orçada em cerca de 70 mil euros, a festa de recepção dos novos alunos da academia transmontana volta a realizar-se no terreno junto à Biblioteca Municipal, sendo que os preços dos bilhetes diários variam entre os 5 e os 12 euros.

Como manda a tradição universitária, a Semana do Caloiro vai arrancar com a Monumental Serenata que, à semelhança dos últimos anos, se realizará na escadaria da Câmara Municipal de Vila Real. A noite do primeiro dia de folia universitária vai continuar na tenda, com a actuação a Banda Red a inaugurar o palco dos concertos.

Sexta-feira será a vez do grupo Amor Electro subir ao palco, sendo que a noite arrancará com a actuação dos O.D.E., uma das bandas premiadas no concurso de bandas de garagem.

No dia seguinte, sábado, o Basic Black, também vencedores do concurso promovido pela Associação Académica da UTAD vão dar os primeiros acordes da noite, que ficará marcada pela actuação dos The Gift.

No domingo, a animação na tenda de concertos terá a habitual pausa para a realização do Baile do Caloiro, que terá lugar na Discoteca Minister.

No dia sete, o DJ Tim Royko animará os estudantes, ficando reservado para o dia da latada (terça-feira) e última noite de concertos, a actuação do popular cantor Emanuel. O DJ Alvim vai encerrar as festividades.

"Com os tempos que correm, garantir este cartaz exigiu um esforço financeiro grande", sublinhou o presidente da Associação Académica da UTAD, Patrick Alves, deixando a certeza de que o programa de concertos foi pensado de forma a trazer bandas novas ou grupos que há muito tempo não actuavam em Vila Real.

Recinto poderá ser melhorado

Esperando receber mais de 15 mil pessoas, sensivelmente o número conseguido na edição do ano passado da Semana do Caloiro, o dirigente associativo referiu que o recinto, que todos os anos tem sido alvo de intervenções de beneficiação, poderá este ano contar com mais novidades ao nível da infra-estrutura. "O espaço tem sido melhorado e esse continua a ser o nosso objectivo", explicou Patrick Alves sem entrar no entanto em pormenores sobre as intenções da Associação Académica.

Relativamente às expectativas da academia para mais uma semana de festa universitária, o representante dos estudantes revelou que o objectivo é conseguir "uma boa integração dos novos alunos". "Queremos que os caloiros gostem e ganhem o hábito de participar nas actividades académicas", defendeu o presidente da AAUTAD.

No que diz respeito à bilheteira, além dos bilhetes diários, cujos preços variam entre os 5 e os 12 euros (sendo o concerto mais dispendioso o de sábado), a Associação Académica disponibiliza ainda os bilhetes gerais, que para os seus sócios custam 30 euros, e para os restantes estudantes e população em geral custa 35.

Pág. 1 de 12  1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
Ver 10, 20, 50 resultados por pág.
PUB
Arquivo
Email
O Expresso no
MBA