12/02/2012 atualizado às 13:55
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A nova extrema-direita

Paulo Portas tem a agenda da extrema-direita. A mesma agenda que Pim Fortuyn tinha na Holanda e Nicolas Sarkozy tem em França. Por ser mais sofisticada e "liberal", esta nova extrema-direita é mais perigosa. O que lhe falta em boçalidade sobra-lhe em eficácia.

Daniel Oliveira (www.arrastao.org)
9:00 Quarta feira, 1 de setembro de 2010

Uma das propostas de Paulo Portas para o recomeço do ano político foi um referendo à possibilidade de julgar em 48 horas quem seja apanhado em flagrante delito a cometer um crime. Não vou aqui perder tempo com os perigos de um referendo em matéria penal ou com o que já existe na lei sobre esta matéria. Isso fica para outra jornada. Aquilo de que quero falar é desta forma de fazer política.

É evidente que o "sim" venceria num referendo deste género. E se se propusesse um julgamento em 48 horas para todo o tipo de crimes também. E se fosse para reintrodução da pena de prisão perpétua também. E de trabalhos forçados. E provavelmente da pena de morte. Porque a aprendizagem dos direitos cívicos, sem os quais não há uma verdadeira democracia, demora tempo.

Paulo Portas corresponde, em parte, a um determinado tipo de político: explora, antes de mais, o medo. E explorar o medo é explorar a irracionalidade das pessoas. Quem faz política usando a irracionalidade alheia não é só intelectualmente preguiçoso. É eticamente leviano e politicamente irresponsável. E explora o medo plausível, porque só esse tem uma eficácia esmagadora. Assim como o desprezo pelo imigrante e a raiva ao vizinho que recebe o rendimento mínimo. Explora a irracionalidade maioritária, que nasce de percepções difusas da realidade que se conhece.

Até aqui, nada de novo. Foi feito, por políticos destrutivos, vezes sem conta na história. Mas Portas corresponde também a um novo tipo de populista. Nele se incluem homens como Nicolas Sarkozy ou como o falecido Pim Fortuyn. Gente inteligente, intelectualmente sofisticada, mas que aposta a sua sobrevivência política nos instintos mais primários dos cidadãos: o medo, a vingança, o preconceito, o racismo, a intolerância. Não são boçais como Bossi ou Le Pen. Conquistaram maior respeitabilidade e alguma patine cultural. Estão mais próximos das elites e movem-se melhor nos meios mediáticos. E são, por isso, muito mais perigosos. O que arrepia nuns passa por razoável neles.

Tem havido algum pudor em chamar a Portas o que ele é: o líder da extrema-direita portuguesa. Por ser sofisticado; por se ter, na medida do possível, afastado da herança salazarista que marca a direita radical portuguesa; por não corresponder ao estereótipo de um ultraconservador; e por ser líder de um partido com alguma tradição democrata-cristã. Mas se olharmos com atenção, a agenda do CDS aproxima-se da agenda de toda a extrema-direita europeia: combate à imigração e aos apoios sociais para os mais pobres e um discurso securitário e obcecado pela ordem (na escola, nas empresas, na rua). Mas talvez devêssemos pensar que se se parece com a extrema-direita, age como a extrema-direita e fala como a extrema-direita é bem capaz de ser mesmo a extrema-direita.

Junta-lhe apenas um pormenor: o liberalismo económico. E a questão é saber se foi a extrema-direita que cedeu ao Capitalismo que dizia combater no passado ou se foram os "liberais" que cederam ao populismo da extrema-direita. Inclino-me para a segunda. E ao decidirem seguir este caminho escolheram um espaço político. Um espaço em relação ao qual a direita civilizada tinha obrigação de manter um cordão sanitário. Em França não só não o manteve como adoptou como seu uma das mais sinistras figura deste novo tipo de populista.

Para que esse cordão sanitário exista e se mantenham fechados no baú da história fantasmas do passado seria necessário começar por dizer que o rei vai nu: Paulo Portas não está, pelo seu populismo desbragado, no arco da direita democrática. Tem apenas a vantagem de, com a sua presença, travar o crescimento de uma extrema-direita violenta. Mas nem por isso deixa de ser o que é.

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A velha esquerda
MigB (seguir utilizador), 9 pontos (Bem Escrito), 11:10 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Estou farto. Estou farto de ter de levar com esta ideologia balofa de esquerda que, com a sua suposta superioridade moral, a impõe ao país como a única aceitável.

As três ideias aqui censuradas por Daniel Oliveiras do alto da tal superioridade moral nem sequer são de direita: são apenas de bom senso. Senão, vejamos:

1- É de consenso alargado que a justiça em Portugal funciona mal e a más horas. Qualquer caso se arrasta pelos tribunais tempos sem fim. Claro que fazer um referendo para impor um prazo de 48 horas aos julgamentos será sensacionalista, mas não será do mais elementar bom senso que urge tornar a justiça mais célere?

2- Sendo certo que há muitos que se aproveitam do rendimento garantido quando a tal não têm direito, tais situações não deverão ser devidamente fiscalizadas e tratadas? É isto extrema direita ou será antes da mais elementar justiça social?

3- Quanto à imigração, de que serve receber de braços abertos aqueles que a quem o país não consegue dar oportunidades? Nesse caso, o que acontece é que o pobre imigrante fica em situações de extrema provação e acaba na mira de empregadores sem escrúpulos que os acabam por explorar sem piedade. Afinal, a falta de controlo da imigração aproveita, isso sim, a estes últimos. Os mesmos dos quais a tal esquerda deveria defender os trabalhadores...
 
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Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 11:29 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda e o DANIEL    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 21:11 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 14:00 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
userEX115842 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:12 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:37 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
kepéla (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
kepéla (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:20 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    A velha esquerda, os velhos fantasmas    Ver comentário
Ho-Hossi (seguir utilizador), 1 ponto , 21:04 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:51 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: A velha esquerda    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Sábado, 4 de setembro de 2010
Ora, nos dias que correm,
userEX162824 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 9:47 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
quem é mais perigosa, a extrema-direita obececada com a segurança, ou a extrema-esquerda, obececada em tornar-nos a todos inseguros?
quem é mais democrática, a extrema-direita preocupada com a maioria, ou a extrema-esquerda preocupada com as minorias?
quem é mais moral, a extrema-direita populista que explora o medo plausível da maioria de classe média, ou a extrema-esquerda populista que explora os preconceitos politicamente correctos da pseudo-elite urbana politicamente correcta?

Esta extrema-direita, assim como a extrema-esquerda portuguesa, têm pelo menos o condão de não serem violentas. E são o que são. Mas do mesmo modo que a extrema-esquerda não tem problemas em assumir-se, também a extrema-direita não deve ter complexos. São as duas faces da mesma moeda e têm exactamente o mesmo nível de legitimidade.

Caso contrário não teremos democracia.
 
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    Re: Ora, nos dias que correm,    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: Ora, nos dias que correm,    Ver comentário
constantino costa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:31 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Maiorias
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:51 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Se a maioria da sociedade decidir pela pena de morte ou pela expulsão de emigrantes que cometam crimes graves em Portugal qual o problema? Essa nova legislação não teria a mesma legalidade que a aprovação da lei do aborto ou do casamento gay? Ou só são "aceitáveis" as leis da extrema esquerda e apelidadas de retrogradas e " fascistas" as leis da extrema direita? Uma sociedade democrática tem que aceitar o que o povo decidir e se a maioroa dessa sociedade baseada no medo actual que é bem real decidir mexer no enquadramento juridico qual o problema? Não tem legitimidade ou tem que ser apelidada de " fascista" ? Os emigrantes são necessários ao País é um facto, inclusive com as nossas taxas de natalidade o papel deles no refrescamento desta sociedade começa a ser importantissimo oe não fossemos nós um povo emigrante mas têm que ter comportamnetos de sociedade civilizada e no caso dos " Romenos" eles andam literalmentesó a gamar e a colocar mulheres e crianças em risco esfomeadas a mendigar. para esses casos s a lei actual já é clara...o problema de Portugal é que não as executam.existem só que é para " inglês ver" ... o CDS já há muitos anos que pede que seja criada uma bolsa de emprego para consoante as necessidades do País abrir as fronteiras á entrada de trabalhadores devidamente legalizados e enquadrados no meercado de trabalho ao contrário do quadro actual que anda tudo na balda sem regras.
 
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zorbarex (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
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forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Maiorias    Ver comentário
zorbarex (seguir utilizador), 1 ponto , 18:00 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
Exmº D. O.
Heinkel (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:25 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Em qualquer País Democrático, quando um estrangeiro comete um crime, ao ser condenado, cumpre a pena e depois é recambiado para o seu País. Nós por cá, preferimos colecioná-los.
Estou convencido que os incendiários só começarão a ser devidamente condenados, quando começarem a pegar fogo ao cu dos Juízes!
Quando o meu caro for assaltado com uma faca no pescoço, por um estrangeiro que já foi preso várias vezes por crimes violentos e, cumpre a pena em "regime aberto", talvez caia na "real".
 
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    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Bravo, bem dito    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Bravo, bem dito    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 18:06 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Bravo, bem dito    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 8:54 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Envia-los para o Tarrafal!    Ver comentário
Robinsoncrazy (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: Envia-los para o Tarrafal!    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 4:26 | Domingo, 5 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
mpreto (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 13:05 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
J_E_M (seguir utilizador), 1 ponto , 15:21 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 18:18 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
J_E_M (seguir utilizador), 1 ponto , 19:07 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Exmº D. O.    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 10:33 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Xiiiiiiii..a confusão que vai nessa cabeça..
Fernando Torres (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:41 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Prefiria pensar que fosse confusão..mas numa releitura mais atenta ao seu texto o que noto é que aderiu ao grupo que gosta de deturpar coisas conotando-as com outras que não teem nada a ver..

Quem exige Justiça e equidade leva logo com um ultra-liberal como rótulo..e se tiver a veleidade de também exigir maior segurança passa a extremista de direita..

Parece que o Oliveira aprecia sobremaneira o granel generalizado em que até nem seja liquido o "vale tudo menos tirar olhos"..

Ora vá lá ganhar juizo..
 
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Já faltou mais
LPCM (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:48 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Para este país rumar para a extrema direita... Digo-lhe já que não consigo conceber como pessoas que morem em Lisboa & Arredores, linhas de sintra cascais azambuja margem sul, votam em partidos de esquerda que até parecem que tem medo de castigar os criminosos... Sempre com o mesmo discurso da tanga, "temos que desculpar os criminosos, a culpa não é deles, é da sociedade, do sítio onde nasceram"... Ganhem juízo...
 
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    Re: Já faltou mais    Ver comentário
J_E_M (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Já faltou mais    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: Já faltou mais    Ver comentário
J_E_M (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Estão admirados?
JNv (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:54 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Quando uma floresta é incendiada por um pirómano, já condenado anteriormente, e que anda à solta, legitimado pela justiça, a continuar a fazer os mesmos crimes pelos quais foi condenado, o que se espera que os cidadãos pensem?

Quando o Parlamento faz uma lei a diminuir os vencimentos dos gabinetes estatais, mas deixa de fora os seus próprios gabinetes e deixa de fora os seus próprios vencimentos, o que se espera que os cidadãos pensem?

Quando um dirigente partidário coloca todos os seus assessores do seu partido como assessores do Parlamento para que este pague os seus custos, mesmo depois de este dirigente fazer uma intervenção política os princípios da boa gestão do Estado, o que se espera que os cidadãos pensem?

Como é óbvio, os políticos têm consciência destas situações, que só são possíveis porque rasgaram todos os princípios da organização democrática da sociedade.

O que se passa é que se estão nas tintas para os cidadãos.

Eu acho mesmo que os políticos têm consciência de que estas situações são o cancro fatal do sistema democrático “ocidental”, mas mesmo assim estão-se nas tintas.

E quem aproveita? Todos os inimigos da democracia, internos e externos.
 
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O medo
mpreto (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:45 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Bem colocada a questão da utilização do medo como arma política para ganhar votos.

Incrível que a maior parte dos comentadores não conseguem vislumbrar quando está a ser manipulado, seja pela direita, pela esquerda, pelas farmaceuticas, médicos ou empresas de alarmes.

Uma pessoa tem medo do que não conhece e assim torna-se irracional. Os políticos (e a igreja) sempre gostaram de pessoas ignorantes porque assim as podem controlar. O Portas, ao ver que perde quota, vai buscar a arma do medo.
 
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explorar o medo é explorar a irracionalidade...
mgpádua (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:51 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Ao ler os comentários ao artigo do DO fico com a estranha sensação de que, ou a direita é muita activa neste espaço ou então Portugal, a exemplo de outros países da Europa, está de facto a virar à direita. Não me agrada, isto, não!
Não leio muito jornais. Deixei de o fazer quando o Iraque foi invadido e para cada um que olhava, só via defender a invasão com base naquilo que eu julgava serem evidentes mentiras. Nunca ninguém, até agora, se retractou, nunca ninguém, até agora em Portugal, veio pedir desculpa por ter publicado o que publicou e dito o que disse, justificando a invasão que custou a vida a milhões de pessoas.
Não gostaria de demonizar a imprensa, mas é inevitável! As notícias e os comentários dos vários comentadores condicionam os comportamentos e os pensamentos.
  Ao olharmos para os jornais e para a televisão, em geral, o que é notícia são os assaltos, as mortes, os roubos... Tenho 55 anos e fui assaltada UMA vez; dos amigos e familiares, próximos e alargados, não tenho notícias de roubos assaltos e violações ou espancamentos. Será que vivo num mundo paralelo? As medidas securitárias e os referendos que o Sr. P. Portas propõe não me parece que se justifiquem no meu mundo, mas talvez se justifiquem no mundo que ele ajuda a inventar e a criar ao fazer imperar o medo;ao apelar à irracionalidade ao preconceito, à intolerância, ao racismo e fazendo da árvore a floresta de modo a ganhar disso proveito político. Estes políticos são, quanto a mim, de facto, perigosos.
 
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    Re: explorar o medo é explorar a irracionalidade..    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:19 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Louçã e Sócrates,de braço dado com Alegre
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:50 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Em Democracia toda a gente concordará num célere julgamento de quem seja apanhado ,em flagrante delito, a cometer um crime.Ver aí o perigo da extrema direita não lembra ao diabo e muito menos se compreende ,quando se regressa de férias e é natural-e até esperado-que se venha de cabeça fresca.
O problema aqui é outro:
  O Bloco de Esquerda tem mêdo que o PS prefira o CDS a uma aliança de Governo, em seu detrimento.
Esse quadro , depois das eleições presidenciais pode colocar-se- por forma a uma maioria estável na Assembleia, e .desde já, os teóricos do Bloco posicionam os seus comentários no sentido de colar o CDS a uma meia dúzia de fanáticos ,sem expressão, da extrema direita.
Mas o que o Bloco não consegue explicar ao eleitorado é a falta de coerência com que critica ferozmente Sócrates durante a semana e aos domingos está, com o 1º, de braço dado ,no palanque de Alegre.
 
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Esta não lembra ao diabo!
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 11:19 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Como pode afirmar uma coisa destas?

Nazis, as pessoas do CDS? Está a brincar certamente!
 
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    Daniel e o sol na moleirinha    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 17:45 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: Daniel e o sol na moleirinha    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 18:26 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: Esta não lembra ao diabo!    Ver comentário
voxpopuly (seguir utilizador), 1 ponto , 23:12 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
A extrema esquerda que faça o mesmo
PANTE44 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:22 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Faz-me de facto confusão fazer um referendo para tal, mas faz-me ainda mais confusão ser assaltado e passado duas horas encontrar na rua o ‘gajo’ que me assaltou. Claro que ele explora o medo! Medo esse que foi induzido nas pessoas por politicas maleáveis que vão permitindo que muitos sejam capacho de poucos.
Nos poucos incluo os que assaltam na rua e aqueles que assaltam nas empresas, com o conluio de um estado subserviente a vários pequenos poderes.
A esquerda só tem de aderir a esta nova moda do referendo e ser inteligente.
 
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TÚ, SI LO SABES!
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:06 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
O vazio d ideias é patente em todos os Sputniks q possuem colunas d opinião. É assim em vários jornais e assim tb é no Expresso.É sempre mais do mesmo.A formula é - A extrema-direita anda por aí e nós o q fomos a extrema-esquerda queremos á toda força q ninguém se lembre do muito mal q fizemos á humanidade.A tudo isto acresce uma pretensiosa superioridade moral e q só a come quem é enganado pelo embrulho.Como dizem os espanhóis–Tu si lo sabes, Dani!Isso a q vc chama d explorar o medo é algo q só serve p constatar o seu desnorte.Acorde!As sociedades pluralistas estão sim com medo pois a libertinagem a q as mesmas foram sujeitas pelas teses progressistas tem mais efeitos nefastos q benéficos.Acresce q poucos não foram os conceitos q a dita esquerda do Maio de 68 impôs á Europa e q hoje constatamos q são a metástase d um mal que mina a essência do nosso pluralismo democrático.Começa pelo multiculturalismo social por vós impingido e termina no Estado Social por vós apregoado. Um é a caso d quase todos os males d insegurança e o outro já só alguns d vcs é q o defendem mas não sabem como o financiar.Só quem não trabalha ou trabalhou é q acha q as coisas devem ser grátis.Sabia q a livre circulação d pessoas tem regras e eu como europeu com duas nacionalidades pelo simples facto d ir p outro pais europeu não me dá o direito d por lá ficar? porque sim!Se não conseguir trabalho em 90 dias devo regressar ao país d origem.Não idialize o q sempre combateu.A realidade já não é alteravel!
 
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O populacho é fácil de manobrar...
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
O medo é uma grande arma, sempre será. Deste sentimento básico é, que, os lobos do poder, de direita ou de esquerda, fazem sua festa. O medo é negociado como ariete e colocado estrategicamente como elemento eficaz para uma guinada, ou para calar a boca. A falta de segurança é explorada, quando convém, como forma de desviar a atenção do principal; quando, ao revés, para justificar a brutalidade do estado policial, que está na sombra e agirá de logo. A bestialidade humana, depois de liberada, não conhece limites, dos "bons" e dos "maus" e, é este detalhe que alimenta as tiranias evidentes ou disfarçadas, quer queiram ou não. Quando advogamos a eliminação de alguém, de povos, de estados, instalamos as engrenagens da violência que se voltará, tarde ou cedo, contra seus advogados e tutelados. Foi assim durante a Revolução Francesa e o será sempre, até que tenhamos juízo. Mas, pelo andar da carruagem, já é tarde demais para volver atrás...
 
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Daniel Oliveira
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:50 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Ó homem estamos em 2010, onde é que você anda, o tempo do PREC já foi, com tantos exemplos você ainda insiste?
 
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