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A nação indispensável

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 28 de janeiro de 2010

Madeleine Albright, que foi secretária de Estado do ex-Presidente americano Bill Clinton, disse um dia que os Estados Unidos eram "a nação indispensável". Na altura, logo após a implosão da URSS, a frase tinha uma conotação arrogante: os Estados Unidos anunciavam a emergência de uma era unipolar, em que eles ditariam as regras a que todos acabariam, de uma forma ou de outra, por ter de se submeter (a "Time" chegou a fazer uma capa onde comparava o Império Romano ao novo Império Americano). Depois, o mundo complicou-se, a China rebentou fronteiras, o extremismo islâmico pôs a América e o Ocidente em sentido, Bill Clinton compreendeu que o mundo era afinal interdependente e que os Estados Unidos o aceitavam assim, mas o seu sucessor, o inultrapassável idiota do Bush-filho, conseguiu criar tantos anticorpos contra a nação americana, que a frase de Albright perdeu-se no depósito das verdades provisórias.

Mas, por estes dias, olhando para o cenário apocalíptico dessa nação falhada e agora destruída, que é o Haiti, a frase regressa, como costumam regressar as verdades antigas: nos grandes momentos da história da humanidade, de há quase cem anos para cá, os Estados Unidos são, de facto, a nação indispensável. Algumas vezes para o mal, outras, como no Haiti, para o bem. Churchill, por exemplo, sabia-o bem: quando tomou posse do governo inglês para enfrentar Hitler, ao mesmo tempo que tentava sobreviver à guerra aérea que, nos céus ingleses, antecipava a invasão da ilha, ele concentrava todos os seus esforços a tentar convencer Roosevelt a entrar na guerra. Em 39-45, como antes, em 14-18, e depois, em 1991, na primeira Guerra do Golfo, a Europa e o Ocidente ficaram a dever a vida ao esforço de guerra da grande nação americana. É isso que explica o infalível apoio dos ingleses aos primos americanos, mesmo quando estes confundem as guerras necessárias e justas com as desnecessárias e injustificáveis - como Blair, não hesitando em mentir e falsificar informações, para seguir o imbecil do Texas na desastrosa aventura militar e política da segunda Guerra do Iraque.

O que tudo confunde é essa extraordinária capacidade para os contrastes que é uma imagem de marca dos Estados Unidos. Eles tanto são capazes de produzir um Roosevelt - que impõe ao povo americano a obrigação histórica de salvar a Europa do nazismo - como são capazes de produzir um George W. Bush, que impõe ao país uma guerra sem sentido, apenas destinada a servir a sua vaidade de se proclamar "um Presidente de guerra". Tanto são capazes de produzir um Bill Clinton, que restabeleceu a economia e a imagem externa dos EUA, como uma Sarah Palin, talvez futura presidente, cuja absoluta ignorância, estupidez natural e incompetência são mais perigosas do que dez Bin Ladens à solta.

Os Estados Unidos são a nação que é capaz de, num instante, mobilizar os meios e a determinação para acorrer a uma tragédia com a dimensão do Haiti e fazê-lo de forma eficaz, profissional e humana - enquanto a 'Europa', a tal entidade que nem número de telefone tem, ainda está a agendar reuniões para saber o que fazer, e a França (grande responsável histórica pela vergonha de país que é o Haiti), se queixa da ofensa à grandeur de la France, porque o exército americano, no aeroporto de Port-au-Prince, não deu prioridade de aterragem a um avião seu. Mas, enquanto Obama mobiliza Exército, Força Aérea, Marinha, reservistas e até os seus dois antecessores na Casa Branca para acorrer de imediato a salvar vidas no Haiti, o seu plano de saúde, destinado a evitar o escândalo de milhões de americanos morrerem por falta de assistência médica reservada a quem tenha seguros de saúde, está ameaçado de morte com a traição póstuma dos eleitores de Ted Kennedy, no Massachusetts, elegendo para o seu lugar vago um republicano, representante da mais obscura direita, que acha que um americano que não tem dinheiro para um seguro de saúde merece morrer na rua.

A direita americana, que se reclama dos valores morais dos founding fathers, tem, de facto, valores que repelem qualquer ser humano minimamente civilizado e que, quando no poder, tornam os Estados Unidos um ódio de estimação do planeta todo, desde as montanhas do Afeganistão, onde se esconde Bin Laden, até às mesas de café de qualquer cidade europeia. Eles acham que a "liberdade de informação" justifica que os servidores americanos da Internet não tenham de revelar o nome dos utilizadores que, a coberto do anonimato, se dedicam a difamar outros, em qualquer lugar do mundo e sem poderem ser responsabilizados; mas também acham que a Quinta Emenda lhes dá o dever moral de colocar na net, para os voyeurs do mundo inteiro, as confissões da menina Lewinsky sobre as suas actividades sexuais com o Presidente, já que este não cumpriu o seu "dever moral" de expor voluntariamente toda a sua vida íntima. Eles sabem, aliás, que todos os wasps da política republicana têm uma vida íntima secreta, enquanto se exibem ternurentos de mãos dadas com as mulheres, mas não perdoam que um negro seja o maior golfista de todos os tempos, milionário, casado com uma branca bonita e ainda tenha aventuras extraconjugais, e, por isso, depois de devassaram e exporem todos os seus pecados publicamente, estão à beira de internar Tiger Woods numa clínica de "recuperação do vício sexual" (onde, não sei por que misteriosas artes, o 'tratamento' passa por conseguir que ele viva dezoito semanas sem contactos nem "excitação sexual"). Eles sabem que a ganância dos seus banqueiros e gestores conduziu o país e o mundo à beira da falência e condenou centenas de milhões de pessoas ao desemprego e à miséria, mas, assim como antes achavam que o mercado era soberano e o governo não devia de forma alguma intervir, também agora acham que tentar regular o apetite dos tubarões seria cometer o sacrossanto crime de limitar a iniciativa privada. Eles sabem que essa gente sem escrúpulos está de volta ao business as usual e que de novo se distribuem entre eles ordenados e bónus milionários pelos resultados dos seus negócios que o dinheiro injectado pelos contribuintes permitiu salvar, mas recusam as tentativas de Obama para lhes taxar esses bónus indecorosos e assim recuperar parte do dinheiro que lhes foi emprestado pelos americanos. Eles sabem que alguns dos seus filhos têm às vezes o mau hábito de, quando estão mal-dispostos, sair para a escola com a arma do pai e matar os colegas a tiro, mas recusam-se a aceitar mudar a Constituição - que lhes garante, dizem, o ancestral direito de circularem no Farwest armados para se defenderem dos bandidos.

Mas, apesar de tudo isso, apesar de todos os seus contrastes, a América guarda ainda dentro de si uma grande dose de generosidade e de ingenuidade no que é essencial. Em muitas coisas, os Estados Unidos não são ainda uma nação gasta e por isso é que, quando o dever moral é evidente, eles não hesitam nem elaboram: "nos momentos de tragédia, os Estados Unidos avançam e ajudam - é o que somos, é o que fazemos", como disse Obama sobre o Haiti. E, enquanto Chávez e o ministro dos Estrangeiros da França se vão queixando já da "ocupação americana" do Haiti, os que estão no terreno e os que vêm de fora sabem bem que a única esperança para o Haiti é a presença americana. Não são os únicos que lá estão, mas são os únicos que o podem salvar, porque têm os meios, a vontade e a capacidade de organização para tal. A nação indispensável.

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de Janeiro de 2010

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EUA, tal como o autor...
Viriato_Zacarias (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 11:51 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
...capaz de escrever um texto lucido e isento, como este e ao mesmo tempo opinar sobre coisas que não conhece e dizer as maiores parvoices.
 
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    Re: EUA, tal como o autor...    Ver comentário
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
O Especialista
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:30 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Todo o quinto parágrafo não passa de um chorrilho de asneiras que bem se podem classificar na já habitual "salada demagógica" que é a especilalidade do Sr. Tavares.
 
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    Re: O Especialista    Ver comentário
celios (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
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ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Sexta feira, 29 de janeiro de 2010
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celios (seguir utilizador), 1 ponto , 23:17 | Sábado, 30 de janeiro de 2010
    Re: O Especialista    Ver comentário
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 2:56 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
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Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 2:52 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
    Re: A Nação indispensável    Ver comentário
paulointeressado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
And I'm just the devil with love to spare
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 7:52 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Viva las vegas - Elvis Presley
“New York Times quoted Secretary of State Clinton saying, "we are working to back them [the Haitian government] up but not to supplant them." (…) But then she said she expected the Haitian government to pass an emergency decree including things like the right to impose curfews. "The decree would give the government an enormous amount of authority, which in practice they would delegate to us"” - Phyllis Bennis,Fellow, Institute for Policy Studies, The Huffington Post, dia 19
“Apparently, we are not going to make it to Hispaniola today. The US military say that they cannot guarantee the safety of people who arrive on commercial flights. (…) Our last hope is that the US Military will allow us to fly in on one of their flights.” – Susan Westwood, uma voluntária escocesa num orfanato nas montanhas Kenscoff, no Haiti, dia 24
“On Sunday, Italy's civil protection chief blasted the U.S. military intervention as inefficient and out of touch with reality on the ground.” - ROBERT BURNS, Ap National Security Writer, dia 26

Já havia aquela do “não lhe dês o peixe, ensina-o antes a pescar”, agora há a do “não lhe dês o peixe, manda-lhe antes um sargento.”

É sempre comovente assistir às festas de Natal, quando aquela senhora de cabelo armado, volumosa do seu casaco que mais parece um tapete, estende as mãos cheias de ouro, para entrega às criancinhas envergonhadas as “barbies” e os “X-mens” – ela, também, é a indispensável do patrão da fábrica
 
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    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 17:03 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 4:18 | Sexta feira, 29 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 16:56 | Sexta feira, 29 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 6:46 | Sábado, 30 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 15:28 | Sábado, 30 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 6:51 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
    Re: And I'm just the devil with love to spare    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 15:18 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Gostei
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 9:43 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Acho que está simples e está claro.

De nenhuma pessoa, de nenhum grupo, de nenhuma nação se pode dizer que é totalmente branco ou totalmente preto. Todos são uma mescla de tonalidades que, umas vezes se apresentam mais escuros e outras vezes mais claros e é a partir da média temporal dessas tonalidades que se pode e se deve fazer a avaliação daquilo que alguém ou algo é.

E, também para mim, na média daquilo que observo, os EUA continuam a ser uma "nação indispensável".
 
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    Re: Gostei    Ver comentário
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
EUA
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 12:41 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Considero este um bom texto.
Refere os extremos de uma nação que, apesar de tão grandes diferenças, consegue unir-se e criar um sentimento de patriotismo à volta dos seus.

Estive por lá cerca de 6 meses.
De tudo o que vi retive o facto de, à semelhança dos seus valores que nos tentam "vender" nas mega-produções hollywwodescas, em todas as casas, em todos os locais, existe uma bandeira, existe sempre algo que apela à união e ao patriotismo. Existe o orgulho em se ser americano.

Esse é, para mim o segredo do seu sucesso, mas como qualquer potência, geram sempre sentimentos diversos acerca do seu comportamento no mundo.

Também há corrupção, mas lá a Justiça funciona. É difícil passar impune.
 
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    Re: EUA    Ver comentário
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
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JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 17:27 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
E.U.A
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Tudo na vida tem duas faces! As nações obedecem igualmente a esta regra, pelo que dissertar sobre qualquer país, não é fácil e de antemão o articulista tem de estar preparado para saber escutar as diversas vozes que um artigo desta natureza provoca na mente dos leitores.
O que ninguém pode contestar, porque é um facto incontroverso, é de que está bem escrito, aliás como o autor nos tem habituado nos seus trabalhos.
O facto de aceitarmos ou estarmos ou não de acordo com o que lá está exposto, isso é outra questão!
Depende de muita coisa que seria fastidioso enumerar aqui, como a sensibilidade de cada um para as particularidades dos costumes ou a globalidade da alma de um povo, etc...
Devo confessar que a mensagem que o articulado tenta fazer passar. se é que estou certo, é a de mostrar a versatilidade de uma nação que nasceu para ser grande para o bem ou para o mal.
No cômputo destas duas posições, pelo que o MST nos expõe, creio ser a parte positiva aquela que melhor pode definir a generalidade do povo americano.
Há porém uma virtude, que é inegável, talvez mesmo, "sui generis" que é a do seu próprio povo, reconhecendo as suas próprias fraquezas não ter pejo nem temer de as mostrar, ironizar e até motejar sobre os seus particulares defeitos.
Estou certo de que algum americano ao ler esta prosa de MST, presumo que não se ofenderia, por ver parte dos seus defeitos e virtudes retratados nesta coluna.

 
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O mundo é um lugar complexo
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:15 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Gostei muito. O mundo é demasiado complexo para ser visto a preto e branco, como se tivéssemos de um lado os bons e do outro os maus, e a história tem-se encarregado de nos mostrar que se pode esperar de uma qualquer nação o melhor e o pior, dependendo das lideranças, dos actores em presença e dos contextos em causa. E que o próprio entendimento sobre o bem e o mal vai também variando em função do espaço, do tempo e das perspectivas dos sujeitos.

Nos Estados Unidos, a capacidade de produzir contrastes poderá justificar-se em grande parte pela dimensão do território e pela diversidade humana e sócio-cultural. Uma nação que, apesar de todos os seus desequilíbrios, tem sabido integrar as sucessivas tendências resultantes das relações de forças que se vão estabelecendo, bem como criar as oportunidades que têm permitido fixar e atrair os melhores recursos humanos.

Essa “entidade” a que chamamos Europa tem ainda muito caminho a percorrer antes de se libertar das teias burocráticas que condicionam a sua capacidade de resposta em tempo útil. Em relação ao Haiti, impressionou ver que a decisão mais rápida que ela foi capaz de tomar foi a da afectação de um montante financeiro para apoio às vítimas, agendando para 2ª feira seguinte (quase uma semana depois do terramoto!) a discussão sobre as restantes decisões a tomar nesta matéria. Como se os milhares de haitianos feridos e que agonizavam debaixo dos escombros se pudessem dar ao luxo de poder esperar.

Conceição Pereira
 
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LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!!!
NORTHWIND (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Sexta feira, 29 de janeiro de 2010
“Supremo Tribunal é loja maçónica”
Costa Pimenta, juiz de Direito, contestou a decisão de ser aposentado compulsivamente na sequência de uma inspecção e pôs em causa o que apelida de “máfia” nos tribunais.

COMENTÁRIO
29 Janeiro 2010 - 09h18 | Aspirina

Este país de imbecis está completamente apodrecido. É frustrante pertencer a esta raça actualmente!
29 Janeiro 2010 - 08h15 | Nuno

Este país está PODRE
29 Janeiro 2010 - 08h11 | Carlos

Mais uma para a credibilidade da "justiça" em Portugal.
29 Janeiro 2010 - 08h01 | o incredulo

Os portugas tem uma capacidade surpreendente de se coligarem mafiosamente de um momento para o outro. Está tudo pôdre !
29 Janeiro 2010 - 07h48 | zeitgheist

não é de admirar...
29 Janeiro 2010 - 07h36 | Lucio Gomes

Esta noticia surpreende quem nao conhece o sistema judicial mas este juiz ja devia ter dito isto ha mais tempo. Londres
29 Janeiro 2010 - 06h24 | luis

sem duvida,bem como muitos dos juizes de comarca são maçons,que como sua missão e proteger os interesses dos seus
 
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INDESPENSABILIDADE DESPENSAVEL...!
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 20:26 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
O artigo, está bom. Demonstrativo dos contrastes Norte-Americanos. Só lamento, a indespensabilidade deles, para estas coisas.
Se fizessem um inquérirto à opinião pública nos EUA, concerteza que a sua população, estaria 100% de acordo com as medidas humanitárias tomadas em ralação ao Haiti. Só que, todo aquele aparato militar, apesar de indespensável, trás outros motivos a reboque: o interesse estratégico na zona (Cuba, Venezuela, Bolivia, etc.). Se realmente, foi necessário recorrer com a força, então agora, deviam retirar e ser substituidos por uma força equivalente internacional, constituida por tropas ou forças policiais, ao serviço da ONU; e, isso, nunca irá suceder.
Por isso, lamento que a Nação (a grande Nação) Americana, seja indespensavel. Com essa indespensabilidade, os povos nunca serão livres.
 
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