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A morte do prisioneiro de consciência cubano em greve de fome deve ser investigada

A Amnistia Internacional apelou ao Presidente cubano Raúl Castro para que liberte imediata e incondicionalmente todos os prisioneiros de consciência na sequência da morte do activista político que se encontrava em greve de fome.

Amistia Internacional
19:31 Quarta feira, 24 de fevereiro de 2010

Orlando Zapata Tamayo, morreu na segunda-feira, em Havana, na sequência da greve de fome que durava há várias semanas em protesto pelas condições prisionais em que se encontrava.  

"A morte trágica de Orlando Zapata Tamayo é a ilustração dramática do desespero em que se encontram os prisioneiros de consciência que não vêm esperança de poderem ser libertados da sua prisão injusta e prolongada," afirmou Gerardo Ducos, investigador da Amnistia Internacional para a região do Caribe.  

Deve ser levada a cabo uma investigação exaustiva para estabelecer se a sua morte poderá ser consequência de maus tratos", acrescentou a Amnistia Internacional.  

Orlando Zapata Tamayo foi detido em Março de 2003 e em Maio de 2004 foi condenado a três anos de prisão por "desrespeito", "desordem pública" e "resistência".  

Foi depois julgado várias vezes por outras acusações de "desobediência" e "desordem num estabelecimento prisional", a última vez em Maio de 2009, a quando da sua morte cumpria uma sentença total de 36 anos.  

"Perante uma prolongada sentença de prisão, Orlando Zapata Tamayo não viu outra saída para protestar contra a terrível e continuada repressão exercida contra os dissidentes políticos em Cuba, senão fazer greve de fome."  

"A morte de Orlando Zapata também sublinha a necessidade urgente de Cuba autorizar peritos internacionais de direitos humanos a visitarem o país para verificarem o respeito pelos direitos humanos, em particular das obrigações no âmbito da Convenção Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos."  

Orlando Zapata Tamayo era um dos 55 prisioneiros de consciência adoptados pela Amnistia Internacional em Cuba.  

A maioria pertencia ao grupo de 75 pessoas que foram presas na sequência das repressões violentíssimas levadas a cabo pelas autoridades contra activistas políticos, em Março de 2003. O sistema judicial em Cuba não é independente, por isso os julgamentos são frequentemente sumários e ficam largamente aquém dos padrões internacionais para julgamentos justos. Uma vez condenados, as hipóteses dos arguidos poderem recorrer são nulas.

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Seria o mínimo...
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 20:00 | Quarta feira, 24 de fevereiro de 2010
...que se poderia pedir às autoridades cubanas:permitir um inquérito independente às circunstâncias em que ocorreu este trágico acontecimento.

Como tantos outros,não deverá ser deixado no esquecimento.

Das conclusões do inquérito ou à sua inviabilização deverão ser tiradas as consequências relativamente ao regime cubano que vigora actualmente.
 
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Mas não só deste caso
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 21:37 | Quarta feira, 24 de fevereiro de 2010
A pressa com que algumas estruturas e pessoas correm nuns casos e se calam noutros sempre me indignou. Porque transformam aspectos básicos de direitos humanos noutra coisa diferente, no combate ideologico. Eu não alinho nisso. Portanto apure-se tudo em todo o lado.
 
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O terror em Cuba ou a ditadura branqueada
João A. Coutinho (seguir utilizador), 1 ponto , 9:55 | Quinta feira, 25 de fevereiro de 2010
Mensagem: Inacreditável! Como é em Cuba, o mundo fala pouco e protesta menos; tudo é branqueado, mesmo as violações mais escabrosas dos mais elementares direitos humanos. Os cubanos, pelos vistos, podem ser esmagados e trucidados pelo regime porque o mundo tolera a ditadura na ilha. Que morram,à fome ou na prisão; que sejam condenados à masmorra e à tortura 15, 20 anos, o resto da vida só porque pediram democracia e liberdade - como é em Cuba, vale tudo e tudo é permitido aos algozes do regime! Como é possível! E que hipocrisia, o silêncio cúmplice do mundo. Onde estão aqueles que, por bem menos que uma morte ou uma prisão arbitrária, saem para a rua e para os jornais e televisões estrebuchando em histeria? Uma morte, uma prisão ou uma tortura em Cuba é menos grave do que no Chile de Pinochet ou do que noutra qualquer ditadura sanguinária? Serão os cubanos pessoas de 2ª, sem direito às liberdades mais elementares? Até quando tolerará a hipocrisia do mundo tudo isto? Quantas mais vidas como a de Orlando Tamayo terão de ser sacrificadas até ao mundo dizer "Basta!"?
 
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