Sim, a mobilidade. Não que precise de ir trabalhar todos os dias. Em casa, a horta, o quintal, alguns trabalhos de costura são ocupação mais que suficiente para manter os dias preenchidos. Mas ... e a ida à missa ao domingo ? e a visita ao cemitério ? e a ida semanal ao comércio local que ainda assim dista alguns km ?
Os táxis, especialmente em lugares mais isolados, são uma solução demasiado onerosa. Por vezes, o velho carro lá está, mas de pouco ou nada serve. Mais tarde ou mais cedo a inibição de conduzir cai como uma sentença fatal na organização da vida da população idosa. Somos uma população envelhecida e grande parte da qualidade de vida perde-se pela perda de mobilidade.
Quanto mais não fosse, este seria o meu argumento de peso para que os veículos de condução autónoma se tornassem uma realidade num período curto. Era uma parte razoável da população que daí beneficiaria passando a poder continuar a deslocar-se aos locais onde sempre se deslocou, a visitar familiares e amigos, ir às compras, poder continuar a ir a eventos culturais, enfim, continuar a viver neste mundo.
Nota:
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