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A ministra, os sindicatos e a Educação

8:00 Segunda feira, 3 de março de 2008

Em quase tudo o que opõe os sindicatos dos professores à ministra da Educação, nenhum dos lados tem razão. Talvez por isso - e para citar o conhecido adágio - todos berrem.

Entre as diversas mudanças que o Ministério anunciou (as que fez e as que não fez), a lei da gestão e a ideia (não o projecto concreto) da avaliação têm bastante sentido e apontam o caminho bem-vindo de mais descentralização e mais exigência no ensino. Infelizmente, são a estas duas medidas que os sindicatos mais se opõem.

Claro que quase toda a gente percebeu que os sindicatos, mais do que defender os seus associados - os professores - defendem esquemas de poder nos quais os próprios sindicatos são parte. Tudo o que afecte este esquema, como retirar professores da gestão ou avaliar professores e hierarquizar os seus desempenhos, terão sempre a sua forte oposição. Ou seja, nos sucessivos debates nunca estão em cima da mesa aqueles que deveriam ser os interesses primordiais quer do Estado quer dos professores e, por esta via, dos próprios sindicatos: a qualidade da transmissão de conhecimentos, a qualidade do ensino nas nossas escolas.

Sobre isto nem o Ministério, nem os sindicatos gostam de falar. E aqueles docentes (cada vez mais, felizmente) que sobre isso se pronunciam parecem, por vezes, clamar no deserto.

Vejamos, por exemplo, o caso da avaliação dos professores. Se tudo fosse feito de forma simples (e não da forma pretensamente científica que os burocratas da 5 de Outubro gostam de apregoar), seriam considerados melhores professores aqueles cujos alunos tivessem melhores resultados. Simples? Para o Ministério não é, porque o Ministério se opõe a exames nacionais, cujos resultados seriam a única forma de aferir, de modo justo e igual para todos, os conhecimentos adquiridos.

Falar de exames é, também para os sindicatos, falar do diabo. Inventam milhares de argumentos contra a sua realização (como fazer depender de um único momento a avaliação de um ano, ou criar desigualdades regionais). Claro que tudo isto é conversa de puro medo. E o medo é compreensível: os exames poriam a nu a vacuidade de muito do que se ensina, a imbecilidade do sistema criado no Ministério e, simultaneamente, recompensaria professores e escolas que não são dadas como exemplo do 'eduquês' dominante.

Na guerra entre Maria de Lurdes Rodrigues e os sindicatos todos perdem. E quem mais tem perdido nos últimos anos são os alunos e os pais: tempo, dinheiro e conhecimentos.

Henrique Monteiro

Palavras-chave  opinião
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05 março 2008

A abominável avaliação dos professores

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Reformas e Reações... Ao longo do tempo
Dunca (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 13:46 | Segunda feira, 3 de março de 2008

“... Na guerra entre Maria de Lurdes Rodrigues e os sindicatos todos perdem. E quem mais tem perdido nos últimos anos são os alunos e os pais: tempo, dinheiro e conhecimentos...”

Certamente, o Monteiro tem toda a razão do mundo, só acrescentaria que isso não é de agora. Reações sempre aconteceram... Foi desde sempre. Desde que se pensou em reformas no ensino, em Portugal, e onde sempre constou a palavra: “obrigatório”. Obrigatório: uma palavra, certamente, muita usada, mas sem sentido nos discursos praticados pelos políticos.

Agora, acredito que as razões foram sempre as mesmas: a incompetência do poder público em ver no ensino um fator decisivo e único para um futuro melhor, em Portugal.

Entretanto, sempre houve, em Portugal, vozes que se preocuparam com o futuro da nação, como por exemplo, Fernandes Tomaz, que num relatório às cortes, em 1821, já dizia que o problema do desenvolvimento da agricultura no país, estava ligado à falta de métodos científicos, e à ignorância.

Apesar de todos os esforços empreendidos, a vitória, sempre, coube a reação, e, hoje, ela se encontra, a meu entender, mais viva e forte do que nunca, talvez porque nem uma das reformas, anteriormente propostas, vingou por inteiro, pois se tivesse vingado, pelo menos uma delas, parece-me que não estaríamos na situação, em que nos encontramos no momento.

Vejamos os vários planos que, a meu ver, alicerçam o que quis dizer:

1836 - Plano de Instrução Primária de Passos Manuel de 1836
• Havia a afirmação da obrigatoriedade escolar, embora a divisão do território em círculos de instrução primária estipulasse um mínimo de 60 alunos como critério para a abertura de escola. Observe-se a palavra obrigatória

1894 - Reforma do ensino primário de 22 de Dezembro de 1894 (Jaime Moniz)
• Ensino Primário Elementar, obrigatório para todas as crianças dos seis aos doze anos. .

1901 - Reforma do ensino primário de 24 de Dezembro de 1901 (Hintze Ribeiro)
• 1º grau do ensino primário elementar, obrigatório (3 anos). Fonte: Carvalho, R.1996). História do Ensino em Portugal .

1911 - Reforma do ensino primário de 1911 (João de Barros)
• Ensino primário elementar, obrigatório, dos 7 aos 9 anos (3 anos).

1919 - Reforma do ensino primário de 1919 (Leonardo Coimbra)
• Ensino Primário Geral, obrigatório dos 7 aos 12 anos, cinco classes.

1927 - Reforma do ensino primário de 1927 (Alfredo de Magalhães)
• Ensino Primário Elementar, dos 7 aos 11 anos, quatro classes. Embora de início as quatro classes constituíssem o ensino obrigatório, em 22 de Março de 1929, pela mão de Cordeiro Ramos, o ensino primário é dividido em dois graus, o primeiro com as três primeiras classes com um exame final que conclui o ensino obrigatório.

1952 - Em 27 de Outubro de 1952 promulga-se o Plano de Educação Popular cuja execução se ficou a dever aos Subsecretários de Estado do Ministério da Educação Nacional Veiga de Macedo e Rebelo de Sousa. Numa das suas disposições mantém a obrigatoriedade dos três anos do Ensino Primário Elemental, mas estende-o a todas as crianças dos 7 aos 12 anos (anteriormente era obrigatório dos 7 aos 11 anos).

1956 - Reforma do ensino primário de 1956 (Leite Pinto)
• Aumento da escolaridade obrigatória para 4 anos (só para rapazes) (D.L. 40.964 de 31/12. As raparigas foram incluídas em 28 de Maio de 1960 (D. L. 42.994). Fonte: Carvalho, R. (1996). História do Ensino em Portugal (pp. 787-, 796). Lisboa: F. C. Gulbenkian.

1964 - Reforma do ensino primário de 9 de Julho de 1964 (Galvão Teles)
• Aumento da escolaridade obrigatória para 6 anos. Fonte: Carvalho, R. (1996). História do Ensino em Portugal (p. 801).

1973 - Reforma do ensino de 25 de Julho de 1973 (Veiga Simão)
• O ensino básico obrigatório compreende o ensino primário e o preparatório (quatro anos cada).

1986 - Aprovados os 9 anos de escolaridade obrigatória.

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    Re: Reformas e Reações... Ao longo do tempo    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Segunda feira, 3 de março de 2008
    Re: Reformas e Reações... Ao longo do tempo    Ver comentário
zept (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Reformas e Reações... Ao longo do tempo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 19:41 | Quarta feira, 5 de março de 2008
MINISTRA E SINDICATOS TÊM E NÂO TÊM RAZÃO
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 17:17 | Segunda feira, 3 de março de 2008
Nesta disputa e guerra autista, entre a Sra. Ministra e os Professores quem está a perder são os pais e os alunos que querem estudar.

              Os pais e os alunos que querem aprender estão a perder com a incompetência e falta de vocação de bastantes professores; estão a perder coma dramática incapacidade e incompetência dos sucessivos ministérios em reverem adequadamente os conteúdos programáticos, em supervisar de forma adequada os professores, em construir adequadas escolas e apetrechá-las com a devida qualidade. Os pais e os alunos que querem estudar perdem, ainda, com a indisciplina nas escolas provocada por alunos que são indisciplinados, que não querem estudar, e estão a ser protegidos por um indecente estatuto do aluno.

          Todavia a Sra. Ministra tem razão, quando sente que é preciso mudar, reformar o sistema, mas tem de reunir a melhor competência para o efeito. Sem saber, competência, diálogo e autoridade não será possível fazer reformas em democracia.

            Os professores terão razão em protestar contra o sistema de avaliação, porque se for tão subjectivo, como a quase totalidade dos sistemas de avaliação do sistema público (Forças Armadas de Segurança, funcionários públicos) são uma aberração técnica, uma injustiça e um convite à total desmotivação, porque arbitrariamente as chefias podem beneficiar quem quiserem, e prejudicarem também quem entenderem.

                Neste torneio medieval falta principalmente ao governo competência técnica, e saber para operar as reformas necessárias, facto este que fortalece todas as atitudes imobilistas.

                A não avaliação dos professores prejudica os bons professores, e dão um vergonhoso prémio aos negligentes. A má avaliação pode prejudicar ainda mais os professores competentes e despudoradamente beneficiar alguns ou muitos incompetentes.

                Concluindo em primeiro lugar o Ministério tem de ganhar competência, mesmo quanto aos métodos científicos e substantivos da avaliação, depois ganhar capacidade de diálogo e autoridade para realizar as reformas imperativas.

          Até lá, com todo o prejuízo para a democracia, continuaremos a assistir a estes lamentáveis e insustentáveis torneios medievais, em tempo de democracia.

                NÃO É MAIS POSSÍVEL MANTER ESTE NÍVEL DE CONFLITUOSIDADE.
andrade da silva
 
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    Re: MINISTRA E SINDICATOS TÊM E NÂO TÊM RAZÃO    Ver comentário
EFT (seguir utilizador), 1 ponto , 22:38 | Terça feira, 4 de março de 2008
    Re: HÁ UM DÉFICE DE VALORES EM PORTUGAL    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 3:12 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: HÁ UM DÉFICE DE VALORES EM PORTUGAL    Ver comentário
EFT (seguir utilizador), 1 ponto , 20:08 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: NO ENSINO ESTÁ MUITO POR FAZER    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 3:24 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: NO ENSINO ESTÁ MUITO POR FAZER    Ver comentário
EFT (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HÁ TANTA GENTE CAPAZ EM PORTUGAL    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 23:56 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HÁ TANTA GENTE CAPAZ EM PORTUGAL    Ver comentário
EFT (seguir utilizador), 1 ponto , 12:54 | Sábado, 8 de março de 2008
    Re: QUE FAZER PARA MELHORAR A DEMOCRACIA?    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 0:46 | Domingo, 9 de março de 2008
Parar e morrer!
Leitor c/opiniao (seguir utilizador), 1 ponto , 11:58 | Segunda feira, 3 de março de 2008
Ignorem o "barulho",continuem com as reformas,vai demorar,mas de certeza no futuro teremos melhor Educacao,e genta mais bem formada,nos sindicatos tambem!
 
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HM, a tactica em mudança. eheheh ohohohoh
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Segunda feira, 3 de março de 2008
Até aqui eram os sindicatos os grandes culpados.

Agora já são os sindicatos e a ministra.

E amanhã o que será?

Depois de tanta serenidade e reflexão, diga HM, qual vai ser a táctica do governo
que vai difundir, para convencer os professores, de que esta reforma é exequível?. Na situação em que se encontram as escolas.

Hoje os agentes da comunicação oficial sabem como agir.
 
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Sócrates - o ponto de vista do contínuo
Joao Ratao (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Segunda feira, 3 de março de 2008
história da política educativa de Sócrates:

1) separa os ensinos: universitário e secundário

2) escolhe uma ministra professora primária a dar aulas na universidade

3) promove 30 mil professores a "titulares" pela internet e despromove 100 mil professores a "não titulares"

4) transforma o exército de 30 mil professores "titulares" em avaliadores-inspectores

5) faz terror aos 100 mil professores "não titulares" no período de exames com o exército de professores "titulares" criado na internet

6) desaparece a figura da inspecção do ensino

7) Com algum "socialismo científico ou Fidelismo patético" pretende implementar a política dos maqueiros na educação depois do falhanço na saúde. (Não sei se ainda vai chegar à conclusão que todos os funerais devem ser feitos nos cemitérios centrais nas capitais de distrito, como diz a cartilha de Fidel.)

8) Mostrou-se sempre impiedoso com todos os agentes do ensino secundário menos com um personagem: um contínuo que ameaçou alunos e professores com um machado. O contínuo estava a trabalhar novamente ao fim de 3 meses de ausência carinhosa.

9) Ou seja: Sócrates precisa urgentemente de tomar a medicação de um esquizofrénico para não acabar de vez com a educação secundária deste país. Sócrates é psicologicamente um contínuo no que respeita à educação.
 
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Opinar sem saber do que falam
opiniao_amarante (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Terça feira, 4 de março de 2008
Boa Noite,
É impressionante a quantidade de pessoas que dá opiniões sem saber do que fala. Não fazem a mínima ideia do que é actualmente o sistema de ensino.
Não sou professor do ensino secundário, mas grande parte dos meus colegas de curso são, pelo que conheço bastante bem esta a área de ensino, e posso garantir que comparando os professores com profissionais de outras áreas: Médicos, Enfermeiros, área da Justiça, etc. Os professores são de longe muito melhor profissionais, e bastante menos bem pagos.
Quanto a serem avaliados, pelo que conheço, todos os professores estão de acordo, mas não desta forma injusta que a ministra da educação quer impor.

Cumprimentos.
 
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    Re: Opinar sem saber do que falam    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:44 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Aplauso parcial
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:17 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Mais uma vez tenho o prazer de aplaudir (quase toda) a crónica de Henrique Monteiro. Contudo, parece evidente que quem de facto berra e gesticula são os professores e os angelicais sindicatos (estes últimos a verem que finalmente há alguém que não lhes faz o frete). A ministra, embora professando uma inflexibilidade que atinge a obstinação imprudente que não se compreende nem se aceita num governante politicamente maduro e experiente, tem mantido um sangue frio e uma atitude de serenidade e firmeza notáveis que não é habitual ver-se.
Parece-me que se atingiu um ponto culminante em que a ministra poderia, na minha opinião, hábil e inteligentemente "desmanchar" toda a gritaria emocional da classe com uma proposta de análise e de mediação sobre o esquema proposto de avaliação dos professores (até porque o que é propalado parece não corresponder de facto ao que se pretende regulamentar). De facto, estes (os professores e seus sindicatos), ainda não foram capazes de apresentar contrapropostas credíveis -o que lhes retira autoridade- como também todo o seu protesto é corporizado em "fogo de artifício" muito pouco racional e sistematizado.
Nuno Costa
user 178221
 
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a alma de uma sociedade
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Quinta feira, 6 de março de 2008
Querer evidenciar a guerra entre professores e ministra da educação pouco contribui - a não ser pelo protagonismo populista da redacção- para o debate sobre a temática.
Preservar as orientações do conteúdo temático no âmbito do "eduquês" dominante será demitir-se da responsabilidade de, num espaço público, contribuir para alargar perspectivas sobre a educação do país, e não exclusivamente no âmbito do recreio escolar.
Perpetuar este discurso apenas promoverá a continuidade do sistema. Recusar (ou ocultar) a evidência de um conjunto de variáveis que influenciam a educação numa sociedade suscitará, de ânimo leve, reformas institucionais com poucas repercussões ao nível da cidadania.

"A educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra" Gilbert Chesterton

Poderá... e deverá... contribuir para a melhoria da educação
 
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Avaliação de Professores
userEX128165 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:03 | Sexta feira, 7 de março de 2008
Ó Senhor Henrique, estou desconfiadinho que o Senhor não percebe nada de coisas de Escola; é que pouco percebo eu, que fui professor durante 37 anos a tempo inteiro.
Olhe que pôr em confronto os resultados dos alunos mais o trabalho dos Professores duma Escola da Musgueira com os da Escola ali do Restelo, não abona muito a seu favor.
O trabalho mais rico numa Escola é o da partilha de esperiências entre Professores. Com este modelo de avaliação consegue-se certamente transformar as Escolas numa ESPÉCIE de Centro Comercial em que cada um, lá no seu continho, faz o seu negócio, às escondidas da concorrência.
Só por aqui se vê como esta avaliação será perneciosa para o progresso das "ensinagens"!..
Pense só neste pormenor Senhor Henrique!...
 
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Caro H.M.
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:56 | Sexta feira, 7 de março de 2008
Já agora.... posso saber a razão para a omissão do Expresso de mais uma investida da PSP?
Está claro que, mais uma vez, o governo é totalmente alheio à actuação da PSP. Não foi o governo que a mandou ao sindicato da Covilhã, nem a mandou identificar os professores que estavam na manifestação, nem a mandou, pela segunda vez, ir à escola saber quantos professores irão a Lisboa......
Este governo nem está próximo de Marcelo Caetano, nem nada!
Contrariamente ao que se costuma ouvir, esta actuação é muito mais DGS do que PIDE!!!!
Diz que não, mas vai fazendo!
 
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    Re: Caro H.M.    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re:PIDE/GGS    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: Re:PIDE/GGS    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: Re:PIDE/GGS    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Sexta feira, 7 de março de 2008
A ministra, os sindicatos e a Educação
Avelino Barroso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Domingo, 9 de março de 2008
À hora a que escrevo, convergem para Lisboa centenas de autocarros repletos de professores para se manifestarem contra o modo como a Ministra da Educação pretende avaliar os professores. Ainda há dias um Professor Catedrático nas áreas de filologia e filosofia, me dizia que os professores estão a ser manipulados pelo sindicato. Mais disse que ele foi sempre avaliado na Universidade Católica e Universidade do Minho e também no Seminário, pois é um exemplar sacerdote. Aliás, docente de grande prestígio nacional e fora do País, desde universidades dos Estados Unidos até universidades do Japão, por onde passa férias a dar conferências e a assistir a Congressos.

Também reconheço que mal dos alunos se os professores não fossem avaliados. Mais: O governo, seja qual for a identidade ideológica, não deve governar ao sabor das sondagens ou manifestações. As manifestações são um direito de raiz constitucional dos cidadãos. Mas um simples alerta, uma chamada de atenção. O governo terá de reflectir e ver se no cômputo geral da reforma, se os professores não estarão a serem vítimas de um erro ou mesmo vítimas de um atropelo de direitos que nada têm a ver até com a reforma.

A reforma da Administração Pública, desde 1976, vem sendo uma promessa eleitoral. E tem de prosseguir. E o ritmo imposto de início com José Sócrates vem desacelerando desde há muito. Mas tem de ser feita com muita atenção, ouvindo os seus destinatários e emendando a mão sempre que as suas propostas são justas e até nada tem a ver com a reforma que se impõe.

                                                                Avelino Barroso
                avelino.barroso@sapo.pt

 
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A ministra, os sindicatos e a Educação
Henrique Trindade (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Domingo, 9 de março de 2008

    Posso concordar com tudo o que o amigo Henrique Monteiro disse.
    Mas não posso deixar passar o facto de, no que respeita aos professores e ao Ministério da Educação - Garrett, que foi ministro, chamava-lhe Ministério da Instrução Pública - haja uma falha que não vi abordada e que pode estar na base de boa parte do problema:
    - A falta de uma selecção vocacional seriamente levada a cabo ANTES de admitir seja quem for ao exercício da profissão - e mesmo da formação profissional - de professor.
    Na verdade, a presença de imensa gente que vê a profissão de professor como se de um simples emprego se tratasse, deixando de lado o importante factor de se tratar da profissão de maior responsabilidade em qualquer sociedade, é factor que, à partida, tudo condiciona.
    Se alguém encara a profissão de professor como se de um cargo de secretaria se tratasse deveria ser detectado e erradicado do sistema de ensino de imediato. Tanto - e seria o melhor para todos, incluindo o próprio indivíduo à partida, antes da passagem pelo curso de formação, como - para evitar males maiores aos verdadeiros objectos do problema, os alunos - em qualquer momento das suas carreiras.
      - É uma forma dura de colocar o problema?
      - É! Mas é também a única de acabar com a velha história de que "vai ensinar quem nada sabe fazer" que tem sido uma constante no ensino em Portugal.
___________________________
A quem ache mau português a constante repetição de "profissão de professor" recomendo a observação da etimologia comum dos termos e, em termos diacrónicos, o semelhante conteúdo semântico dos mesmos até bem pouco tempo atrás.
 
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