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A minha Jihad

 Em circunstâncias de conflito é urgente compreender os mais fracos, aqueles que perderam a esperança; ecoar-lhes as vozes.

faranazk@yahoo.com
10:06 Sábado, 31 de outubro de 2009

"As-Sallaam" quer dizer Paz. Tenho contudo, esta ambivalência de querer "lutar", "batalhar", fazer uma Jihad pela Paz : no mundo, entre os Homens, e conosco mesmos. Em circunstâncias complexas é preciso ouvir, escutar, para compreender. Em circunstâncias de conflito é urgente compreender os mais fracos, aqueles que perderam a esperança; ecoar-lhes as vozes. Se as minhas expressões sugerem a dureza ou amargura, é porque é necessária a assertividade e o tocar com o "dedo na ferida", para ver se também dói do outro lado. É sempre a Paz o que procuro dizer, fazer e desejar, através das histórias que conto, dos poemas que transcrevo, ou dos comentários à vida quotidiana.

Quero dar uma justificação aos meus leitores assíduos da colunas semanais do Público, porque sei que queriam saber a razão porque deixei de escrever para o jornal.

Deixei o jornal o Público por ter visto vários artigos meus "mexidos" pelo editor de opinião na altura e principalmente, por ter censurado o meu último artigo que adiante publicarei na íntegra neste blogue. A frase que mais me incomodou que tivesse sido retirada foi: "Houve um genocídio em Gaza". Alguém pode compreender isto numa democracia livre?! A conjuntura do momento no Publico não ajudou a que o meu bom amigo José Manuel Fernandes me pudesse dar o apoio que gostaria de ter tido. Contudo, é nele que reconheço o passo pioneiro da busca do pluralismo na imprensa escrita portuguesa de alto calibre. Ao JMF o meu caloroso abraço pela confiança e amizade.

Saúdo e agradeço ao Expresso, nomeadamente ao Henrique Monteiro, ao João Garcia, e à Luisa Meireles, a generosidade e o sentido de oportunidade de tornar o Expresso ainda mais rico de conteúdos, e mais plural, tornando maior o que já é grande. Agora, escrevo a partir daqui e já estou a gostar da experência. Agradeço à equipa muito amável e calorosa do editorial dos blogues pela confiança e apoio. Bem Hajam!

PS: Tenho estado atenta aos comentários que tenho recebido e gostaria de saudar e agradecer todos os que vão consultando o meu blogue. Farei todos os possíveis, apesar da diversidade e variedade de questões abordadas, por responder às questões colocadas, à medida que for escrevendo as minhas crónicas e artigos. 

Clique para ver a versão portuguesa (portuguese version)

*A Salaam means peace

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Pluralidade no Expresso
odisseia na terra (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 15:46 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
é uma coisa dizer mentiras é outra.

NÃO HOUVE NENHUM GENOCIDIO EM GAZA. ISSO É UMA GROSSEIRA INVENÇÃO PROPAGADA PELOS ANTROS ANTI ISRAEL QUE GRASSAM POR ESSA EUROPA FORA.

Esta Sra. com ar ocidental e de lábios pintados devia ir lá para Gaza dar uma de ocidental e evoluída... os amiguinhos do Hamas tratavam-lhe rapidamente das modernices e da saúde.

Vejam-se, por exemplo, os discursos do muitíssimo popular sheik Abdel Latif Moussa e dos seus acólitos muito civilizados os guerreiros de deus... estes conjuntamente com outras facções do Hamas dedicam-se a disparar kassams para Israel não distinguindo alvos militares de civis... é esta gentuça que foi e é combatia por Israel.

Genocídio, diz esta senhora QUE SE DEDICA A INTOXICAR AS PESSOAS COM FABULAS SOBRE OS MAXIMOS REPRESENTANTES NA TERRA DA INTOLERANCIA E DO FANATISMO
 
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A Jihad dos outros…
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 21:48 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
Quando li o título, ainda pensei que fosse ler qualquer coisa de original… .

Afinal, a pastilha de sempre…cola em todo lado.

Porque será que esta senhora, em vez de falar do “genocídio em Gaza”, completamente gasto pelos média, não nos fala na recente guerra no Iémen??? Será que esta senhora sabe qual é o número de vítimas? Conhece os pormenores das atrocidades aqui praticados? Aqui não há mais fracos???

Já viu fotos das vítimas desta guerra? Quantas delas são crianças e mulheres? Será que estes não têm direito a quem os defenda? São muçulmanos de segunda?

  Será que só pelo facto de não estarem judeus envolvidos, já não tem interesse???

Compreendo… “No Jews, No News”
 
E sobre as vítimas do conflito Hamas-Fatah??? Sabe quantos já morreram???Pois… nem interessa saber…

Acredito, que meia dúzia de trogloditas Israelitas, do IDF, não sejam flores que se cheirem (sei do que falo) …mas uma certeza tenho, nenhum deles foi treinado para matar crianças e mulheres, nem terá orgulho de ter sido bruto e ter vitimado uma criança ou um inocente…coisa que já não se poderá dizer do Exercito de Paz, Hamas( significado em árabe: entusiasmo, fogo, fanatismo)

Continua…
 
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    Re: A Jihad dos outros…    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: A Jihad dos outros…    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: A Jihad dos outros…    Ver comentário
STORM SS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:39 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: A Jihad dos outros…    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 15:13 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: A Jihad dos outros…    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 21:11 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Outra vez???    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Quarta feira, 4 de novembro de 2009
Solicitude do Deserto Verde da Floresta
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Sábado, 31 de outubro de 2009
"As-Sallaam" desse Deserto Verde da Floresta Amazônica, que sob o episódio da linguagem me ligou por alguns instantes à sensação de verdade! Enfim, prezada blogueira Faranaz Keshavjee me encantei com sua justificativa e digo-lhe que agora serei sua eterna leitora!

Para mim é muito difícil compreender um genocídio, quanto mais entendê-lo numa democracia livre, aqui no isolamento da floresta amazônica a violência é cruel também, mas não vivemos numa democracia livre! Portanto aprendemos a conviver com a violência...
 
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Boa venturança para a sua grande Jihad
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 15:16 | Sábado, 31 de outubro de 2009
Cara faranazk, permita-me que lhe deseje as melhores boas vindas que possa ter aqui no Expresso. É algo que hesito em dá-las eu próprio porque eu próprio sou novo aqui, e quem sabe senão cheguei depois? A sua presença é uma provocação mas uma provocação boa porque para muitos, vai-(n)os obrigar a olhar o "outro", com outros olhos, e é só através desses olhos que podemos conseguir a paz. A guerra vive muito de demonização de um inimigo que não se vê e com quem não se vive.

Não penso que vá encontrar sempre comentários simpáticos, mas penso que já saberá isso. Muitos até serão de pessoas boas, procurando encontrar a falha no que é diferente, e que levarão tempo a mudar. Pela minha parte, se eu próprio não cair nos meus equívocos, prometo apoiá-la com o que de construtivo puder contribuir.

Boa venturança para a sua grande Jihad (porque só se costuma falar da pequena jihad, e dessa estou cansado).
 
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Jihad, direito de expressão e paz
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Sábado, 31 de outubro de 2009
Conceitos como jihad, asserção e dedo na ferida, podem ser compatíveis com a liberdade de expressão e com a busca da paz pela derrota ou pela conversão dos outros, mas a humanidade anda a tentar conseguir a paz por essa via desde a sua origem e os resultados são por demais conhecidos. Com efeito, se tentarmos impôr a nossa verdade mesmo que seja só por palavras esbarramos sempre com a verdade dos outros por vezes tão ou mais determinada que a nossa. Num mundo globalizado onde já não faz sentido haver blocos estanques baseados em idiomas, religiões, raças ou culturas, só se pode conseguir a paz na base do respeito pelas diferenças. Para conseguir a paz nestas condições temos que nos abster de jihads, asserções e dedo na ferida. Temos que desvalorizar o que nos divide e valorizar tudo o que nos possa unir. Temos que saber resistir às provocações e não fazer o jogo dos que não estão interessados ou não sabem conseguir a paz. Se buscamos efectivamente a paz temos que ser tolerantes ao ponto de prescindir de direitos como o de expressão, ou de deveres como o de pregar uma religião.
 
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    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 23:42 | Sábado, 31 de outubro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 0:39 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 23:35 | Domingo, 1 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 10:47 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
STORM SS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:34 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
    Re: Jihad, direito de expressão e paz    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Sábado, 7 de novembro de 2009
Bem-vinda ao debate desta comunidade plural!
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:23 | Domingo, 1 de novembro de 2009
É um prazer debater com uma muçulmana assumida!
Para começar acho que o facto de ter colocado o eléctrico no seu blog é um bom auspício de que vai correr tudo bem.
Quanto ao genocídio também não concordo, mas fica para outra ocasião.
Cumps
 
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Duas formas de conseguir a paz
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 0:22 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
Se decidimos por matar ou morrer, que fazemos?
1- Armamo-nos até aos dentes
2- Fazemo-nos de bonzinhos e acusamos os outros de serem maus
3- Provocamos a outra parte para que seja ela a tomar iniciativa
No final, a paz consegue-se por aniquilação de uma das partes.

Se decidirmos negociar, que fazemos?
1- Armamo-nos até aos dentes ou pelo menos fazemos acreditar que o estamos
2- Respeitamos a outra parte e fazemos tudo para não a irritar.
3- Abrimos a negociação com toda a ameaça do nosso poderio.
No final, a paz consegue-se na convivência respeituosa de ambas as partes.
 
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A Jihad dos outros…
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 21:55 | Segunda feira, 2 de novembro de 2009
Os abusos praticados pelos militares do IDF são puníveis, coisa que parece poucos saberem…ou, pelo menos, não estão interessados em saber. Modernices das democracias.

'Leaders of Human Rights Watch know that Hamas and Hezbollah chose to wage war from densely populated areas, deliberately transforming neighbourhoods into battlefields. They know that more and better arms are flowing into both Gaza and Lebanon and are poised to strike again. And they know that this militancy continues to deprive Palestinians of any chance for the peaceful and productive life they deserve. Yet Israel, the repeated victim of aggression, faces the brunt of Human Rights Watch’s criticism.'
Robert L. Bernstein human rights activist.

Àhhh, fala em censura não é? Penso que um país, onde um Nobel chama “Filho da puta a deus”…está a anos de luz dos Países Muçulmanos no que diz respeito à liberdade de expressão.

E que tal um dia destes falar nos resultados do “Arab Human Development Reports “http://www.arab-hdr.org/ ?!?!... isso sim, deveria ser a vossa Jihad, quando vencerem esta batalha…Conseguirão, finalmente, vencer os Israelitas( judeus, árabes, católicos...etc)...Mas, pelo andar da carruagem , em vez de evoluírem, está a acontecer precisamente o contrário... Ainda conseguem PIORAR!

Abigail Correia K.
Agnóstica mas não ateísta.
 
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STORM SS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:37 | Terça feira, 3 de novembro de 2009
MAOMÉ SE VIESSE CÁ,DE CERTEZA QUE NÃO IRIA GOSTAR?
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Sábado, 7 de novembro de 2009
ME parece,se voltasse cá o Maomé,talvez a penísula ibérica voltaria a ser atacada e tomada pelos mamometanos da vida;e iriam até perto de paris..sabiam.??? Só paravam em POITIERS..SABIAM.??E aí os que consegiuram fugir com vida,ainda chegaram a pensar em voltar para os desertos de marrocos;mas como nessa época ainda os muçulmanos ainda dominavam e mantinham um bom exército na península ibérica;então lá rsolveram ficar;quase 1000 anos.. SABIAM.??? Então era bom que em PORTUGAL;também se estudasse melhor a cultura muçulmana...sabiam.::???POIS É.. MAS todo o poderio jesuítico;não deixa espaço;para que haja mais conhecimento dessas grande religiao;que é a do ISLÃO.pois hoje;já ultrapassa;MAIS DE 1 BILHÃO DE CRENTES;E PRATICANTES;EM TODO O MUNDO. SABIAM.??Então era bom;nós povos da enínsula ibérica;também fossem mais esclarecidos sobre esta culturae tudo que possa interesar aos povos peninsulares.. sabiam.???HOJE É SÓ.CUMPRIMENTOS. KANTIFLAS.
 
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