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A Madeira e o trabalho consular

Alexander Ellis, Embaixador Britânico
18:49 Sexta feira, 13 de novembro de 2009

Fui visitar a bonita ilha da Madeira, no passado fim-de-semana, para participar no acto de lembrança das vítimas da guerra. A origem deste acto vem dos anos que se seguiram à I Guerra Mundial, que foi sangrenta duma maneira que não era imaginável no seu começo. Nessa altura, para lembrar os mortos, realizou-se um acto de recordação no dia do Armistício, que tem sido observado todos os anos desde então; esta não é só uma tradição britânica; os franceses fazem a mesma coisa e participei, no dia 11, num acto parecido em Torres Vedras na presença do Senhor Presidente da República. O símbolo deste evento é a papoila, que uso até ao dia 11; a papoila, porque foi a única flor que cresceu nos campos de "morte" do norte de França e da Bélgica.

Mas estou longe de ser o único britânico a visitar a Madeira. Temos, além duma comunidade activa (e histórica) de mais de mil britânicos, à volta de 250.000 visitantes anuais só à Madeira, graças aos voos "low cost", mas também à forma como os meus compatriotas lá são acolhidos, na boa tradição das estadias de Winston Churchill no famoso Hotel Reid's . Isto sem falar dos milhares de turistas britânicos que chegam todos os dias nos barcos cruzeiro que fazem parte da paisagem do porto do Funchal.

Onde há britânicos, há consulados. De facto, os meus colegas do Consulado do Funchal (e em Lisboa, Portimão, Porto e Ponta Delgada) são uma peça essencial no nosso trabalho. Oferecem assistência a "distressed British nationals" que tenham, por exemplo, perdido um passaporte, sido hospitalizados ou, felizmente poucos são os casos, presos. Também oferecem serviços para a comunidade residente (que é agora de cerca de 80.000, a sua maioria no Algarve), por exemplo, registos de nascimento e óbitos, legalização de traduções, emissão de certificados consulares vários. Também fazemos cerimónias de cidadania para novos cidadãos britânicos e organizamos ainda processos para possibilitar a união - civil partnership - entre duas pessoas do mesmo sexo - sendo que um/a dele/as tem obrigatoriamente que ter nacionalidade britânica e, por razões legais, nenhuma pode ter nacionalidade portuguesa.

O trabalho consular é um trabalho exigente, muito variado, às vezes difícil, com situações humanas delicadas e complexas. É, também, um trabalho muito gratificante pelas mesmas razões que às vezes é difícil - envolve-nos, seres humanos, em todo nosso esplendor. Admiro os meus colegas que, no ano passado, tiveram que emitir 498 passaportes de emergência, lidar com 189 mortes e 93 hospitalizações, entre outros casos. E fazem isto com uma vontade e desempenhos notáveis - e ainda bem que é assim. Antigamente, o trabalho consular não era suficientemente apreciado no Ministério - mas agora todos nós, diplomatas, percebemos que os nossos Consulados são a primeira e, muitas vezes, a única parte do Foreign Office que os cidadãos Britânicos vêem. A nossa imagem junto do público depende muito dos meus colegas consulares.

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BIFES NO SEU MELHOR
frufru (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Sexta feira, 13 de novembro de 2009
O SR SABIA PORVENTURA QUE durante ou depois da guerra salazar foi pedir ao velho alido de 600 anos churcill o tal, algum dinheiro para fazer face aos problemas causados pela guerra ( obvio que a inglaterra estava completamente depauperada, mas >.). O amigo churchill disse-lhe sim senhor mas pediu ah ma maneira americana para salazar dar a ilha como penhor. COMO EH OBVIO RECUSA PRONTA. Os ingleses sao bem vindos e camaradas mas teem alguns defeitos que devem ser combatidos ah nascenca senao aparecem problemas, UM DOS GRANDES DEFEITOS EH ARMAREM-SE EM AMIGOS DE TODOS E POR TRAS POREM UNS CONTRA OS OUTROS PARA PODEREM IMPOR AS SUAS IDEIAS. EH PRECISO CUIDADO!!!
 
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    Re: BIFES NO SEU MELHOR    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:38 | Sexta feira, 13 de novembro de 2009
oh. e o mapa cor de rosa
stiffo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Sábado, 14 de novembro de 2009
que acabou por destruir a monarquia e por consequencia instaurar a republica. neste ponto nao se perdeu nada porque a diferenca em termos praticos e nenhuma. mas a simpatia dos nossos velhos aliados... e so para quando lhes convem. mesmo a 'ajuda' do wellington aquando das invasoes francesas nao foi pela linda cor dos nossos olhos. os texteis pelo vinho do porto e outro exemplo.
 
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    Re: oh. e o mapa cor de rosa    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 3:55 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
Blog - um espaço virtual. Bate-se à porta, por ex?
3S (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Sábado, 14 de novembro de 2009
Antes de mais obrigada por nos deixar visitar o seu Blog - é um espaço agradável que nos proporciona uma discussão saudável sobre temas propostos por si e que são interessantes. Evidentemente, como tudo na vida, os participantes são os responsáveis pelo resultado final. Mas há de facto a oportunidade dada por si para uma boa troca de ideias.
O turismo é uma importante indústria para Portugal e para a Região Autónoma da Madeira, como todos bem sabemos. Queremos portanto que quem nos visita saia agradado e se existiu a oportunidade de viver ‘momentos inesquecíveis’ tanto melhor. O «passa palavra» continua a ser talvez a melhor publicidade possível. Os resultados visíveis traduzem-se num aumento do número de visitantes. Veja-se, por exemplo, http://www.ine.pt/xportal... exto=ut&selTab=tab3
Achei engraçado o Armistício de Compiègne ter sido assinado numa carruagem de comboio. Fui tentar descobrir como é que tinha sido e vi esta fotografia http://images.encarta.msn...

Os meus cumprimentos.
ML
 
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