O Nuno tinha 30 anos, uma filha de 2 anos e vivia em Chelas. O Sam the Kid, com quem trabalhava, diz que se tivesse uma gravata ninguém teria disparado
e o seu irmão já o havia avisado que devia deixar de se vestir assim. Morreu hoje de madrugada porque não parou numa operação stop.
A jornalista do DN desconfia, "sem alegadamentes" (que é coisa para Dr.s e Eng.s), que poderia conduzir sob o efeito de álcool ou droga
. O Correio da Manhã, ainda vai mais longe. O jornalista sabe o que a polícia desconhece:
"A polícia não sabia, mas Nuno Rodrigues, 30 anos, estava referenciado por tráfico. E terá estado envolvido num recente tiroteio junto à discoteca Kremlin.
"
O Nuno já cá não está. Não é difícil de imaginar que não teria advogado para instaurar processos contra jornais ou para evitar a exposição pública da dor da sua família. Poucos opinadores se indignarão perante as evidentes quebras do segredo de justiça. A ERC não se pronunciará. A violência policial nos bairros continuará a existir e só será notícia quando houver danos colaterais. Dormamos descansados.
* Este título é uma declinação de outro título, de um post sobre o mesmo assunto, do Nuno Ramos de Almeida
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