09/02/2012 atualizado às 0:30
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A frieza da dúvida

Do que pudemos saber, as sentenças no caso Casa Pia baseiam-se na palavra das vítimas. Não foram conseguidas provas circunstanciais. A emoção manda escolher um lado. E é aí que precisamos da dúvida fria e racional.

Daniel Oliveira (www.arrastao.org)
9:00 Segunda feira, 6 de setembro de 2010

Por princípio duvido. Sempre. Não é cinismo, é apenas uma forma de me obrigar a pensar. A dúvida não pode paralisar. Tem de corresponder a um método que nos leve a algum lado. Mas precisamos sempre dela. E quando se trata de tirar a liberdade a alguém a colar-lhe para sempre a rótulo de pedófilo a dúvida é a única atitude aceitável.

Tudo no processo Casa Pia nos manda estar do lado certo. Trata-se de um crime que fere de forma profunda a sensibilidade de todos. Nem é preciso ser especialmente sensível ou sequer bem formado para sentir a revolta. E ainda por cima com crianças institucionalizadas. As mais desprotegidas. E sabendo-se que foram de facto repetidamente abusadas.

A trama não deixa espaço para meias-tintas. De um lado adultos, do outro crianças e adolescentes. De um lado ricos, do outro pobres. De um lado poderosos, do outro os mais desprotegidos dos desprotegidos. E isto num pais onde a impunidade se compra. Como duvidar?

Pelo contrário, é quando a emoção exige certezas que temos de nos impor a dúvida no nosso espírito.

Todas as investigações de abuso sexual são difíceis. Sobretudo quando acontecem, como a maior parte das vezes acontecem, em contexto familiar. É a palavra da criança, confusa, vulnerável, traumatizada e assustada, contra a do abusador, adulto, maduro, dominador e racional. E quando tudo aconteceu longe dos olhos de todos.

Não é bem o caso deste processo. São várias vítimas e vários abusadores. Gente que se tinha de contactar e de se deslocar. Neste tipo de crime, trata-se, apesar de tudo, de uma investigação mais fácil porque os abusadores estiveram mais expostos. Sobretudo os que são figuras publicas facilmente reconhecidas.

Infelizmente, sabemos quais foram as penas mas não temos ainda acesso à sentença (o que é absurdo, num caso com este grau de mediatização, depois de seis anos de julgamento e quando as últimas alegações foram ouvidas em Fevereiro de 2009) nem conhecemos a fundamentação para cada uma delas (coisa inaceitável num caso com este melindre público). Tudo só pode ser dito e escrito com uma reserva que não era suposto existir depois da condenação.

Sabemos que as provas contra os condenados, com a excepção de Carlos Silvino, se baseiam nos testemunhos das vítimas. Não há, pelo que percebi, provas circunstanciais.

Sempre com a reserva que a informação incompleta obriga, sabe-se que , com excepção de Manuel Abrantes e Carlos Silvino (um era motorista do outro) e de um telefonema do consultório de Ferreira Diniz para Rito, que terá tido outra origem, não há um registo de telefonema para Carlos Silvino, outro abusador ou vítimas de nenhum dos acusados. Isto apesar de milhões de registos de um período de dez anos investigados. Nada. Em dez anos, com tantos encontros e tanta gente nesta rede, nunca ninguém falou com ninguém. E sabemos que estes registos só foram incluidos no processo a pedido dos arguídos. O Ministério Público considerva uma não prova.

Apesar de serem seis abusadores e sete abusados (os outros 25 referem-se apenas a Silvino), nunca ninguém, a não ser os assistentes neste processo, viu os condenados próximo de nenhum dos doze lugares que tantas vezes terão visitado. A não ser a empregada de Ferreira Diniz que disse que terá visto Carlos Cruz sentado na sala de espera da sua clínica, coisa que não ficou muito clara em julgamento e que desconheço se estará sequer na fundamentação da sentença. Isto apesar de Carlos Cruz ser, à época, uma das figuras mais conhecidas deste País e de dificilmente escapar à atenção de qualquer pessoa. E não foi por não se procurar: foram ouvidas 900  testemunhas, cem só em Elvas. E nunca ninguém viu nada em nenhum dos doze locais.

Três dos doze locais chegaram a ser identificados com morada certa e deixaram de o ser quando se mostrou impossível que ali tivessem acontecido os crimes. Passaram então a ser identificados como um prédio nos números impares da Alameda Afonso Henriques, outro na Avenida da República perto da Feira Popular e uma moradia algures no Restelo, para lá de um outro que já era identificado como um lugar não determinado da Buraca. Como puderam, nestes casos, os arguidos defender-se quando nem é possível encontrar testemunhas?

A descrição da casa de Elvas feita pelas vítimas estava toda errada, sendo certo que não houve obras na casa até à prisão do acusado. Mais: uma das vítimas fora lá ainda antes, na companhia de uma jornalista da TVI. A jornalista depôs em tribunal e explicou que o queixoso estava à nora. E à casa de Elvas, descrita como centro de orgias, afinal só foi, segundo a sentença, Carlos Cruz.

Como se pôde ouvir na leitura da sentença, grande parte das datas é de uma enorme imprecisão. Há mesmo dois casos envolvendo Carlos Cruz em que se situa um crime algures num trimestre. Como é possível provar a inocência num espaço tão dilatado de tempo?

Sem provas circunstanciais, pequenas que sejam, restou a palavra das vítimas. Imprecisa, difusa e, neste processo, muitas vezes contraditória. Coisa natural, dado a distância temporal e o trauma, dirão e eu concordo. Mas como se podem defender os acusados quando a única coisa que sobra é essa imprecisão? Sem contar que algumas das vítimas acusaram pessoas de crimes que se vieram a provar sem fundamento.

Não conheço Carlos Cruz ou qualquer outro dos condenados. Não tenho por eles nem simpatia nem antipatia. Não tenho qualquer convicção em relação à sua culpa ou inocência. Sei que duvidar da palavra de vítimas de abuso sexual pode ser de uma enorme crueldade. Mas sei que noutros países já aconteceram processos destes que se vieram a provar infundados. Que sem nada que sustente a culpa a não ser a palavra das vítimas estaremos num terreno pantanoso.

Se acho que as vítimas mentiram? Nem sim, nem não. Não tenho como saber de uma forma rigorosa e racional. A emoção diz-me que não, mas a razão não me diz nada. Se acho que, não mentido, têm obrigação de se recordar com precisão de datas e de casas? Claro que não. Só têm obrigação de dizer a verdade com o rigor que lhes é possível.

Repito: não tenho qualquer convicção nesta matéria. Mas tenho muitas dúvidas, baseadas em factos e não em emoções (essas levar-me-iam para a condenação certa), sobre esta investigação e este julgamento, nos quais abundaram episódios caricatos. Por isso, não me junto ao coro de festejos populares. Porque ele resulta quase exclusivamente de julgamentos emocionais pouco informados (os poderosos tinham de ser culpados) e porque estas dúvidas não me deixam descansado. E se algum destes condenados for inocente? E se não tiveram, perante tanta imprecisão, forma de se defender? E se as vítimas não estivessem a dizer a verdade quando mais nada existe a não ser a sua palavra? Imaginam a monstruosidade?

Seria excelente estar do lado da certeza reconfortante: o poder mediático e económico não conseguiu calar a justiça e por uma vez as vítimas viram as suas vidas destruídas vingadas. Mas se não for assim? Se algum dos condenados não for abusador? A frieza sinistra da dúvida é lixada. Mas é a única coisa que nos salva da injustiça das verdades feitas. E os factos que conheço sobre esta investigação não me dão as certezas de que precisava.

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Daniel CARLOS Oliveira CRUZ!
Grunf (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 10:53 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Confesso que depois deste artigo é muito difícil para mim distinguir se este amontoado de palavras é do opinante avençado Daniel Oliveira ou do Carlos Cruz.
E Carlos Cruz disse que este país deixava-o preocupado, tal como diz o opinante Oliveira, pois foi vitima de um erro judiciário!!!
Erraram, segundo Daniel CARLOS Oliveira CRUZ três juízes no julgamento, errou o juiz de instrução, errou o procurador, erraram os polícias, errou o advogado de defesa que disse que saía do processo se tivesse a mínima dúvida sobre a veracidade do testemunho dos jovens ... enfim, mentiram todos aqueles que por profissão deviam procurar a verdade.
Preocupante!
Mas ainda mais preocupante é termos um opinante que ganha a vida a divulgar os recados que o sistema manda divulgar.
Daniel CARLOS Oliveira CRUZ começou hoje a preparar-nos para a absolvição dos agora condenados no tribunal da relação ... tribunal esse, recorde-se, que impediu que Paulo Pedroso fosse julgado.

 
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    Re: O Daniel Oliveira devia ter VERGONHA    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:09 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    quem devia ter VERGONHA não é o DO    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re:bem te podes juntar ao daniel    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 18:59 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Re:bem te podes juntar ao daniel    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Re:bem te podes juntar ao daniel    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
    a ti é que não " me juntava " de certeza ...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 9:55 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
    Re: A CRUEZA DAS PALAVRAS    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:59 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: Daniel CARLOS Oliveira CRUZ!    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Daniel CARLOS Oliveira CRUZ!    Ver comentário
Ludhriq (seguir utilizador), 1 ponto , 21:52 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
Dúvidas mais que razoáveis
estrabico (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:59 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
O que escreve Daniel Oliveira (com quem estou de acordo poucas vezes) está em linha com o que pensei depois de divulgadas sentença e outros pormenores do processo. E nem sequer foi por causa dos réus, Fou só por mim. Ocorreu-me que um dia - sabe-se lá as voltas que a vida dá - também posso ir parar ao "mocho". Não gostaria que a análise dos factos e a sentença tivessem a mesma consistência daquela que tem sido trazido a público relacionada com o caso Casa Pia. Depois de tantos meses a apreciar provas, não dava para uma sentença a transparecer menos dúvidas razoáveis?i
 
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A friéza da dúvida
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 12:24 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Nunca tenho duvidas e raramente me engano, mas pelo andar da carruagem não tarda que os Juizes do Processo sejam considerados por alguns como tendo saído do Julio de Matos e os abusadores sejam as vítimas se não até os heróis, os abusados passem a ser os criminosos e mentirosos. Uma vez mais o julgamento vai continuar na Praça Pública e para tal já estão acesas as fogueiras, só não se sabe ainda quem vai ser queimado. É claro que todos somos culpados deste estado das coisas, mas uns são-no mais que outros como é óbvio. Por este andar será a Justiça a saír muito mal na fotografia e o descrédito começa a ser total. Seja no Freeport, na Casa Pia ou noutro qualquer Processo mediático o veredicto é ignorado e é a Praça Pública a fazer a condenação ou a absolvição. É claro que a Justiça tem-se posto a jeito, pois seis anos para proferir uma Sentença, não é Justiça de coisa nenhuma, da mesma maneira que nenhum cidadão comum compreende que não houve tempo para perguntar ou investigar depois deste tempo todo. À Justiça compete tomar a iniciativa de acabar com este estado de coisas. Os juizes têm um martelo e será altura de baterem com ele e dizerem basta. Ou os politicos resolvem o problema e modificam as Leis, ou os Tribunais fecham e poupa-se assim muito dinheiro e resolve-se o problema do défice. É óbvio que não faz grande diferença se um Processo demora seis anos porque não sete ou oito.
 
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    Re: A friéza da dúvida    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: A friéza da dúvida    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: A friéza da dúvida    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:34 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Provas são provas ??? depende das provas ...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 10:08 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
    Famosos? Quais famosos?    Ver comentário
maispapistaqueopapa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Famosos? Quais famosos?    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:22 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Famosos? Quais famosos?    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: A friéza da dúvida    Ver comentário
amarelolindo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Sentença lapidar nos crimes de horror da Casa Pia
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:56 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
O Tribunal não teve dúvidas nem sentenciou por sentimento ou emoção.
Não foi uma decisão em cima do joelho e muito menos circunstancial.
E isso é que incomodou muita gente: uns que lá estiveram e outros que ,opinando, vão granjeando favores.
Vem aí os recursos de secretaria- mas não vão nunca apagar esta condenação lapidar dos crimes de horror praticados com as vitimas da Casa Pia.
 
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    Re: Sentença lapidar nos crimes de horror da Casa    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Paulo Pedroso e o PS    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:59 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Paulo Pedroso e o PS    Ver comentário
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:41 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Paulo Pedroso e o PS    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Sentença lapidar nos crimes de horror da Casa    Ver comentário
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:24 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
do outro lado
keep moving (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:37 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
do outro lado da península tentei a todo o custo ver, ler e rever o processo CP. e onde me revejo é neste artigo e na indignação do sá fernandes sobre a leitura da sentença. triste justiça esta que fundamenta uma decisão em factos pouco esclarecedores e ainda com fundamentações elaboradas pela opinião pública ou de critérios pouco explícitos. espero um dia não ouvir o contraditório das vitimas e não ter que saber que os meus impostos irão pagar indemnizações aos agora culpados! e da responsabilidade ficar impune, como é habitual neste nosso PT.
 
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O Carlos Cruz não sabe nadar, eh...
Bernardette de Mello (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:59 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
A justiça falhou quando deixou de fora outras pessoas que foram identificadas pelos casapianos e não quando condenou estes sete arguidos. Acho degradante o que o Sr. Carlos Cruz está a fazer no site, a ridicularizar e humilhar ainda mais os jovens e a colocar em causa todo um processo de julgamento. Já chega, cale-se, já todos nós sabemos e conhecemos a sua história.
 
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    Re: O Carlos Cruz não sabe nadar, eh...    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:56 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: O Carlos Cruz não sabe nadar, eh...    Ver comentário
Bernardette de Mello (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
SOMOS TODOS UMAS BESTAS!
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:11 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Está-lhe nos genes.Efectivamente só somos perante a justiça e Deus.Você é intelectualmente muito vulgar e a vulgaridade q não é perigosa no seu caso é.A sua posição d principio é ser do contra e neste caso tal fica bem patente pois vc esquece-se q os miúdos, estes miúdos foram comidos por uns srs unicamente porque se tratavam d crianças pobres e desprotegidas.Através da sua tendenciosa prosa atreve-se a potencializar a duvida passando um atestado d emocionalidade irracional ou seja estupidez a todos os q participaram na investigação e julgamento destes actos pedófilos. Vc e uns quantos arautos da merda é q sabem.Os putos são todos uns aldrabões e o sistema, palavra q p a sua tribo serve p tudo e todos, é a mãe d todas as culpas em ter condenado alguém q vc sem saber explicar acha q são inocentes.É pena q não perceba o evidente.Todos os pedófilos são sempre inocentes mesmo de pos de condenados e, no caso d uns desses seus protegidos só lhe digo uma coisinha – O medico F. Diniz era conhecidíssimo no Restelo por actos d paneleirice.Mais lhe digo q tentou abafar o filho da governanta de uns íntimos amigos dos meus pais e q senão fosse ter sido abordado na rua por um deles tinha consumado o assedio.Isto aconteceu numa altura em que ainda nada se sabia da Casa Pia.Começava pelo carro, na altura um Lotus Elan, depois mostrava revistas d putas para depois os convidar a uma visita ao consultório...Não explore a duvida e tente ficar do lado das crianças, hoje homens, q foram violadas
 
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    Re: SOMOS TODOS UMAS BESTAS!    Ver comentário
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:48 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Pergunto
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:31 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Para umas coisas as chamadas telefónicas serviram de prova?
Porque se alterou as leis?
Porque quando toca a certas elites não há nada que chegue ou sirva de prova, senão alteram-se as leis?
Por que motivo não estiveram no banco dos réus as pessoas enumeradas pelo advogado do Bibi?
É credível esta justiça?
 
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Lucidez
To Mané (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:10 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
Concordo no essencial com a frieza da dúvida. Tenho acompanhado o processo Casa Pia, assisti ontem ao programa pros-contra e confesso continuam a pairar em mim as maiores dúvidas. Como outros, tb eu ñ tenho dúvidas q as vitimas, estas e outras, foram abusadas sexualmente. O q me deixa perplexo é a condenação dos arguidos, + concretamente CC, sem fundamentação dos fatos e sem consistência das provas. A ser verdade, parece q ta no processo, q as vitimas foram mentirosos compulsivos, atestado e confirmado pelos seus educadores e psicólogos, então temos os direito à dúvida. Considero, pois, este artigo uma análise mt lúcida
 
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Porque a justiça não se aplica aos politicos?
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:41 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Porquê as figuras politicas ( ex. Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues, Jaime Gama ) não foram julgadas? Três nomes ligados ao PS, haverá outros ligados a outros partidos, não interesse a cor partidaria. A justiça só se aplica ao povo? Cuidado, o povo pode fazer justiça pelas próprias mãos.
 
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Actores do Boston Legal parecem melhores juízes
SPONGEBOB (seguir utilizador), 1 ponto , 10:14 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Num país com tantos profissionais incompetentes será que a justiça é competente?
 
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Nunca ninguém quer ver estas coisas...
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:06 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Principalmente com gente deste calibre, medo é o que não falta.

Além de que o tal acórdão tem 1600 páginas, correcto? Ler aquilo tudo em tribunal, convenhamos...
 
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    Re: Nunca ninguém quer ver estas coisas...    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:20 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Nunca ninguém quer ver estas coisas...    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Nunca ninguém quer ver estas coisas...    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Nunca ninguém quer ver estas coisas...    Ver comentário
constantino costa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:16 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Nunca ninguém quer ver estas coisas...    Ver comentário
oqnco (seguir utilizador), 1 ponto , 23:33 | Terça feira, 7 de setembro de 2010
Processocarloscruz
levi1234 (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 12:11 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Não sei nada sobre o processo.
Mas sei que o texto do Sr Daniel Oliveira se baseia quase totalmente no site do Sr. Carlos Cruz. Apesar de apelar à dúvida, não tem qualquer problema em não duvidar das palavras do Sr Carlos Cruz que foi condenado após um julgamento de 6 anos.
 
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    Re: Processocarloscruz    Ver comentário
Colaborador (seguir utilizador), 1 ponto , 13:34 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Processocarloscruz    Ver comentário
levi1234 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Processocarloscruz    Ver comentário
constantino costa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
    Re: Processocarloscruz    Ver comentário
levi1234 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
O JUSTICEIRO DE PLASTICINA
Floriano Mongo(Pres) (seguir utilizador), 1 ponto , 12:12 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
DO apresenta falhas e imprecisões do processo.

“Não há pelo que percebi provas circunstanciais”- descredibiliza ele o processo.

  Como é q sabe q não há provas circunstanciais? Teve acesso ao processo?
  DO é acometido de um súbito sentido de racionalidade e “fria isenção” em relação a um julgamento e a uma condenação.

O seu “método” consiste em duvidar, duvidar sempre, e disparar contra a justiça por q essa até tem as costas largas.

Fica-lhe bem essa “rectidão de carácter”.

É tão “isento” q chega a utilizar o mesmo “método” para os casos de “flagrante delito”. Se o “violador” for apanhado com as calças no chão e a vítima com evidentes sinais de violação, calma aí porque há controvérsias e a vítima pode estar a mentir.

O q importa é duvidar, duvidar sempre, não importa a irracionalidade dessa mesma dúvida.

Estranho é q esse seu “método” abra excepção – e o vejamos a declamar sempre cheio de certezas - quando se trata dos seus delinquentes de “estimação”.

Do palanque da sua superioridade moral, DO empolga-se em julgamentos sumários e apedrejamentos públicos a políticos de “direita” empresários, gestores, banqueiros, gente q DO sabe não haver a mínima hipótese de alguma vez militarem no seu clube político.

Nos crimes sexuais não há clubes políticos, nem famílias, nem classes sociais, nem ideologias. O criminoso pode ser um respeitável avozinho ou o nosso companheiro de partido.

Pelo seguro, o melhor é duvidar, duvidar sempre.
 
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    Re: O JUSTICEIRO DE PLASTICINA    Ver comentário
maispapistaqueopapa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Todos têm dúvidas, até os que não as têm...
amarelolindo (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 12:16 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Percebo as dúvidas de Daniel Oliveira, resta-me saber se duvida da eficácia judicial sempre que um anónimo cidadão é acusado ou absolvido de um crime semelhante. O caso Casa Pia foi alvo de uma investigação detalhada, o mais minuciosa possível, coisa que nem sempre acontece em situações deste género. Porventura os acusados deste processo terão regalias enquanto estiverem presos que, os tais cidadãos anónimos não têm, desde celas individuais, até alguma protecção policial para que nada lhes aconteça. Quantos culpados andam à solta? Quantas vítimas de ajustes de contas estarão atrás das grades? Eu não sei responder, mas se duvidamos da Justiça em Portugal e da investigação das entidades competentes, então duvidemos no seu todo, não apenas quando são condenadas personalidades mediáticas.
Recordo-me que, uma mãe de uma criança desaparecida disse à um certo tempo que para encontrar o seu filho ou filha, não me lembro ao certo, não existiu investigação que se assemelhasse à da Maddie.
Infelizmente, a verdade não é como o azeite que vem sempre à tona, como o ditado popular nos pode levar a crer.
Podemos confiar na justiça, assim creio, mas infabilidade, supostamente estará só ao alcance de Deus supostamente, pois nem a existência de justiça Divina está comprovada.
 
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    Re: Todos têm dúvidas, até os que não as têm...    Ver comentário
Bernardette de Mello (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
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