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A face visível

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
8:00 Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
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O Relatório de Outono da Comissão Europeia sobre a conjuntura económica portuguesa contém três boas notícias já para o ano de 2010. A primeira é que o crescimento do PIB será retomado, devendo atingir os 0,3%, depois de ter sido negativo em 2,9% neste ano (acima da média da UE, que foi de 4% negativos, mas a crescer menos de metade do que vai crescer o PIB na UE); a segunda, é que o desemprego não aumentará, mas também não diminuirá, mantendo-se nos actuais 9%; a terceira é a retoma em terreno positivo das exportações, depois de uma queda para menos 14% em 2009. E fim das boas notícias.

Agora, a factura. O défice público, segundo Bruxelas, vai acabar o ano em 8% do PIB - bem acima dos 5,9% anunciados pelo Governo, e, pior ainda, vai manter-se assim em 2010 e aumentar para 8,9% (uma barbaridade!) em 2011. Em consequência, a dívida do Estado português, que representava já 66% do PIB em 2008 e que passou este ano para 77,4%, passará em 2010 para 84,6%, e em 2011 para uns inacreditáveis 91%. E basta de números, fiquemos apenas com esta realidade: dentro de dois anos, seria necessário alocar praticamente toda a riqueza produzida no país durante um ano inteiro para saldar a dívida pública - pondo fim ao pagamento de juros que aos poucos vai sugando o país, transmitindo à geração seguinte um Estado endividado até ao pescoço. Teixeira dos Santos justifica o descontrolo do défice (derrapagem é adjectivo que já não chega para caracterizar a situação) com a crise económica: o que aconteceu, diz ele, não foi o aumento da despesa do Estado, mas sim a diminuição da receita fiscal. Com certeza que tem razão, mas a despesa do Estado subiu também - em parte motivada pelo acréscimo de prestações sociais, como o subsídio de desemprego e o rendimento mínimo - e atingiu o patamar psicológico dos 50% do PIB. Metade de toda a riqueza produzida no país inteiro pelas empresas e pelos trabalhadores é gasta pelo Estado.

Portanto, estes são os dados: temos um Estado que consome metade do que produzimos, cuja riqueza malbaratada impede os cidadãos de melhorarem a sua própria situação, e que, mesmo assim, todos os anos se endivida mais, porque a receita que tem e que tanto nos custa a pagar (aos que pagam...) não chega para os seus gastos, sempre crescentes. Por isso, endivida-se, ano após ano, e o serviço da dívida, os juros que paga, são já parte significativa da sua própria despesa. É como uma família em que um dos cônjuges trabalha e traz riqueza para casa e o outro vive a gastá-la e a acumular dívidas, que um dia passarão aos filhos, se antes a própria família não decretar insolvência. Não me interessa muito saber se a solução há-de ser socialista ou neoliberal, trata-se de uma questão de boa-fé. Não é justo nem sustentável indefinidamente que metade dos portugueses continue a trabalhar, investir, inovar e produzir riqueza para que a outra metade trate de a gastar alegremente e ainda exija sempre mais.

É a esta luz que se torna obrigatório meditar nas tais 'grandes obras públicas' que o Governo nos propõe como grande medida de política keynesiana e com o entusiástico apoio da CIP e da Associação dos Construtores de Obras Públicas. Quando, como já aqui o escrevi, tropeço em coisas como o contrato celebrado entre o Porto de Lisboa (Estado) e a Liscont/Mota-Engil para o Terminal de Contentores de Alcântara, eu tenho a penosa certeza de que estou pessoalmente a ser roubado pelos advogados do Estado e a benefício do sr. Mota - decerto uma estimável pessoa que não tenho o prazer de conhecer, mas que também me dispenso de ajudar a enriquecer com o dinheiro do meu trabalho. E o mesmo quando vejo as acções da Mota/Engil subirem 13% em bolsa no dia seguinte às eleições legislativas terem confirmado novo Governo PS. Ou quando constato que, semanas depois, a Mota/Engil ganhou mais um concurso de construção e concessão de exploração de uma nova auto-estrada - a do Pinhal Interior (alguém me pode informar onde fica isso ou para que serve?). Ou quando leio que foi alterado o regime das concessões rodoviárias, seguindo o modelo do contrato para o Terminal de Contentores de Alcântara, onde todo o risco do negócio é assumido pelo Estado e os privados ficam só com lucros garantidos ou indemnizações compensatórias. Ou quando vou sabendo pelos acórdãos do Tribunal de Contas (que, por si só, deveriam cobrir de vergonha qualquer governo), que se tornou prática corrente dos concursos de empreitadas públicas licitar com um preço imbatível e, uma vez ganho o concurso, subir o preço muito além do da concorrência, invocando toda a ordem de pretextos.

Perguntem-me se eu confio neste Estado e neste Governo para lançar, em nome do 'interesse público', as empreitadas das grandes obras como o novo aeroporto de Lisboa, o TGV ou a nova ponte rodo-ferroviária sobre o Tejo, em Lisboa? Não, não confio. E não só porque se trata de obras inúteis e até prejudiciais a Lisboa, como a ponte ou o novo aeroporto, mas porque, na situação financeira em que nos encontramos, são quase obscenas. E, depois, porque não tenho a mais pequena fé de que os custos não disparem, que não haja negócios e adjudicações de favor, tráfico de influências, grandes oportunidades de enriquecimento para a meia dúzia de sociedades de advogados de Lisboa que vivem disto e, no final de tudo, que alguma das obras anunciadas se sustente a si própria e não venha a ser antes mais uma fonte de despesa pública a perder de vista.

Oiça, José Sócrates: o país que trabalha, que estuda, que inova, que arrisca e que dá trabalho a outros; o país que não foge ao fisco nem tem offshores e que paga impostos até por respirar; que não enriquece na bolsa nem vive a mendigar subsídios do Estado; que paga a escola dos filhos, as suas despesas de saúde e o seu plano de reforma, nada esperando da Segurança Social; o país que tem pudor em fazer negócios escuros com as autarquias ou as empresas públicas; o país que ainda não apanhou um avião para o exílio mas que também não deseja um lugar nos aviões das suas visitas de Estado a Angola, esse país está a ficar farto. Acredite que está. Não se manifesta nas ruas nem se organiza em 'Compromissos Portugal', que não são compromisso nem são Portugal. Mas existe e um dia destes explode. Nesse dia, o dr. Teixeira dos Santos vai-se espantar por descobrir que, mesmo já sem crise, a receita fiscal não há maneira de voltar a subir. Porque o animal raro conhecido por otário se terá extinto de vez.

Faz agora um ano que, 'para evitar o risco sistémico', o Governo nacionalizou os prejuízos do BPN. Um ano depois, a conta para os contribuintes já vai em 3,5 mil milhões de euros - três mil milhões e meio de euros! Vale a pena fazer as perguntas, em jeito de balanço: se o risco era sistémico, isso quer dizer que toda a banca funcionava no esquema de vigarice institucionalizada do BPN - foi isso que se quis esconder? Se o risco era sistémico, porque é que a banca privada não ajudou a banca pública a acorrer ao BPN? E, agora, tendo gasto mais dinheiro com o BPN do que gastou a pagar os subsídios de desemprego a meio milhão de desempregados, que lição, se é que alguma, extrai o governo dessa aventura? Que mensagem, se é que alguma, lhe ocorre dar aos pagadores de impostos?

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Novembro de 2009

 

46 comentários
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Face visível
ANO1933 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 10:03 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
A face oculta, passou a face visível!
Nada do que MST diz neste artigo de opinião era desconhecido da opinião pública, inclusivamente do próprio!
Porque razão M.S.Tavares, na altura das legislativas, não o disse? Porque manteve a face OCULTA em vez da REAL ?
Será que só agora acordou para a realidade ?
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    Re: Face visível    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
    Re: Face visível    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:36 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
    Re: Face visível    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:51 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
Vamos dar ao mesmo
cjours (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:42 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Vamos dar ao mesmo, sempre. O peso do Estado e a ausência de Justiça! O peso do Estado não se vai reduzir, em Portugal, tão depressa. Ainda vai levar décadas, DÉCADAS! 4 em cada 10 portugueses vive do dinheiro que o Estado lhes dá. 3 milhões de reformados e pensionistas, 700.000 funcionários públicos, mais os subsidio de desemprego, etc, etc, etc.
Nenhum país moderno aguenta isto. Como nenhum país moderno concebe que 50% das pensões e reformas sejam miseráveis e haja pessoas a receberem de reformas do Estado de meio milhão de euros anuais!
Se alguém me explicar como é que isto é possivel...
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    Re: Vamos dar ao mesmo    Ver comentário
coffe (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
    Re: Vamos dar ao mesmo    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 18:36 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
    Re: Vamos dar ao mesmo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 17:13 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
    Re: Vamos dar ao mesmo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 16:57 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
    Séc. XIX    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 11:15 | Quarta-feira, 11 de Nov de 2009
    Re: Séc. XIX    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:15 | Quarta-feira, 11 de Nov de 2009
    Re: Séc. XIX    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:33 | Quarta-feira, 11 de Nov de 2009
    Re: Séc. XIX    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Quarta-feira, 11 de Nov de 2009
    Re: Séc. XIX    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:12 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: Vamos dar ao mesmo    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:04 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!
NORTHWIND (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 18:33 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
E do conhecimento geral, certificado, assumido e inquestionavel que somos TOTALMENTE CONTROLADOS por POLTICOS, membros SECRETOS de SEITAS e ORGANIZACOES SINISTRAS. Toda a gente tem o direito a pertencer a organizacoes que bem entender (desde que dentro da lei) agora o que NAO PODE FAZER E ESCONDER AS SUAS ASSOCIACOES SE FOR POLITICO !!!!!!!! ISSO NAO !!!!! O resultado esta a vista de todos !!!!!
Este artigo, em termos gerais esta bem escrito e pos o dedo na ferida - o resultado de uma INCOMPETENCIA MONUMENTAL DOS NOSSOS DIRIGENTS, salvo raras e honrosas excepcoes !!!!!!! Pessoas, sem o minimo de qualificacao - moral, professional e intelectual - ocupam posicoes governativas que tem destruido sistematicamente a Nacao portuguesa. Isto tudo aliado a uma arrogancia brutal tinha de dar mau resultado. Pior ainda, e que estes FULANOS RECUSAM-SE TERMINANTEMENTE a reconhecer os erros e mudar o rumo das suas accoes. Urge IMPLEMENTAR rapidamente uma VERDADEIRA DEMOCRACIA em Portugal - eleicao directa de deputados, ninguem devia poder ser ministro sem ser ao mesmo tempo deputado etc. etc. Um governo nunca devia poder ter (por lei, salvo situacoes excepcionais) um defice acima dos 40% do PIB - o sector privado portugues esta sufocadissimo por causa da divida estatal !!!!
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    Re: LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!    Ver comentário
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:38 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
    Re: LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:09 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: LEGALISED AND INSTITUTIONALISED CRIME !!!!!!!!    Ver comentário
user177255 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:48 | Sábado, 14 de Nov de 2009
o que mudou para MST alterar a sua opinião?
B l u e S k y (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 19:42 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
São os mesmos personagens, agora num novo ciclo...
Será que só agora MST abriu os olhos?
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    Re: o que mudou para MST alterar a sua opinião?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
Pois é
np40af3 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:16 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Pois é, meu caro, mas foram V. e outros comentadores encartados que ajudaram a reeleger JS.
Não conhecia já estes números, mais coisa menos coisa? Então de que se queixa?
Não vê que a sua credibilidade está ao nível dos que acusa?
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    Re: Pois é    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:35 | Terça-feira, 10 de Nov de 2009
Face visível...e as obras públicas
Ramitas (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:22 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Derrapagens? Não. Quando as obras são ajustadas, já se sabe aquilo que é inflacionado, já se sabe quem lucra com a atribuição das mesmas...
Já agora uma sugestão...
Há alguém que queira analisar a despesa das obras realizadas na Assembleia da República? Alguém que fosse confirmar o que realmente foi fornecido (mas que confirmasse isso no terreno), comparando com aquilo que foi descrito nos orçamentos e respectivas facturas...
Talvez tivessem uma surpresa enorme...ou talvez não...
Porque actualmente nas obras públicas, surpresa, é as contas coincidirem com aquilo que realmente foi realizado.
Derrapagem para os bolsos de alguns...isso já é algo natural.
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O único e último otário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:27 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
No ponto a que chegámos já todos achamos que somos os mais desfavorecidos. Os capitalistas especuladores não aguentam mais, os pobres cada vez são mais pobres, os desempregados estão mais desesperados que ninguém, os empregados não aguentam mais impostos, os corruptos queixam-se que o coisa está a piorar e até o Miguel Sousa Tavares, que não será capitalista, nem corrupto, nem pobre, nem desempregado, nem nada, também já não aguenta mais.
O Miguel já andava há tempos a avisar de que não era parvo mas agora acaba de declarar que não quer mais ser otário. Pois eu sinto-me rico (ainda tenho saude e emprego) e admito ter que pagar mais imposto para aguentar uma sociedade insustentável. Serei o único e último otário após a debandada do Miguel?
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    Re: O único e último otário    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Um Polvo chamado Bloco Central
yourmag (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:56 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Ler o artigo de MST até dói. Porque infelizmente é tudo verdade. E trágico é que este estado de coisas se vem arrastando desde os governos de Cavaco Silva e dos primeiros fundos de Bruxelas, malbaratados a rodos, de forma criminosa. Depois do governo de Soares, e de Hernâni Lopes como ministro das Finanças que levaram a cabo um plano de saneamento imposto pelo FMI, e que custou sangue, suor e lágrimas aos portugueses, não se aprendeu nada. Talvez tenhamos que voltar a bater no fundo, para sairmos deste estado vegetativo, onde muitos sofrem verdadeiramente e muitos outros são quotidianamente espoliados pela evasão fiscal e pela corrupção.
Não consigo perceber porque o enriquecimento ilícito não é crime. Quer dizer roubar é crime, roubar em grande escala é promoção social.
Eu até sou das que acho que investimentos como o aeroporto e o tgv seriam benéficos para o país, já que o turismo é provavelmente o único grande sector estratégico do país, a desenvolver sustentavelmente em articulação com a natureza e a cultura. Mas com as derrapagens obscenas nos custos destas infraestruturas, e aceites como naturais, mais vale não fazer nada.
E sim, faço parte dos otários ( neste caso das otárias)deste país que pagam metade de tudo o que ganham ao estado. E o meu filho já estuda noutro país. Para não voltar. Talvez um dia me farte de vez, e vá também. Não há sol, mar, natureza,gastronomia e bela lisboa que resista a tanto desalento.
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Pois é, Miguel...
aquitoueu (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:55 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
A semana passada veio aqui defender que o "povo" devia ter dado a maioria absoluta ao ps e que só não a deu porque tinha receio das reformas e queria que tudo ficasse na mesma.

Passada apenas uma semana, parece que você começa finalmente a perceber. O receio do dito povo relativamente à maioria absoluta não é, nem nunca foi, com as reformas que é necessário fazer. O receio é com esta pouca vergonha das nomeações políticas para todos os cargos que impliquem o mínimo de poder de decisão, para assim terem as mamas todas controladas e poderem sugar à vontade. O problema é com as obras públicas megalómanas para as quais não há dinheiro, mas que o governo de forma prepotente insiste que têm que avançar, pois tem que satisfazer os clientelismos; e os nossos netos que paguem a factura dos desperdícios e de todos os fundos desviados pela corrupção.

Foi por isto, Miguel, que os otários deste país, como você bem descreve, não deram a maioria absoluta ao ps!
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    Re: Pois é, Miguel...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:16 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
Habemus Otarius
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:35 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
O facto de MST vir agora, neste artigo, dizer umas verdades não obstou a que como bem afirmaram outros comentadores:

1. Tivesse propagandeado cegamente o voto a favor do PS nas legislativas passadas.

2. Ainda no último artigo tivesse propagandeado a maioria absoluta para o PS.

MST deixa agora a propaganda e vira-se para a realidade, porquê? Era otário até há sete dias e agora acordou? Ou o que aqui se anuncia é que o Governo vai ter que subrepticiamente adiar as grandes obras: terceira ponte, aeroporto, tgv?
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    E por acaso havia alternativa ao Ps?    Ver comentário
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 20:16 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Dar ao polvo o que o polvo quer
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 10:55 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Um Governo do sec. XXI num país europeu hiper democrático como Portugal tem um programa que se resume em 'dar ao polvo o que o polvo quer'. O polvo é tudo aquilo que tenha algum tipo de poder para 'sugar' desde 'sugar fazendo chorar' até 'chorar para sugar', tudo isto com os media a ajudar.
Será que a democracia é que vai uma vez mais acabar por ser culpada pela ganância do polvo?
O colapso da URSS e a ascenção da China evidenciam que para ser sustentável, a democracia não pode ir por diante da economia sob pena de o próprio povo se transformar em polvo.
     
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Otários e chico-espertos
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
Caro "otário", não se preocupe, continua a haver muito mais otários dispostos a pagar os seus impostos, que ainda são bastante moderados em comparação com a maior parte dos outros países da UE. O principal problema de Portugal reside nos chico-espertos que não pagam o que deviam. Por isso, a muito proclamada necessidade de aumentar os impostos é uma falácia, tal com o alegado aumento da carga fiscal durante a última legislatura. A par da corrupção, a evasão fiscal deve ser combatida com meios acrescidos.

Cumprimentos,
outro otário.
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farto
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
só a lei da bala nos vale.
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    Re: farto    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:19 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
Treitschke disse:
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:15 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009
o Estado é o poder de sobreviver na luta das nações.

o nosso Estado não nos garante mais como nação!
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    Re: Treitschke disse:    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:53 | Sábado, 21 de Nov de 2009
-Rodapé
Pedra-Mó (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Segunda-feira, 9 de Nov de 2009

CONCLUINDO

...os que pagam pelos que não pagam estão tramados!
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    Re: -Rodapé    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:21 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
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