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A exigência da verdade

Manuela Ferreira Leite (www.expresso.pt)
0:00 Sexta feira, 15 de janeiro de 2010

Vamos entrar numa fase crucial da vida política do país, que é a da elaboração do Orçamento do Estado.

É que este documento não é uma mera amálgama de números, apenas perceptível pelos técnicos.

É essencialmente um documento político que espelha as orientações da política económica do Governo, que reflecte as suas prioridades e que condiciona a vida das empresas e dos cidadãos.

Os principais problemas do país estão identificados e o seu grau de gravidade recolhe a quase unanimidade das opiniões dos economistas, confirmado pelo apelo do Presidente da República ao contributo de todos para evitar o descalabro.

O nível de endividamento externo do país - incluindo estado, empresas e famílias -, a falta de competitividade das empresas e o desemprego são as questões mais prementes que é necessário corrigir, objectivo para o qual os políticos deverão dar o seu contributo sério e responsável.

O ponto de partida não pode deixar de ser a transparência absoluta da real situação económica e financeira do país, com a informação precisa dos encargos já assumidos no presente e no futuro.

Só assim será realista um qualquer plano de resolução dos problemas que enfrentamos.

Só assim se mobilizarão os portugueses para ultrapassar a gravidade da situação.

Texto publicado na edição do Expresso de 09 de Dezembro de 2010

Palavras-chave  opinião
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M.F.Leite com um mínimo de coragem responda-me!!!
PIANINHO (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 1:15 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
"A exigência da verdade" que a Senhora aqui detalha e bem, em rigor e consciência, acha que à época em que foi Ministra das finanças, exigiu a si própria o cumprimento destes "guidelines" durante a vigência do seu cargo ?
A Senhora desgasta a palavra "verdade" de tanto uso, não só nos fóruns em que intervêm, nos escritos, nos discursos, nas entrevistas, como se fosse uma marca registada de sua exclusiva propriedade, é um abuso de posse, com a intenção preconcebida de colocar toda a gente à sua volta, em desfavor da sua "sublime" e pretensa honradez.
Já alguma vez teve a coragem de interiorizar os actos que cometeu, durante toda a sua carreira, em que de certeza conviveu muito mal, pela sua prática, com a sua dita "verdade" ?
Tem a consciência tranquila, que os Orçamentos que elaborou, durante as suas funções de Ministra da Finanças, cumpriu escrupulosamente com o que se comprometeu e em conformidade com o aprovado inicialmente na AR ?
Se respondeu positivamente, ou está a mentir ou tem a memória curta, porque muitas das suas decisões
de encerramento de contas em fim de ano, serviu-se de todas as artimanhas contabilísticas/financeiras,
para minimizar o deficit das contas finais, à custa de malabarismos extraordinários, nunca previstos no Orçamento Original.
Se tiver a coragem de me responder com VERDADE às
minhas questões, sem subterfúgio, ou omissões
que me obriguem a avivar-lhe a memória, creia que sobe
na minha consideração de adversário confesso. ...
 
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Mais um equivoco
limaos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:20 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Depois de ver o deputado Rangel vir aplaudir a figura de Constâncio, para o BE, cuja actuação apelidada de incompetente foi tão criticada e levada até a uma comissão de inquérito, não me surpreenderá que o OE venha a passar com a bênção do PSD.
Bastará, que se arranjem uns poderes partilhados, o'que com este PM não é difícil.
E tudo se prepara para a comemoração do centenário, sem que nada mude!
Até quando?
 
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Não "procriar" nem deixa os outros fazê-lo
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 10:56 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
A verdadeira verdade da sociedade portuguesa de hoje é que o país precisa de medidas impopulares ou medidas ditas de direita como as classificam o PCP e o BE.
No entanto nenhum partido se atreve a ser coerente com isso devido à perda de votos que tal pode acarretar e ao facto de nem sequer se saber quando serão as próximas eleições legislativas. Tudo isto agravado por termos um governo de mãos atadas, o principal partido da oposição à deriva e o populismo na sua máxima força.
A verdade que senhora Ferreira Leite refere neste artigo não passa de lugares comuns que não trazem rigorosamente nenhum contributo para resolver os graves problemas de Portugal.
Se quer fazer alguma coisa a bem de Portugal, deixe-se de tretas, ajude o Governo no orçamento de 2010 e faça uma aliança com o CDS para conquistar o poder quanto antes a fim de aplicar a política de verdade que não se cansa de apregoar mas que já todos estamos cansados de ouvir para nada. Tudo o mais, não passa de "não procriar nem deixar os outros fazê-lo", parafraseando a gíria popular.
 
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... ou da abolição do cinismo
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:38 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
A mórbida obesidade
do Estado endividado
mostra a monstruosidade
de um regime malfadado.

Com as contas desatinadas
e um país hipotecado,
as políticas enfunadas
deixam o país ressacado.

O racionalismo calculista
dominante na sociedade
espelha a faceta simplista
delirante de alarvidade.

É medonha a espiral
dessas forças sedutoras
baseadas numa moral
de tenazes delatoras.

A mudança oratória
deixando o ilusionismo
é vital e probatória
para abolir o cinismo.
 
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É esta a Senhora
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 18:25 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
...que foi ministra das Finanças e deixou a classe média à beira de um ataque de nervos com as medidas de retenção de impostos que criou?

...que foi Ministra da Educação, instituiu as propinas provocando enormes manifs. de estudantes...e agora berra que o Estado está a usar as propinas para sustentar as universidades?

...esta Senhora que conseguiu em meses dividir mais o partido a que pertence, do que toda a oposição junta?

E é economista...
Depois da crise que nenhum economista previu, dificilmente acredito na real capacidade analítica de MFL, que fala, escreve e vocifera, mas não sai da vulgaridade dos lugares comuns.

 
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A exigência da verdade
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:12 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
A exigência da verdade, se não for a primeira, nem a segunda pode ser considerada a terceira melhor anedota de 2010, que Manuela Ferreira Leite nos acaba de contar. Anda ultimamente com uma peruca nova, mas não se deve ver ao espelho, já lá vai muito tempo. É verdade que com o avançar da idade todos podemos vir a sofrer de arterioesclerose, mesmo sem comer queijo.
 
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MFL e ARISTÓTELES
VISCOPE (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:52 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Realmente este comentário de MFL é uma piada, mas triste porque fala e atrapalha uma vez mais a 'reforma' do nosso Portugal!

Era preciso lembrar o que a Manelinha NÃO FÊZ nas Finanças no seu tempo de poder...
O que ela disse e agora contradiz durante a campanha eleitoral, que perdeu, claro!

Enfim MFL já não pesa nada nem no PSD mas continua a botar faladura no Expresso .. sorte dela, azar nosso.

Agora o caro comentador 'águia' tocou num ponto básico:
falta a ela ler um pouco de Aristóteles (que foi discipulo de Platão que, por sua vez, foi discipulo de Sócrates LEMBRAM?) mas não apenas para dar, rápidamente, lugar a outro na liderança do PSD e na bancada da AR, mas para saber o que, desde a Grécia Antiga, a ÉTICA de que falou o filósofo grego ...
Agora na reforma (mesmo que mal merecida) terá muito tempo para ler este e outros pensadores..
Pobre PSD que elegeu tal lider!
A ver vamos o próximo que só pode ser melhor.... até para dar um pouco mais de credibilidade a esta oposição recalcada ... e bipolar!

Saravá
 
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    Re: MFL e ARISTÓTELES    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:51 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
PS e PSD a mesma treta!
Zé do Cachené (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:49 | Domingo, 17 de janeiro de 2010
Transparência, diz bem.

Ao défice da administração central há que juntar os dos governos autónomos, das administrações locais e de todas as instituições que têm sido desorçamentadas mas que continuam a sobreviver à custa do Estado.

Tudo junto deve atingir 90% do PIB.

Mas a isto há que juntar a dívida que se prevê vir aí nos próximos 4 anos. Pois não se podem aprovar hoje acções que, não tendo consequências nefastas este ano, as vão ter no futuro.

A menos que se deseje que um próximo governo recebe um país ingovernável.

Só gostava de saber se a Manuela terá partido para isto pois parece-me que o seu partido é tão parte do problema como o PS. Sem começar por reformar o seu partido, política nenhuma de oposição será possível neste país.

E, parece-me, você esqueceu-se disto, ou seja, do principal.
 
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Nao digo que nao tenha razao
como é que diz que é (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
mas isso passa pelo facto de gastar tantos caractéres em meia duzia de ideias inanas de tao obvias.

Um pequeno aparte: a sra Dra devia pagar uma taxa por cada vez que usa a palavra "verdade". é que nao sei se se apercebe de que esta a gastar uma palavra bem bonita, ao ponto talvez de a vir a erradicar do discurso dos portugueses, receosos de ouvirem um "olhem-me para este ferreira leite!"
 
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    Re: Nao digo que nao tenha razao    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
As finanças da Grécia estão ali ao lado!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
As finanças públicas e a economia nacional encontram-se actualmente num estado lastimável!!!

O Desemprego a caminhar para os 12%, Crescimento económico negativo, endividamento externo próximo de 100% do PIB, défice nos 8%, dívida pública próxima dos 85% do PIB, défice da balança comercial a rondar os 11% e 6 milhões de portugueses a dependerem directa e indirectamente da alçada do Estado!!!!!

Cenário mais catastrófico que este é possível, basta olhar para a Grécia!!!! Se o Governo quiser investir em obras megalómanas sem viabilidade económica depressa a dívida começa a galopar não só pela subida previsível dos juros como pela descida dos "ratings" e pelo descrédito de que será alvo por todas agências internacionais!!!

O caminho é precisamente o contrário!!! Reformas exigem-se nos sectores estratégicos (Justiça, Administração pública, Economia, Agricultura, Fiscalidade, Educação)!!!!

É preciso que o Governo juntamente com os partidos da oposição dêem indicações aos portugueses e às agências internacionais de mudança de rumo!!!!
 
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Aristóteles ,em edição de bolso.
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
O momento da verdade foi o momemto das eleições.Ñão perceber iisso é continuar uma politica de confessionário que não dá votos e o Povo não enttende.A lider devia ter pedido a demissão e dar o lugar a outro.Tem que ler o Aristóteles,mesmo em edição de bolso.
 
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