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A encruzilhada europeia

Miguel Monjardino (www.expresso.pt)
0:00 Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010

Estamos a assistir em directo ao aumento da influência de Berlim e de Moscovo no processo de decisão europeu. O primeiro ponto tem sido notado, mas é a sua conjugação com o segundo que torna os actuais acontecimentos verdadeiramente significativos do ponto de vista histórico.

A crise de confiança dos mercados financeiros internacionais na Grécia representa uma ameaça à credibilidade e à ambição económica e política da zona euro. Para complicar mais as coisas, Atenas precisa de levantar este ano nos mercados internacionais cinquenta e três biliões de euros. Trinta e três terão de ser levantados até Junho.

Com os financiadores a correrem para a porta e com dúvidas sobre a saúde financeira de uma série de países europeus, na terça-feira a resposta da Alemanha e dos seus aliados em Bruxelas foi brutal.

Atenas tem 30 dias para mostrar que vai mesmo tomar medidas para reduzir o défice orçamental de 12,7% em quatro pontos até ao final do ano. Em 2012, o défice grego tem de estar nos 3%. Se até 16 de Março as medidas do Governo grego não forem consideradas credíveis, a União Europeia exigirá outras que suspenderão de facto a soberania fiscal do país.

Como, em Abril, Atenas tem de recorrer aos mercados internacionais, a ameaça que foi feita esta semana parece fazer sentido.

Mas será razoável esperar que Atenas faça num mês o que nunca foi capaz de fazer desde a sua independência, em 1832? Um olhar para o que se tem vindo a passar nas ruas gregas diz-nos que Atenas terá enorme dificuldade em se transformar numa austera Esparta.

Como ficamos? Numa situação em que será a Alemanha a ter a palavra decisiva em todos os cenários.

A sociedade alemã nem quer ouvir falar no salvamento da Grécia. As medidas anunciadas esta semana em Bruxelas destinam-se a acalmar o eleitorado alemão, a tornar claras as regras internas da união monetária, a fazer suar os decisores gregos e a avisar outros países fiscalmente irresponsáveis. Ninguém em Atenas, Bruxelas e Berlim quer passar pela humilhação de chamar o Fundo Monetário Internacional.

Os decisores alemães, todavia, sabem que o colapso de Atenas abriria uma caixa de Pandora sobre a credibilidade e influência internacional da zona euro e para a sua política externa. Para evitar este cenário, Berlim teria de apoiar a transformação da união monetária numa união política em que ditaria as regras económico-financeiras no Velho Continente. De uma forma ou de outra, Berlim estará sempre com as mãos no volante político e financeiro da União Europeia.

Mais a leste, Moscovo publicou a sua nova doutrina militar. A NATO é vista como um perigoso inimigo geopolítico. A vitória de Viktor Yanukovych nas presidenciais ucranianas mostra que Kiev dá sinais de regresso à esfera de influência de Moscovo. O Kremlin sabe que a partir de 2020 irá ter problemas internos muito complicados pela frente. Até lá, o grande objectivo é consolidar a sua influência na região que vai dos países bálticos e da Polónia até ao Mar Negro.

O aumento da influência de Berlim e de Moscovo está a deixar as capitais dos países da Europa de Leste extremamente apreensivas. Os tempos mudaram, mas é evidente que nestas capitais a história não foi abolida como no resto da Europa atlântica. Ali teme-se Moscovo e a sua convergência de interesses com Berlim.

Para onde é que estes países se vão virar então? A resposta é para Washington. Nas últimas semanas, a Polónia, a Roménia e a Bulgária disseram que querem componentes do sistema de defesa antimíssil da Administração Obama nos seus territórios.

A União Europeia chegou a uma encruzilhada histórica importante.


Credibilidade
11 anos depois da sua criação, a zona euro está com um problema de credibilidade. Moscovo quer aumentar a sua influência na Ucrânia e Europa de Leste. Berlim e Moscovo mostram que a Europa chegou a uma encruzilhada histórica

Altos e baixos
+ A capacidade dos EUA para manter os alunos estrangeiros doutorados nas áreas de ciência e engenharia
- A decisão do senador Evan Bayh (Democrata/Indiana) de não se recandidatar é uma péssima notícia para Obama

Miguel Monjardino


Texto publicado na edição do Expresso de 20 de Fevereiro de 2010

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A união europeia;é o único caminho;para evitar out
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
Se a união europeia;se desfizer;num futuro breve;o mundo viverá outra guerra mundial..Mas claro;será a última guerra mundial..Então me parece;que só existe um país que ainda aposta que a nossa U.E.;se desfaça..E QUEM É ESSSE PAÍS..??/sÓ PODE SER A ANTIGA UNIÃO SOVIÉTICA...Pois como sempre os russos;sempre estiveram voltados de costas para a nossa europa..Com raras excepções;de alguns czares..Mas com este novo czar;que é o putin;me parece que este antigo dirigente da antiga KGB;pensa que ainda conseguirá formar o maior império do mundo...????/Mas me parece;que está engando;e se este tipo e pensamento;deste putin;deverá mudar de opinião e de rumo;pois a antiga soviética;só tem uma saída...Entrar para a U.E.; e quanto antes..Pois ;o tempo que a antiga rússia;de dominar o mundo;já passou.E não existe outro caminho...Agora em relação á alemanha;claro que ela é a maior potência da nossa u.e; pois apesar da cise;ainda continua;e vai aumentar o seu pib..Então esta crise;que se abateu pelo mundo;pela mão dos grandes agiotas;e também dos americanos;mas a europa;vai sair mais desta crise..MAS REPITO;SÓ UNIDOS;OS GRANDES;DA NOSSA U.E.;E COM OS RESTANTES PAÍSES..sÓ ASSIM;A NOSSA U.E.;VAI CONTINUAR A MANTER A SUA PUJANÇA;E ACREDITO QUE TODOS OS EUROPEUS;NOS DEVEMOS UNIR;E QUE ASSIM PENSANDO;SEREMOS CAPAZES DE VENCER MAIS ESTA CRISE....VIRAM..??ATÉ QUANDO..??CUMPTS..KANTIFLAS.
 
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