A restrição da ingestão das calorias é um dos segredos para uma vida mais longa. Pelo menos, de acordo com estudos desenvolvidos por Michael Smith-Wheelock, investigador do centro Geriátrico da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Em todas as espécies de animais em que as experiências foram feitas, ficou provado que a restrição de calorias é benéfica. Mas como ninguém gosta de passar fome, os laboratórios começaram a pesquisar de que forma pode-se comer a mesma quantidade de alimentos de forma a conseguir o resultado desejado.
A fórmula do sucesso passa por ajustar ao milímetro o equilíbrio dos componentes essenciais a uma dieta saudável, entre as vinte classes de aminoácidos que compõem as proteínas. A informação faz parte de um artigo divulgado pelo diário espanhol "El País".
Assim, o segredo da eterna juventude parece estar em passar alguma fome. A restrição calórica consiste em comer 30% menos do que o habitualmente ingerido por um adulto. Este prolongamento da vida acontecerá, de acordo com as pesquisas efectuadas, apesar das doenças inerentes ao envelhecimento. O que esta dieta consegue será o retardar do aparecimento das doenças neurodegenerativas, do cancro ou da diabetes.
A longevidade é um produto da evolução. A esperança média de vida nos países desenvolvidos duplicou no último século - rondava os 45 anos no início do século XX - devido às vacinas, aos antibióticos e ao saneamento das águas. Com esta dieta de redução calórica será possível aumentar o tempo médio de vida em cerca de 30%, chegando em algumas espécies já testadas aos 50%, afirma o artigo do "El País".