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A década inútil

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 7 de janeiro de 2010

Os anos zero começaram com uma imensa esperança que, em parte, tinha que ver com o simbolismo da data, o início do terceiro milénio, e, em parte, advinha também de factores objectivos: o rescaldo da queda do Muro de Berlim e do fim da ameaça soviética, a resolução de vários conflitos regionais já fora de época, o fim do apartheid na África do Sul, os avanços da Índia e da China contrariando o seu anunciado destino de caos ingovernável, a globalização como factor potenciador da competitividade e do progresso e um crescimento económico que parecia sustentado em alicerces mais sólidos que nunca. Enfim, uma ordem económica internacional mais justa, uma menor tolerância para com as ditaduras, uma atenção mais séria aos problemas ambientais e energéticos. A chegada do terceiro milénio prenunciava, se não um tempo novo, pelo menos uma nova esperança.

Tudo visto e revisto, parece-me que a década da grande esperança foi, essencialmente, uma década inútil, para não dizer falhada. Mesmo aquilo que parecia fácil de avançar, como o combate às alterações climáticas e uma melhor gestão da energia e dos recursos esgotáveis do planeta, marcou passo ou regrediu mesmo, como ainda agora se viu com o grande fiasco de Copenhaga. E pequenas questões pendentes há décadas, onde o simples bom senso imporia uma solução óbvia - como o conflito israelo-palestiniano - continuaram exactamente no mesmo ponto de intransigência, sem que a comunidade internacional tivesse a determinação de impor uma solução, se necessário, à força. Tanto o clima como o Médio Oriente ilustram, aliás excelentemente, o que são estes tempos de impasse, governados por uma geração de líderes sem categoria e sem visão. Não foi por acaso que a chegada de Obama à Presidência dos Estados Unidos foi saudada pelo mundo inteiro como a vinda de um messias salvador.

De facto, nunca se dirá o suficiente sobre a tragédia que foram os oito anos da presidência Bush e o quanto o mundo, então unipolar, estagnou e regrediu com o maior idiota que a humanidade jamais viu à frente dos seus destinos. Mas, não nos podemos queixar de mais: já é uma sorte que o próprio mundo tenha sobrevivido a oito anos daquele incompetente e dos seus inacreditáveis homens de governo. Mas pagámos todos a factura e ainda continuaremos a pagá-la por muitos e maus anos.

A maior mentira da década foi a da existência de armas de destruição maciça, que justificaram a invasão do Iraque. A mentira grosseira, fabricada conscientemente por Bush e Blair e apadrinhada por dirigentes menores, como Berlusconi, Aznar ou Durão Barroso, custou e ainda custa um alto preço - não apenas no Iraque e no Afeganistão mas em cada cidade ou em cada aeroporto do Ocidente, onde a ameaça sempre presente da Al-Qaeda e do fundamentalismo islâmico tornou a nossa vida de todos os dias infinitamente pior. Em breve, viajar será um pesadelo e a bordo de um avião estaremos todos como prisioneiros. Prisioneiros de Osama Bin Laden, o verdadeiro homem da década - aquele que, infelizmente para o mal, mais mudou a nossa vida. Do fundo da sua gruta nas montanhas da fronteira do Afeganistão com o Paquistão, o homem que Bush jurou apanhar "vivo ou morto" derrotou o Ocidente com a mais eficaz das armas: a do medo. Por causa dele, não apenas viajar se tornou um suplício como tantos outros dos nossos direitos fundamentais, conquistados a longas penas no decurso da história, vão caindo por terra, um por um: hoje vivemos em sociedades policiadas, com cada pormenor das nossas vidas devassado a extremos impensáveis ainda há pouco. E, o que é mais grave, habituámo-nos: habituámo-nos a caminhar nas ruas de Londres com uma câmara a filmar-nos constantemente e onde quer que estejamos, habituámo-nos a ter os nossos telefones escutados, a nossa correspondência controlada e lida, todas as nossas andanças vigiadas ao minuto e ao quilómetro, a nossa vida profissional, financeira e pessoal inteiramente exposta aos olhares de polícias e magistrados que já ninguém controla. Eis no que Osama Bin Laden transformou as nossas democracias. Eis o que custou a mentira do Iraque - que teve prioridade sobre a necessidade evidente de ganhar a guerra no Afeganistão.

Curiosamente, porém, alguma coisa houve que fugiu ao controlo do big brother universal que nos governa: o capitalismo. Uma geração inteira de economistas ditos liberais quis acreditar que a libérrima concorrência era a solução única e planetária para o progresso das nações - de todas as nações. Um dia, quando se escrever com a necessária distância a história da crise financeira nascida nos Estados Unidos em 2008, será difícil acreditar como é que tão poucos conseguiram enganar tantos durante tanto tempo. E como é que tiveram o absoluto despudor de o fazer, sabendo que se arriscavam a enviar milhões de pessoas para o desemprego, a arruinar milhares de empresas com futuro, a roubar biliões de poupanças de uma vida a trabalhadores honestos. Mais difícil ainda será entender como é que, Madoff à parte, uma vez a crise ultrapassada à custa do sacrifício do dinheiro dos impostos de cidadãos inocentes, tudo retomou o seu caminho habitual, com os mesmos responsáveis à frente dos mesmos negócios e com os mesmos métodos e a mesma criminosa ganância a determinarem as regras do jogo.

Esta década sem sentido, sem nada de grandioso, sem estadistas como um Willy Brandt, um Gorbatchov ou um Mandela, reflecte a crise de valores morais, a crise de elites do mundo de hoje. As grandes causas do nosso tempo são a perseguição aos vícios ou prazeres alheios, o governo do politicamente correcto ou a preparação dos países para as histerias colectivas, normalmente cozinhadas por interesses comerciais ocultos (e tivemos vários nesta década, a começar logo pelo bug do milénio, seguido da epidemia das vacas loucas, as armas nucleares e químicas de Saddam Hussein, a paranóia do Antrax, a gripe das aves, e agora, para acabar em beleza, a gripe A - esse extraordinário embuste farmacêutico mundial).

É uma década que não deixa saudades. Nenhum facto verdadeiramente grandioso a marcou. Aqui e ali, e como era inevitável, a ciência avançou - sobretudo no domínio da medicina e das comunicações. Mas o mundo não ficou mais seguro, mais viável ou mais justo. A vida moderna não ficou mais agradável, os princípios éticos dominantes são os impostos por uma maioria imbecilizada, que não lê, não se informa e não reflecte - apenas troca opiniões sem fim e sem responsabilidade alguma na profusão de blogues, redes sociais e revistas de mexericos onde se imaginam a vanguarda de qualquer coisa importantíssima. Se alguma coisa caracteriza o nosso tempo é a legitimação da mediocridade. Esta foi uma década de avanço da mediocridade. Mas talvez a próxima seja uma época de exigência: se não por escolha, talvez por necessidade.

Texto publicado na edição do Expresso de 31 de Dezembro de 2009 

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limaos (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 1:07 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Afinal, todos os males segundo a douta opinião do senhor Tavares, são da responsabilidade do Bush e do Blair, deste último a grande maçada de não haver liberdade de passear em Londres sem o olho indiscreto de câmaras, que diga-se de passagem, muita falta fazem cá pelo burgo, onde somos assaltados e não raro assassinados, por entrar nalgum gueto, dos muitos que pululam neste país, os quais não são preocupação do senhor Tavares, mas que não são certamente da responsabilidade dos atrás citados.
Também não consta que o Madoff tivesse a supervisão bancária em Portugal, e que o BPN ou o BPP fossem da sua responsabilidade.
Quanto a escutas, dará esta administração interna do nosso território, lições avançadas de como se devassam vidas, e grandes vidinhas, umas protegidas pelo segredo de justiça, outras não tanto.
Por cá também escandalosamente os impostos dos cidadãos, têm servido para engordar muitos corruptos que aninhados no seio dos partidos, e não só, há muitas décadas, nos fazem de parvos cuspindo na nossa inteligência. Como vê, senhor Tavares há muita matéria para análise no seu país a carecer de vozes criticas.
Por cá é perigoso criticar. Sabemos das consequências.
 
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ACHO QUE VC JÁ NÃO QUER VER...
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:00 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
VIU A CONFERENCIA DE IMPRENSA DA AL KAIDA DO YEMEN?

CLARO QUE VIU... ESTAVAM LINDOS AQUELES 3 MENINOS DO TURBANTE QUE RECENTEMENTE SAIRAM DE GUANTANAMO... pelos vistos aquilo não era assim tão mau

E O DISCURSO DELES? sabe que quando eles falam em matar em converter os infieis também se estão a referir a si.

já sei... o MST já começou a estudar a doutrina islamica...

muito bem!
 
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As faces da verdade
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 17:08 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Tudo isto é verdade mas é apenas uma das suas múltiplas faces. Houve muitissimas coisas boas em Portugal e no mundo nesta última década. A cor do mundo depende da coloração dos óculos que se usem.
O mundo está com problemas para resolver mas o mundo teve sempre problemas para resolver, e sempre terá. Há 10 anos, 20, 50 ou 100 anos tinha problemas bem mais graves para resolver - e resolveu, com maior ou menor dificuldade muitos deles. Quanto a Portugal, o momento é de caos mas, também, o sinto como de uma enorme esperança! Acho que estamos perto de bater no fundo e acho que a próxima década vai deixar um Portugal completamente diferente e, finalmente, um Portugal europeu! Falta fazer o 25 de Abril na Justiça e o 25 de Novembro na Função Pública e mais um dúzia de coisas, apenas...
 
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    Re: As faces da verdade    Ver comentário
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
    Re: As faces da verdade    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
    Re: As faces da verdade    Ver comentário
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
    Re: As faces da verdade    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 11:38 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
Realmente de acordo.
Ricardo PS. (seguir utilizador), 1 ponto , 0:46 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Bravíssima coluna!

Ver:

www.tubodeteste.blogspot.com
 
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Que Graça...
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Tem piada, acho o comentário do Limaos bem mais inteligente que o artigo do MST. A nova década será mais dele que do Sousa.
 
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    Re: Que Graça...    Ver comentário
Cavalheiro7 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
Miguel Sousa Tavares;é o maior jornalista da nossa
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 3:05 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Miguel Sousa Tavares;é relamente o jornalista que não pede licença;nem tem medo de aqui ou noutro local dizer a verdade;e só a verdade..Infelizmente em portugal não se pode dizer a verdade;pois nã faltam aqui no caso;imediatamente críticas ao seu pensamento;e á sua ousadia por aqui nos vir deixar com mais conhecimentos desta última década;e até prevendo um futuro ainda bastante incerto.Eu aqui quero dizer;que não nutria grande simpatia por este jornalista,precisamente por pensar sempre que tudo o que dizia era fruto de uma pura elite;e que não sentia a real situação do nosso país..Mas me enganei;e podem acreditar que jamais imaginei que hoje estaria do lado do miguel sousa tavares..Então eu já aqui disse;mais que uma vez;as elites têm a obrigação de saberem escreverem e até a missão de saberem explicar e ensinarem ás restantes classes sociais a realidade do país e do mundo..Isto não quer dizer;que os povos sejam manipulados e que as elites se beneficiem dos povos á custa deles.Mas se for possível as elites ensinarem e também não se desligarem da construção do nosso país;todos sairemos a ganhar..Até quando..???cumpts..kantiflas.
 
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MST
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Década inútil só para alguns porque para certos srs como, Oliveira e Costa, Isaltino Morais, Dias Loureiro etc, foi uma grande década pois encheram bem os bolsos.
Quando falamos desta democracia que de tão podre está em comparação com a do Estado Novo, somos apelidados de fachistas esquecendo o que o comunismo fez tambem, e que este actual PS é uma mistela das duas ideologias.
As leis que temos neste pequeno país somente servem as grandes élites, em prejuizo das instituições e homens sérios que querem fazer algo por esta nação.
 
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    Re: MST    Ver comentário
coffe (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
    Re: MST    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:35 | Quarta feira, 13 de janeiro de 2010
Um dos melhores cronistas que por aqui apareceu
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Apesar de estar certo de que os elogios são algo que não lhe fazem a mínima falta gostaria de lhe dirigir pessoalmente os meus parabéns pelo presente texto.

Normalmente ao ler os seus artigos não posso deixar de me interrogar como é possível verificar uma tão acentuada disparidade na profundidade e qualidade das ideias aqui expressas por diversos intervenientes. Como será possível tropeçar por aqui em autênticas pérolas de expressão do pensamento e ao mesmo tempo encontrar num canto triste e obscuro escritos totalmente deploráveis?
 
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A tragédia de um homem
jpcruz (seguir utilizador), 1 ponto , 19:42 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
A vida deste homem deve ser um tormento!... MST tornou-se uma figura entre o trágico e o patético. Uma criatura azeda, atormentada por visões de turbas de medíocres (os blogs! o facebook! Socorro!!!) a sitiá-lo,a ele e aos génios tradicionalistas como ele, por todo lado. E quanto mais cresce menos acerta no alvo. E infelizmente tem adeptos, como se constata nestes comentários. A este artigo não só lhe falta lucidez como equilíbrio. Em suma, falta-lhe a sensatez e sabedoria que por vezes lhe acontece, cada vez menos. É só fel demagógico. Sem mais contributo nenhum, sem profundidade, sem reflexão. MST devia ter lido, por exemplo, a volumosa revista da década que o próprio Expresso publicou na precisa edição em que saiu este este estranho objecto raivoso disfarçado de crónica. Talvez tivesse percebido em que medida os últimos dez anos foram tudo menos inúteis. Ao focar-se única e furiosamente na metade vazia da garrafa, e mesmo assim mal, (em questões como este absurdo mito do "triunfo da mediocridade" que se tem propagado; ou no perigo do radicalismo islâmico), MST prestou sobretudo um péssimo serviço à sua fama de pessoa ponderada. Se é que a tinha...
 
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    Re: A tragédia de um homem    Ver comentário
Cavalheiro7 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
O homem e o seu umbigo
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:55 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
Concordo que ao longo desta década o mundo não só não avançou em questões fundamentais que há muito se vêm arrastando, como acrescentou a estas outros grandes dilemas, tudo sem fim à vista. E para enfrentar tais desafios precisará de líderes com mais visão e coragem, mas também de opiniões públicas mais informadas, exigentes e participativas que consigam enxergar para além dos seus interesses quotidianos e imediatos e condicionar a actuação dos seus governantes.

O que não quer dizer que sejamos agora piores seres humanos do éramos no passado. O que temos são confrontos entre mundos diferentes, cada vez mais globais e inconciliáveis: entre um mundo desenvolvido, confortável e anafado à custa da exploração desenfreada dos recursos do planeta, rendido aos avanços da ciência e das novas tecnologias e receoso face à perspectiva de perder os privilégios adquiridos, e um mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento dividido entre os que acham que apenas têm a ganhar se seguirem o modelo ocidental, “sem tirar nem pôr”, e os que defendem que esse modelo não só não serve como é um alvo a abater.

Pelo meio temos milhões de seres humanos a viver abaixo do limiar de sobrevivência e sem ver respeitados as seus direitos individuais mais elementares. E um planeta cada vez mais esgotado e que dificilmente poderá continuar a suportar a exploração que tem sofrido até aqui, quanto mais o “assalto” daqueles que se preparam para aderir aos confortos do “mundo moderno”!

Conceição Pereira
 
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Já não há estadistas na Europa
Orlando Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 18:19 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
De facto a mediocridade dos governantes na Europa é confrangedora. São bem piores que o Bush. Quando permitem que parcelas dos seus territórios se tornem inacessíveis até à propria polícia, as ruas das grandes cidades se tornem tão perigosas principalmente à noite, os assaltos que são cada vez mais frequentes mesmo com os donos dentro das casas e a violência praticada principalmente sobre idosos nesses assaltos. Quero lá saber do Bin Laden que poderá atacar um avião numa década e com muito reduzidas possibilidades de eu lá estar. A ameaça nas ruas da Europa, por banditismo local, essa sim é diária. E contra essa calamidade os governantes apenas têm câmaras de video?
E a derrocada financeira, então os governantes não viam que o crédito sem critério estava a alimentar o princípio do capitaismo, que se baseia na espiral de consumo porque é isso que gera o lucro?
Claro que o consumo também gera emprego, mas o problema é quando tudo se transforma numa "bolha" que mais dia menos dia rebenta. Também nesta matéria não foi só o Madoff americano...
 
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DIAGNÓSTICO..., INCONVENIENTE ?!
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 13:20 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Segundo parece, o diagnóstico da última decada, feito pelo MST, não agradou á maioria dos comentadores; porquê ?
Caro Miguel Sousa Tavares: este é a análise quase perfeita daquilo que foram os últimos dez anos , não só em Portugal, como por esse Mundo. Digo , quase, porque nada há perfeito, mas também não sou eu que vai apontar esse quase que faltará, pois, também tenho dificuldade, em saber qual é.
Por vezes, só lamento, é que com uma demonstração de clarividência, na percepção dos problemas, o meu amigo, não dê a sua opinião, sobre como resolve-los.
Creio, que, para os tres generos de pessoas de bem, crentes, agnósticos e materialistas, o desejo de uma sociedade baseada na fraternidade e igualdade de oportunidades, é comum. Os primeiros, esperando que o Deus, lhes venha dá-la, castigando os impíos, os segundos, esparando a convergência dos bons ideais e os terceiros, tendo fé nos homens, que através da luta incessante contra os culpados, consigam a tal superior sociedade.
Creio, que o MST, estrá na posição do meio. Mas gostaria muito, de vê-lo aquí e noutros lados, expor as suas ideias, porque as há-de ter, sobre a correcção de toda esta trapalhada injusta, para a maioria esmagadora da humanidade. Daria concerteza, azo a comentários muito frutuosos,
Uma sociedade fascizante, a nível global, está-se construindo. É necessário, que todos os amantes da Liberdade eféctiva, não aquela que parece haver, contribuam para impedir este alastrar do aperto ideológico.
 
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