13/02/2012 atualizado às 1:11
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A cultura de partido

A "lei da rolha" de Santana Lopes vai mais longe, mas nos outros partidos políticos há normas  genéricas semelhantes. E nem é por elas que falta liberdade interna. É por uma cultura que hoje faz pouco sentido.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Terça feira, 16 de março de 2010

Praticamente todos os partidos têm normas estatutárias que obrigam à disciplina de opinião.

Na limitação estatutária à liberdade de expressão, o PSD era já imbatível antes da alteração proposta por Santana Lopes. Nos estatutos, está interdita a "defesa pública de posições contrárias aos princípios da social-democracia e do programa partidário" e o "desrespeito pelas deliberações emitidas pelos órgãos competentes do partido, designadamente através dos órgãos de comunicação social". É mesmo proibida a "participação, sem autorização da Comissão Política ou da Comissão Permanente Nacional, em qualquer actividade de natureza susceptível de contrariar as directrizes dos competentes órgãos do partido" e, coisa extraordinária, "estabelecer polémica com outros membros do partido, fora dos quadros ou órgãos partidários desde que a discussão incida sobre deliberações dos respectivos órgãos estatutários e seja susceptível de pôr em causa a eficácia daquelas directrizes".

No PS, diz-se que o "desrespeito aos princípios programáticos e à linha política do partido, a inobservância dos Estatutos e Regulamentos e das decisões dos seus órgãos, a violação de compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome do Partido" é motivo de sanção disciplinar. O partido "reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, exigindo o respeito pelas decisões tomadas democraticamente". As tendências não são admitidas.

No PCP, afirma-se que o funcionamento do partido assenta no "desenvolvimento criativo" do "centralismo democrático", princípio pelo qual depois de um debate interno a disciplina na acção não deve ser posta em causa. E proíbem-se expressamente as facções internas.

O CDS é mais vago, sendo direito dos militantes "manter a sua liberdade de opinião desde que, ao exercer esse direito na qualidade de membro de partido, se conforme com o programa do Partido Popular e com as directrizes dos respectivos órgãos." E dá aos militantes o direito de tendência.

O Bloco de Esquerda apenas exige dos militantes a obrigação de "promover os objectivos políticos do movimento e actuar civicamente em conformidade" e interdita expressamente a aplicação de sanções "por motivo de diferenças de opinião política no movimento". Também prevê o direito de tendência.

Curiosamente, são os dois partidos das franjas que têm, em matéria de disciplina partidária, liberdade de opinião e direito de tendência, os estatutos mais liberais.

O que tem então a norma aprovada no congresso do PSD de tão extraordinário? Ao considerar uma violação grave criticas à liderança "especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do partido no período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais", é ainda mais específico na norma, acentuando as regras de silêncio nuns estatutos já bastante repressivos. Ao contrário do que diz Santana Lopes, nenhum partido foi tão longe. E todos sabemos porque apresentou Santana esta proposta.

Mas, na realidade, não é difícil entender que não são normas estatutárias que impedem a liberdade individual dentro de cada partido. Basta ver que o PSD, com todas as regras e proibições, tem os mais desbocados dos militantes, e que o PCP, mais vago no que se pode e não pode dizer, é aquele onde se ouvem menos vozes dissonantes. É a "cultura de partido" que vigora em cada um deles que promove ou reprime a liberdade individual.

Por ser um partido revolucionário ("de combate"), a ideia de corpo sobrepõe-se às opiniões individuais no PCP. E, por isso, as criticas públicas à linha definida pelos órgãos dirigentes são muito mal vistas por quase todos os militantes. São, aliás, muitíssimo raras. Haja ou não sanção estatutária, elas marcam o destino de cada militante. Porque o centralismo democrático serve exactamente para dar unidade na acção fora do partido, a não demonstração pública de divergências é um dogma. Depois do debate interno (mais ou menos democrático, dependendo do tema e do momento), não há lugar para a opinião individual. Todos, dirigentes ou não, falam em nome do Partido.

No PS e no PSD, pela sua natureza de poder, a indisciplina é mal vista, acima de tudo, durante os processos eleitorais (ou quando o líder governa). São esses, na realidade, os únicos momentos de combate do partido. E aí manda a velha regra: "em tempo de guerra não se limpam armas". Fora desse período, a divergência pública é banal, digam o que disserem os estatutos. São federações de interesses onde a coesão se faz em torno da distribuição de poder. Fora disso, não há unidade a defender.

O Bloco e o CDS têm uma visão mais individual da militância, até porque querem fazer crescer as suas organizações. Mas, mesmo assim, a divergência pública é mal recebida. Existem sanções informais, que passam sobretudo pela exclusão ou barramento no acesso aos lugares electivos de quem, mesmo que tenha qualidade, se desvie de decisões da direcção ou dela se afaste em momentos que são considerados cruciais. Mesmo que, no fundamental, essas pessoas estejam em sintonia com as linhas programáticas do partido. Nos CDS e no BE também há "traidores" e "ovelhas tresmalhadas".

Na realidade, em nenhum partido português a militância é vista como o contrato de lealdade sem a obrigação de cada um violar as suas convicções. Em geral, prefere-se um incapaz obediente do que um competente de espírito livre. Não se trata, quase sempre, de garantir a unidade do partido e a eficácia da sua acção, mas apenas de defender o poder de quem dirige o partido a cada momento.

O debate interessante a fazer é este: num tempo em que os cidadãos fogem da vida partidária, num tempo em que os partidos deixaram de cumprir a sua função mediadora nos conflitos sociais, num tempo em que assistimos a uma atomização da sociedade, num tempo em que as pessoas já não se agregam em torno de grandes narrativas ideológicas, faz sentido este tipo de disciplina? Para além da lealdade que se exige aos membros voluntários de qualquer grupo, é possível aplicar este tipo de lógica a qualquer militante desinteressado e com um espírito crítico livre? Não, não é.

As críticas que os vários partidos fizeram a Santana seria uma excelente oportunidade para todos eles reverem a matéria dada. Não apenas ou especialmente os seus estatutos, mas toda a sua falta de cultura de liberdade, de debate democrático interno e de transparência. Hoje, todos os partidos sem excepção olham com desconfiança para quem, nas suas fileiras, não está disposto a seguir o líder a qualquer preço ou a defender tudo o que o partido diga. Mas uma coisa é certa: ou mudam, ou terão de se contentar com a militância de carreiristas ou de gente sem pensamento próprio.

A proposta de Santana Lopes apenas pôs preto no branco o pior da cultura que domina os partidos portugueses. E como eles são indispensáveis, não seria mau que este episódio servisse para olharem para o seu umbigo com um pouco mais de sentido crítico.

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06 abril 2010

'Lei da rolha' continua no PSD

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Deixemos as rolhas para o Américo Amorim
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:52 | Terça feira, 16 de março de 2010
A "rolha" de Santana Lopes, mostra a tristeza do debate politico geral:
Em vez dos comentadores escreverem e falarem sobre o PEC,as politicas do emprego,o orçamento e o que verdadeiramente importa no dia a dia e no futuro do País,entretemo-nos com este tipo de assunto de lana caprina e levamos a discussão até á medula das coisas obtusas.
Gastar cera com fracos assuntos já foi chão que deu uvas,
 
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AS LAGRIMAS VERMELHAS NÃO CONVENCEM NINGUEM
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:14 | Terça feira, 16 de março de 2010
Esta sua nova pele d paladino da liberdade e do puro e franco contraditório d ideias partidárias não cola. Soa a falso e mais assim é quando vem de alguém q até há muito pouco tempo defendida as democracias populares e nos vermelhuscos meetings batia em uníssono palmas e levantava o punho gritando em uníssono slogans de índole faschistoide. Caro kamarada ninguém leva a sério esta sua preocupação sobre a liberdade interna do PSD.
Qualquer organização politica tem q ter critérios mínimos d disciplina. Esta máxima é regra de oiro em formações de esquerda especialmente daqueles d donde o Daniel procede. O seu Trotski q o diga! Mais recentemente sob um sorriso seráfico lá despacharam do seu Bloco a Joaninha boazona e o imbecil do Sá Fernandes com quem passaram a ter posições irreconciliáveis. Sabe a versão do Largo do Carmo só a engoliram os distraídos! Quanto ao PCP muitos não esquecem o processo ao João Amaral e aos outros kamaradas que começaram a dizer o que pensavam… mas enfim.
  O aproveitamento q o PS pretende fazer desta medida normal de um partido é mais uma grosseria d ocasião q só visa entreter. Lembra-se do Salgado Zenha? Lembra-se da recente birra do Soares sobre a candidatura do Manny Gay? E aquele debate em que o pai de todos os socialistas nem olhou para o homem?... deve ser isto a tal ética republicana! Disciplina é uma coisa muito bonita. Sem regras não se vai a lado nenhum e do q a ESQUERDA gosta é da permanente guerrilha que tem caracterizado a vida do PSD
 
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Horror!
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Terça feira, 16 de março de 2010
Tás feito ó bife, camarada.

O Freitas do Amaral, aquele burguês, fez uma parecer em que diz que o casamento gay, a menina dos teus olhos, é inconstitucional.

São as leis da burguesia, o regime opressivo da burguesia, que impôem semelhante injustiça ao povo trabalhador, aos operários, camponeses, mulheres indefesas e gays.

E tanto que tu trabalhaste para mudar este mundo cruel!

 
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Os exemplos da democracia partidária
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Terça feira, 16 de março de 2010
Quer misturar tudo mas eu lembro-lhe:

- BE: É muito recente o que fizeram ao Sá Fernandes eleito nas suas listas para a Câmara Minicipal de Lisboa;

- PCP: Câmara de Setúbal, de Sines, Odete Antunes, deputada de Santarém, expulsão de Zita Seabra. etc., etc.

- PS: Toda uma legislatura em que Manuel Alegre e o seu grupo votavam contra o partido, a sua candidatura à Presidência da República contra o candidato do partido. O que lhe aconteceu? Nada!

É diferente, não é?
 
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    Re: Os exemplos da democracia partidária    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 16:11 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Os exemplos da democracia partidária    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Terça feira, 16 de março de 2010
Os partidos politicos (ou a desgraça da politica)
relatoriotuga (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Terça feira, 16 de março de 2010
É engraçado ver a escandaleira em torno deste assunto. Como o caro Daniel aponta e muito bem, as normas deste tipo aplicam-se em todos os partidos politicos e o Dr. Santana Lopes fez questão de se ilibar da mascara de marxista que lhe tentaram impor, esclarecendo a questão ontem numa entrevista com o MCrespo. O que se passou no PSD, e o que é verdadeiramente vergonhoso, é ver os candidatos a lider repudiarem uma norma que na pratica já existia no partido desde 97. Pura campanha eleitoral para o cidadão ver. Pura demagogia e marketing pessoal, um reflexo do que nos espera em qualquer um dos candidatos, mais do mesmo. Um PSD incapaz de se organizar internamente quanto mais de organizar um país.

Extrapolando para os partidos politicos em geral, é óbvio que nenhum foi capaz de se actualizar o suficiente para se tornar apelativo às novas gerações de cidadãos deste país. O resultado está à vista, as estruturas partidárias estão decadentes pois muito poucas pessoas se reveêm nestes modelos partidários, nestas pseudo-ideologias, na forma como se faz politica em Portugal.

Assistir às sessões no plenário é decadente. Todos gritam e se ofendem, ninguém tem razão. Desmoralizante para as novas gerações de votantes, e o resultado vê-se em cada leição pelo numero de abstenções.

E as criticas dos outros partidos a este assunto só demonstram bem a situação da politica em Portugal, decadente e triste.

Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço...
 
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EM TODOS OS PARTIDOS, HOJE FAZ POUCO SENTIDO
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Terça feira, 16 de março de 2010
CONTINUO A TER A OPINIÃO DE QUE A DISCORDÂNCIA POLITICA DE UM MILITANTE DE PARTIDO

DEVE SER FEITA PREFERENCIALMENTE DENTRO DO PRÓPRIO PARTIDO

AINDA ASSIM A OPINIÃO EMITIDA NOS MEDIA POR MUITO HETERODOXA

DEVERÁ SER OBJECTO DE ADVERTENCIA/DISCUSÃO INTERNA

E EM CASO DE CONTINUAÇÃO DESSA ATITUDE , DEVERÁ SER RETIRADA A CONFIANÇA POLITICA

MAS NO MOMENTO DA MAIS IMPORTANTE BATALHA DE QUALQUER PARTIDO

PRÉ E CAMPANHA ELEITORAIS(60 DIAS) ANTES DAS ELEIÇÕES

COMPROVANDO-SE QUE POR ACTOS OU PALAVRAS UM MILITANTE LEVA O SEU PARTIDO A PERDER VOTOS PARA O INIMIGO POLITICO

O QUADRO DE SANÇÕES DEVE PREVER A EXCOMUNHÃO OU EXPULSÃO

APESAR DE TUDO ISTO ESTAR A SER OBJECTO DE APROVEITAMENTO POLITICO

ESTE SIM VERGONHOSO ,

AO CONTRÁRIO DA PROPOSTA DE SANTANA LOPES CUJA BALIZA DO TEMPO A TORNA SENSATA

CONTINUO A DIZER QUE ISTO NÃO PASSOU DE UM SOUNDBYTE

QUE A MAQUINA DE PROPAGANDA SOCIALISTA , SEM VERGONHA E SEM ESCRÚPULOS, METENDO-SE NA VIDA INTERNA DE UMA FAMÍLIA (O PSD)

APROVEITA PARA FAZER RUÍDO

COMO CORTINA DE FUMO

PARA ESCONDER OS VERDADEIROS E DENUNCIADAS PELO PINTO BALSEMÃO

TENTATIVAS DE ATAQUE, CONSPIRAÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA EM 10 ETAPAS

MAIS UMA VEZ DIGO O REI VAI NU

E DOU OS PARABÉNS AO SANTANA LOPES PELA HONESTIDADE E BOM SENSO

QUE DEMONSTROU NA PROPOSTA DESTA NORMA

TENHO PENA QUE TANTA GENTE POR AQUI SEJA TÃO TOLERANTE PERANTE O MAIS RANHOSO COMPORTAMENTO HUMANO

A TRAIÇÃO
...
 
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É tempo de cerrar fileiras
luminoso (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça feira, 16 de março de 2010
A liberdade de cada um deve respeitar a liberdade do grupo, neste caso do partido. Não se pode simplificar o raciocínio ou descer ao nível da peixeirada e das ambições pessoais!
Vêm aí tempos difíceis e também por isso o grupo - os seus interresses - tem de ser respeitado.
Isso, Sr. Daniel Oliveira também é democracia!!!
 
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Pertencer a um Partido Politico mata!!
lánoalto (seguir utilizador), 1 ponto , 13:05 | Terça feira, 16 de março de 2010
Os Partidos Politicos são uma clubite do passado que atrofia o conceito democracia logo ou se reformulam ou deixaram de existir. Os Partidos Politicos são viciados no Poder logo não o deviam exercer.
 
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    Re: Pertencer a um Partido Politico mata!!    Ver comentário
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 14:01 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Pertencer a um Partido Politico mata!!    Ver comentário
lánoalto (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Terça feira, 16 de março de 2010
Só é PSD , quem quer !!!
anticorporativo (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Terça feira, 16 de março de 2010
A lei da rolha, é imagem de marca, não apenas do PSD.
Disso ninguém duvida.
Que Santana é liberalérrimo toda a gente sabe, embora esse liberalismo tenha para o mesmo, limites.
Foi á conta dos cargos autárquicos, que obteve a sua reforma dourada-previlégio interdito ao desgraçado do agricultor , do operário, ou quem trabalhe na privada.

Aqui não houve liberalismos para ninguém.

Quanto ao PS, todos nos lembramos o episódio tristissímo da aprovação do Codigo do Trabalho, em que Manuel Alegre foi discriminado no PS, por votar de acordo com a sua consciência, e não de acordo com a doidivanice do cortar a direito.
Este CT continua a sufocar o trabalhador honesto, competente, produtivo, e a permitir despedimentos selvajens, quando devia era valorizar o emprego, e quem quer realmente trabalhar.

 
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Os partidos são todos iguais!
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Terça feira, 16 de março de 2010
É lógico que esta Lei da Rolha sugerida por Santana Lopes, só foi possível pelo facto daquela gente não confiar uns nos outros! O PSD é um partido que se move no meio de muitos interesses económicos, mas o PS para lá caminha!
Já agora, para aquela rapaziada tão afoita em defender o PS, é bom que não façam analogias com os outros partidos, mesmo com o PCP!
O "Camarada" Alegre é um crítico da actual Direcção?
  "sometimes, but not always"!
É mais fogo de vista do que outra coisa!
Na hora da verdade, lá estava ele em Coimbra a apoiar José Sócrates! Vai ser o Candidato Presidêncial!
Boleia para África, pazes feitas!
Para os Socialistas não existe nem boa nem má Moeda!
É tudo em Euros!
Nem se manda retirar a foto de Cavaco de um Cartaz de Campanha do PSD de Santana Lopes!
Basta ver os opositores à actual Direcção para perceber que no PS a palavra "amén", é mais importante que a palavra "discordo"!
 
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Nada deve transpirar.
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 21:49 | Terça feira, 16 de março de 2010

Daniel,

Você fez um bom trabalho porque leu os estatutos dos partidos e trouxe aqui os pontos mais significativos. Obviamente cada partido tem tudo o interesse a salvaguardar a sua privacidade a fim de que nenhuma coisa contraria possa sair e seja de prejuízo àquela organização.
   
As várias diretrizes e proibições podem ser sintetizadas nas suas palavras: "Em geral, prefere-se um incapaz obediente do que um competente de espírito livre".

Dado que estamos a falar dos partidos, de quem governa e de quem está à oposição,
desejo dizer que só se chega ao bom funcionamento de um estado se a gestão dele é baseada em princípios simples, poucas leis mas boas, uma simplificação administrativa.
E' inútil os legisladores falarem sobre a diminuição dos papéis acima das secretarias dos empregados do estado se depois saírem leis após leis.
A inteligência de uma pessoa, licenciada ou não, não se mede segundo o comprimento do que escreve ou a módulistica, que prepara pelo cidadão para que ele possa preencher um impresso.
Uma pessoa inteligente dá às coisas complicadas uma forma simples e uma pessoa, que gosta de gabar-se e não percebe um boi, faz tudo o contrário.


 
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