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€935 milhões por ano para o Citigroup

Estado já entregou €3741 milhões de novas dívidas ao banco para substituir créditos inexistentes ao abrigo do contrato de 2003.

João Silvestre
20:11 Segunda feira, 25 de maio de 2009

Nos últimos quatro anos, o Estado português já entregou ao Citigroup €3741 milhões em novas dívidas para substituir créditos que se revelaram inexistentes incluídos na carteira cedida por Ferreira Leite em 2003. São €935 milhões por ano, em média, que deixaram de entrar nos cofres do Estado para serem enviados ao banco americano.

Ao todo, foi já substituído mais de um terço do valor da carteira. Esta situação faz parte do acordo assinado entre o Governo, na altura liderado por Durão Barroso e com Ferreira Leite nas Finanças, e o Citigroup. O Estado português cedeu uma carteira de créditos ao Fisco e à Segurança Social no valor de €11.441 milhões em troca de uma verba de €1765 milhões que ajudou a reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% em 2003.

As dívidas que integraram o acordo terminavam em Setembro de 2003 só que estava previsto que, caso se revelassem inexistentes (por decisão de um tribunal, por exemplo) teriam que ser substituídas.

O contrato, bastante polémico na altura por comprometer receita futura em troca de um encaixe presente, previa ainda que a partir de Junho de 2007 não pudesse haver substituições de créditos e que o Estado português tivesse que os recomprar ao Citigroup.

Algo que até este momento ainda não aconteceu. Como referiu ao Expresso fonte oficial do ministério das Finanças: "o Estado ainda não efectuou qualquer recompra de créditos titularizados".

Cobrança acelera

A substituição de créditos mais antigos por novos - e com maior probabilidade de serem recuperados - ajuda a explicar a melhoria no ritmo de cobrança nos últimos semestres.

Até ao dia 28 de Abril, o Estado cobrou €1864 milhões da carteira cedida ao Citigroup. Uma verba que já ultrapassa o dinheiro que entrou nos cofres do Estado no início do contrato, em 2003, e que se reparte entre €1627 milhões do Fisco e €255 milhões da Segurança Social, segundo dados fornecidos pelo ministério das Finanças.

Os relatórios semestrais publicados pela Direcção-Geral dos Impostos mostram que, desde o período entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008, ou seja, nos últimos três semestres de contrato, a taxa de cobrança ficou acima de 75% do cenário-base projectado no acordo.

Um limiar definido no contrato a partir do qual o Estado recebe uma comissão e que serve de incentivo ao Fisco e à Segurança Social para se esforçarem na cobrança das dívidas. É que, embora tenham sido cedidas ao banco norte-americano, continuaram a ser recolhidas pelos serviços portugueses.

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de Maio de 2009

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Grande negócio para o Citigroup
martacarapacho (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:42 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
Pelas mãos da dona Manuela o estado ficou agarrado a um contrato milionário que nos torna mais vulneráveis e pobres.

Essa senhora Manuela se tivesse vergonha na cara, nunca mais aparecia em público sem antes ter feito uma reciclagem à cara e às ideias, porque os portugueses têm memória desta e de outras patacuadas em que ela colaborou sem sentido de Estado.

Agora aparece com um ar lampeiro de quem nada fez, e arroga-se a dar conselhos aos outros, quando todos sabemos as asneiras que ela fez e que não quer assumir.

 
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    Re: Grande negócio para o Citigroup    Ver comentário
captain_oliveira (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE?
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 22:56 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
Ainda há quem queira dar uma segunda oportunidade a MFL quando deveria ser julgada pelo que provocou de mal ao País. Onde pára o Tribunal de Contas? Haverá pouca vergonha nesta gente que fez exactamento o que critica enquanto Oposição, comprometer as gerações presente e futuras. Incompetência maior seria impossível, pelo que deveria estar calada ou pedir perdão por uma negociata com o City cujos contornos geram legitimas dúvidas a quem paga impostos e se pauta por critérios éticos. Segunda oportunidade á incompetência? Então fiquemos com a que já conhecemos!
 
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Sim, senhor...
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 20:28 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
... grande ministra das finanças...
 
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    Re: Sim, senhor...    Ver comentário
ZePortouga (seguir utilizador), 1 ponto , 21:13 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
    Re: Sim, senhor...    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 4:44 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Citigroup
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 21:07 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
Não estão a contar com as contribuições dos portugueses pobres, pois não? É MUITO MAIS! (era bom que averiguassem isso). Estão a tentar atacar a ex-ministra? Enganam-se, bem enganados. Vamos ver quem ganha essa! :-(
 
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É tudo farinha do mesmo saco!!!
dedalo11 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:08 | Segunda feira, 25 de maio de 2009
Isto é que vai uma açorda! Será que não há uma só pessoa séria neste País?
 
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Grande lata...
penacova (seguir utilizador), 1 ponto , 2:05 | Terça feira, 26 de maio de 2009
Com que moral MFL bem dizer aos portuguêses que este
governo está a hipotecar as gerações futuras ,com as grandes obras !!? «ela sim deixou-nos esta grande obra...»
    ( Votem nessa senhora que ela merece.)
Que Deus tenha piedade de nós.
 
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