"Enquanto a queda do Muro de Berlim simbolizou a abertura de fronteiras, a posição da Europa na actualidade quanto aos desafios da migração transforma o continente numa fortaleza," disse Nicola Duckworth, Director do Programa da Amnistia internacional para a Ásia Central e Europa.
Para muitos migrantes o continente Europeu é a última oportunidade de escapar a situações de violência, perseguição e pobreza. No entanto, alguns governos da Europa ignoram a gravidade da situação e levam a cabo políticas de expulsão e discriminação em relação a migrantes.
Durante a Guerra ao terror liderada pelos Estados Unidos da América muitos migrantes foram detidos de forma indevida, torturados e interrogados na Europa. É de destacar o envolvimento de países como a Polónia e a Lituânia em detenções secretas e desaparecimentos forçados realizados por agentes da CIA em solo Europeu.
No entanto, alguns dos abusos cometidos no continente Europeu duram há séculos. Em países como a Eslováquia e a República Checa indivíduos de etnia Cigana são constantemente discriminados e excluídos da vida pública. As crianças desta minoria étnica continuam a frequentar estabelecimentos para crianças com deficiência mental ou escolas próprias para a educação de membros desta etnia com padrões educacionais mais baixos que o normal.
Apesar das duas décadas que já passaram desde a queda do Muro de Berlim, activistas dos Direitos Humanos e jornalistas continuam a ser detidos pelo exercício do seu direito à liberdade de expressão e associação. No entanto, e apesar das ameaças, das intimidações e detenções, os defensores dos Direitos Humanos na Europa, alimentados pela energia que derrubou o Muro de Berlim, continuam a trabalhar por um mundo onde todos os direitos humanos sejam respeitados.
Nota
Este texto é da inteira responsabilidade do autor e da entidade representada.