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20 anos após a queda do Muro de Berlim

Vinte anos após a queda do Muro de Berlim outras fronteiras parecem agora erguer-se na Europa. A Amnistia Internacional recordou os Governos dos países europeus que devem agir urgentemente para pôr fim aos abusos e à discriminação contra migrantes, requerentes de asilo, detidos e minorias.

Amnistia Internacional
18:59 Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Amnistia Internacional - 20 anos após a queda do Muro de Berlim

"Enquanto a queda do Muro de Berlim simbolizou a abertura de fronteiras, a posição da Europa na actualidade quanto aos desafios da migração transforma o continente numa fortaleza," disse Nicola Duckworth, Director do Programa da Amnistia internacional para a Ásia Central e Europa. 

Para muitos migrantes o continente Europeu é a última oportunidade de escapar a situações de violência, perseguição e pobreza. No entanto, alguns governos da Europa ignoram a gravidade da situação e levam a cabo políticas de expulsão e discriminação em relação a migrantes.

 Durante a Guerra ao terror liderada pelos Estados Unidos da América muitos migrantes foram detidos de forma indevida, torturados e interrogados na Europa. É de destacar o envolvimento de países como a Polónia e a Lituânia em detenções secretas e desaparecimentos forçados realizados por agentes da CIA em solo Europeu.  

No entanto, alguns dos abusos cometidos no continente Europeu duram há séculos. Em países como a Eslováquia e a República Checa indivíduos de etnia Cigana são constantemente discriminados e excluídos da vida pública. As crianças desta minoria étnica continuam a frequentar estabelecimentos para crianças com deficiência mental ou escolas próprias para a educação de membros desta etnia com padrões educacionais mais baixos que o normal. 

Apesar das duas décadas que já passaram desde a queda do Muro de Berlim, activistas dos Direitos Humanos e jornalistas continuam a ser detidos pelo exercício do seu direito à liberdade de expressão e associação. No entanto, e apesar das ameaças, das intimidações e detenções, os defensores dos Direitos Humanos na Europa, alimentados pela energia que derrubou o Muro de Berlim, continuam a trabalhar por um mundo onde todos os direitos humanos sejam respeitados.

Nota
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