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10.000.000.000 euros/ano

Daniel Bessa (www.expresso.pt)
0:01 Sexta feira, 25 de dezembro de 2009

Dez mil milhões de euros/ano. Um número redondo, fácil de reter. É quanto, entre aumento de receitas e diminuição de despesas, o Estado Português tem de reduzir o seu défice anual. Não para o anular mas para o trazer para os 3% do PIB. Mil euros por português/ano, em média.

Pode fazê-lo de vários modos: subir a taxa máxima do IVA para 35% (e as outras proporcionalmente); subir a taxa máxima de IRS para 87% (e as outras proporcionalmente); reduzir em 47% os salários da função pública; privatizar 35% dos serviços públicos. Pode também proceder a qualquer combinação destas e de outras medidas, em doses variáveis: por exemplo, reduzir para metade o investimento público, fixar a taxa máxima de IVA em 23%, fixar a taxa máxima de IRS em 52%, privatizar ou encerrar 7,5% dos serviços, reduzir em 10% os salários dos restantes funcionários públicos.

A escolha da solução é política. Menos despesa? Mais impostos? E, neste caso, mais IVA, ou mais IRS? Tributar juros reais e ganhos reais de capital? Em qualquer caso, tudo junto, tem de chegar a 10.000.000.000 €/ano.

Acredito pouco em soluções gradualistas, que correm o risco de prolongar a agonia. Como em 1983/84, prefiro que o problema seja resolvido de uma vez; e que, a partir de então, tudo comece a melhorar.

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009

 

Palavras-chave  opinião, IRS, IVA, PIB, défice
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10.000.000.000 euros/ano
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:01 | Sexta feira, 25 de dezembro de 2009
Acaba de prestar um serviço de cidanania, pois anda por aí muita gente a quem chamam culta com Licenciaturas que não entende a situação. Continuo a defender as grandes Obras como o TGV e o Aeroporto, não só por uma questão de desenvolvimento, mas também pela criação de mais valias, mas porque ao estado a que chegaram as coisas é a única maneira de deixar algo, porque o dinheiro se assim não for desaparece em festas e foguetes. O Salazar fez passar fome e miséria, mas deixou ouro, mas também tudo por fazer, mas estes pelo andar da carruagem não deixam nada. Por alguma razão tivemos uma ditadura durante 48 anos. Este povo só poupa se a tanto for obrigado. Temos mais alternativas que a Irlanda, pois sempre podemos vender a Madeira e o Jardim a um Magnata do petróleo. Para os que já estão a pensar nos Açores, será tarefa para os filhos ou netos a negociação com os nossos hermanos, conseguirem o que não foram capaz em Aljubarrota.
 
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banjix (seguir utilizador), 3 pontos , 11:56 | Segunda feira, 28 de dezembro de 2009
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:27 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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costinha79 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:08 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: 10.000.000.000 euros/ano    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:34 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
Daniel Bessa
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:22 | Sexta feira, 25 de dezembro de 2009
O insuspeito, competente e ex-ministro do PS, Dr. Daniel Bessa, chama os "os bois pelos nomes".
Não oculta nada. No seu artigo de opinião é bem claro, quanto à situação caótica que o nosso País atravessa.
Srs do Governo, nomeadamente José Sócrates e partidos da Oposição, não brinquem à Política.
Não nos transformem numa segunda Grécia !
Sejam responsáveis!
É a "Prenda de Natal", que todos os portugueses esperam !
 
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:05 | Sexta feira, 25 de dezembro de 2009
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:47 | Sexta feira, 25 de dezembro de 2009
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Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:15 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
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Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
Subir a taxa máxima de IRS ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Sexta feira, 25 de dezembro de 2009
... é uma solução interessante e dentro daquilo que se espera de um país do terceiro-mundo apostado em criar apenas duas classes sociais: a dos muito ricos e a dos muito pobres.

Mas numa época de "temas fracturantes", em que toda a gente se sente discriminada e exige os mesmos direitos que os outros, eu gostaria de uma solução ainda mais revolucionária e justa: que aqueles que pagam impostos e não podem fugir a eles (colocando o seu dinheiro em offshores por exemplo) possam escolher livremente, nesta época de globalização, o Estado ao qual descontam.

Assim, aqueles que se consideram patriotas e ainda confiam no Estado Português, continuariam a descontar para esse Estado. Os que se sentissem lesados, poderiam escolher um outro qualquer Estado, tipo Vaticano, sei lá, até porque, em matéria de gestão de dinheiros, a igreja católica continua a ser das instituições mais fiáveis do mundo ...
 
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Não é fácil.
TOUNABOA_PT (seguir utilizador), 1 ponto , 21:37 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
Infelizmente e mais uma vez parece que só iremos fazer o que temos que fazer porque a imposição vem de fora.
O caminho do aumento dos impostos está esgotado. As empresas não aguentam, e as falências irão suceder-se aos milhares, a seguir o desemprego, e depois todos aprenderão que sái mais barato ao estado financiar falso emprego que desemprego, mas aí já será tarde. A alternativa claro está é fazer no estado o que fazem as familias, e as empresas. Cortar nos custos! Mas aí a pergunta é: Onde está a autoridade? É que as familias e as empresas não são democracias. O que está em causa não é o capitalismo é a democracia. Todos sabemos que as coisas só irão mudar quando chegarmos ao TEM QUE SER, e o TEM QUE SER no nosso caso é quando falharmos o primeiro pagamento de divida.
 
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Exageros
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 10:31 | Segunda feira, 28 de dezembro de 2009
Parece-me que Daniel Bessa está a exagerar um pouco, provavelmente de propósito, a fim de assustar. Mas em rigor, a redução do défice orçamental de 8% agora para os 3%, com um PIB da ordem de 150.000 milhões de Euros, significa uma poupança necessária de 7500 milhões de Euros anuais e não de 10.000. Além disso, a crise financeira e económica internacional resultou numa perda de receita fiscal em 2009 da ordem de 5000 milhões de Euros. Com a recuperação económica já em curso, prevê-se também um aumento significativo das receitas, pelo que o esforço de contenção nos próximos orçamentos de estado não precisará de ser tão draconiano como sugerido por Daniel Bessa.
 
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Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:36 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 13:51 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
Cortar na despesa!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
O caminho a seguir deverá ser através do corte no despesismo e na má gestão dos dinheiro públicos!!!! Obras públicas, Autarquias, Empresas municipais e Empresas públicas!!!!

Deverão criar condições de atractividade para que os investidores queiram produzir em Portugal bem exportáveis que equilibrem a nossa balança comercial!!!

Sem crescimento económico não existe emprego e não se cria riqueza!!!!

Uma pequena opinião sobre o TGV:
- Em vez de investir uma exorbitância de dinheiro para se poupar 30 min de viagem de comboio de passageiros de Lisboa ao Porto não era preferível investir na linha de velocidade de mercadorias de bitola europeia com ligação a Espanha e remodelar os nossos portos de Leixões, de Sines e de Lisboa para criarmos uma verdadeira plataforma logística de mercadorias????
 
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George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 15:04 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 15:33 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
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