A empresa liderada por António Mexia obteve um lucro de 1,024 mil milhões de euros em 2009, menos 6,2% face ao ano anterior.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), a EDP explica que a queda dos resultados se deve "essencialmente à contabilização, em 2008, de um ganho de capital não recorrente de 405 milhões de euros resultante da diluição da participação da EDP na EDP Renováveis (EDPR), no seguimento da Oferta Pública Inicial".
Acrescenta ainda a eléctrica que no ano 2008 "o resultado líquido ajustado de impactos não recorrentes ascendeu a 925 milhões de euros, o que se reflecte [em 2009] num crescimento anual do resultado líquido recorrente de 11%".
O EBITDA - resultados antes de impostos, amortizações e depreciações - foram de 3,36 mil milhões, o que revela um aumento de sete por cento face ao ano anterior, o que segundo o documento, foi impulsionado por um acréscimo de 19% no quarto trimestre de 2009.
Eólicas impulsionam
Em 2009, as principais áreas impulsionadoras de crescimento foram: actividades liberalizadas na Península Ibérica (+240 milhões de euros) e pelo negócio eólico (+ 105 milhões de euros).
Este é o segundo ano consecutivo em que a EDP obteve um lucro superior a mil milhões de euros.
A eléctrica vai pagar um dividendo de 15,5 cêntimos de euro por acção, referente ao exercício de 2009, o que representa um aumento dos lucros a distribuir aos acionistas de 11%.